80% dos donos de animais não são informados sobre como cuidá-los

Quando adotamos um animal pela primeira vez, seja de qual tipo for, surgem dúvidas das mais variadas. Quantas vacinas devo aplicar no meu bicho? O que ele deve comer? Quantas refeições ele deve fazer por dia? É uma infinidade de perguntas que parecem não ter respostas para pessoas com bichos de estimação.

Mas, não somos os únicos com quem isso acontece. Estima-se que cerca de 80% das pessoas que possuem um animal de estimação não receberam nenhum tipo de informação sobre como cuidar deles.

80% das pessoas com animais carecem de informação

Foi feita uma análise sobre o tipo de informação sobre os cuidados necessários que os donos de bichos de estimação, como um cão ou gato, recebem na União Europeia. Para isso, a organização Eurogrup for Animals, da qual faz parte a Associação Nacional para a Defesa dos Animais (ANDA), realizou estudos sobre o bem-estar animal que teve resultados impressionantes.

 

gato com mulher

O mercado europeu de pets movimenta cerca de 550 mil animais por ano entre os diferentes países para serem vendidos em lojas. Isso gera uma renda de 5 milhões de euros por ano, uma cifra nada pequena que permite oferecer os cuidados necessários a esses animais de estimação.

Infelizmente, dentre esses 550 mil animais, apenas 20 mil são devidamente identificados e registrados legalmente. Por que isso acontece?

Segundo a União Européia, essa é uma quantidade muito grande de animais sem registro, o que pode interferir na saúde dos bichos de estimação e também das pessoas. Portanto é algo a ser combatido.

É por isso que a própria União Européia tem sugerido o intercâmbio de informações e a informatização dos dados. Uma boa comunicação entre os países poderá fazer com que se um país não se responsabilize por registrar legalmente os animais, o outro o faça.

Esse seria um grande passo e poderia, inclusive, ajudar a combater o tráfico ilegal de diversas espécies.

Como chegou-se ao dado de que 80% das pessoas não sabem como cuidar dos bichos de estimação?

O uso da internet tem dificultado que as autoridades rastreiem as atividades ilegais com animais. Com todas as informações informatizadas de forma secreta entre duas empresas privadas que se dedicam a venda de seres vivos, governos e entidades encontram dificuldade em investigar esses casos com facilidade.

Embora muitos países europeus tenham leis de proteção aos animais muito rigorosas, isso não acontece com todos os países e, portanto, facilita o contrabando de animais.

Como isso afeta os animais?

Tentar obter o maior benefício possível com o menor esforço não é bom para ninguém e, nesse caso, são os animais que sofrem. Por quê? Os animais são transportados em condições insalubres para outros países da União Europeia: gaiolas onde dificilmente podem se mover, sem espaço para suas necessidades, muita sujeita, pouco alimento etc.

Essa situação causa estresse e até mesmo transtornos mentais aos animaizinhos que sofrem e que acabam por ver a morte por perto.

Não é à toa que estima-se que, em cada viagem desse tipo, pelo menos a metade dos filhos transportados acaba morrendo. De que serve economizar um pouco de dinheiro no transporte ilegal desses animais se, em seguida, metade irá morrer? Ironias da vida…

Desconhecimento sobre os cuidados: 80% das pessoas não sabem como fazê-lo

Autor: Sal

Essa total falta de conhecimento destaca o fato de que não é simplesmente por ganância e ambição, mas que existe um grande desconhecimento nos países Europeus sobre as responsabilidades de um dono de animais de estimação, como cuidar deles e os gastos envolvidos.

As pessoas que querem adquirir um bicho de estimação, na maioria das vezes, preferem gastar muito dinheiro  comprando um animal em uma loja sem saber os riscos que isso pode trazer. Um animal que tenha sofrido o estresse de uma viagem clandestina pode precisar de atenção especial.

O resultado do estudo aponta que 80% das pessoas que possuem um animal de estimação não sabem como atender nenhuma dessas necessidades.

A União Europeia, junto com a ONG que realizou o estudo, está trabalhando duro e de forma conjunta para fomentar a divulgação das informações necessárias sobre os cuidados essenciais para o bem-estar dos animais.