Como agir em caso de afogamento dos nossos animais de estimação

No verão, é muito comum que os animais procurem por diferentes fontes de água para se refrescarem. Seja na praia, no rio, no lago ou mesmo na piscina de casa, sempre temos que estar atentos.

Principalmente no caso dos cães pequenos, dos filhotes ou cães pequenos com pouca experiência, pois eles podem cair na água e se afogar. Essa situação de afogamento, em animais de estimação, é conhecida como hipoxemia.

A hipoxemia é a aspiração de água produzida por um mergulho prolongado. Após passarem alguns minutos nessa situação, o animal apresentará níveis elevados de dióxido de carbono na corrente sanguínea, estimulação acelerada de sua respiração e a entrada de água nos pulmões.

Abaixo temos algumas dicas que foram publicadas para que você saiba como agir em caso de afogamento de um dos seus animais de estimação.

Tipos e sintomas de afogamento em animais

Afogamento em animais de estimação

Existem três fases em um afogamento típico.

  1. Uma delas é a de prender a respiração quando se nada e se está em movimento: nesta situação se produz a aspiração da água, afogamento e luta para respirar. Então, em seguida, precedem-se os vômitos e a cessação da circulação, seguida de morte.
  2. A aspiração de água doce conduz a um colapso das células respiratórias com uma possível pneumonia infecciosa.

Por outro lado, água do mar entra nos pulmões e alvéolos (células de ar dos pulmões), porque o cão não tem oxigênio suficiente.

  1. O tempo de submersão, a temperatura da água e o tipo de água em que o cão está mergulhado afeta significativamente os órgãos.

Os sintomas de afogamento se destacam no azulado da pele e das gengivas, tosse com expectoração espumosa, que pode variar para uma cor vermelho clara, cessação da respiração ou respiração dificultosa, crepitação ou chiado (que é um som profundo no peito), vômitos, aumento ou diminuição da taxa de batimentos do coração e, inclusive, o coração poderá parar de bater.

Algumas das causas de afogamento que ocorrem com os animais de estimação estão relacionadas com a negligência dos donos: as precauções de segurança são inadequadas ou o cão é um filhote, ou inexperiente.

Outras causas podem se dar devido ao animal estar na água ou nas proximidades, no momento de uma convulsão, uma lesão na cabeça ou baixa de açúcar no sangue, ritmo cardíaco anormal ou episódio de desmaio.

Diagnóstico

O veterinário vai fazer um exame físico completo em seu cachorro. Os testes laboratoriais padrão incluem um perfil químico do sangue, um hemograma completo, exames de urina e um painel de eletrólitos.

Uma radiografia de tórax poderá indicar uma pneumonia, aspiração ou líquidos nos pulmões. A inalação de corpos estranhos pode causar o colapso dos pulmões e conduzir a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA).

É possível também que se faça uma lavagem traqueal ou transtraqueal, seguida por uma avaliação citológica que deverá ser complementada com uma monitorização eletrocardiográfica para examinar os músculos do coração e determinar se o coração sofreu algum dano.

Por outro lado, o seu veterinário também vai querer verificar a resposta auditiva e avaliar se houve alguma perda. Também é recorrente que se realize um raio-x cervical, tomografia computadorizada ou MRI do cérebro e do tronco cerebral.

Tratamento após afogamento

Como cuidar do cão pós afogamento

Remova qualquer obstrução das vias aéreas e faça respiração boca a boca em seu animal de estimação no local do acidente.

Você deverá, então, conduzi-lo imediatamente ao veterinário, assim ele poderá ser examinado e continuar com o tratamento médico.

Talvez ele tenha que ser hospitalizado e oxigênio tenha que ser administrado. Se ele tiver uma grave hipoxemia, hipercapnia e fadiga respiratória, talvez ele tenha também que receber assistência respiratória.

Não são recomendadas a drenagem gravitacional ou as pressões abdominais (manobra de Heimlich), devido ao alto risco de regurgitação e subsequente aspiração do conteúdo do estômago.

A fluido terapia é crucial para trazer de volta os líquidos aos seus níveis normais de equilíbrio. Se o seu cão estiver com hipotermia, o seu veterinário aquecerá um pouco o corpo de seu cão, por cerca de duas ou três horas.

Normalmente, os cães que estão em estado de coma não têm um bom prognóstico. Nem os que têm níveis de acidez grave no sangue (pH abaixo de 7.0), ou se eles necessitarem de ventilação mecânica ou reanimação cardiopulmonar.

Por outro lado, os animais de estimação que ficam, ou se tornam, conscientes durante o processo de socorro, terão um bom prognóstico, desde que não ocorram complicações posteriores e que a atenção seja imediata.