Alzheimer canino: Quais são os sintomas?

Alzheimer canino

Os peritos afirmam que a metade dos cães com mais de 15 anos desenvolvem o Alzheimer canino, cujos sintomas são a perda de audição, de visão e de memória.

De acordo com isso, um em cada dois cães com mais de 15 anos teria o Alzheimer. Essa síndrome de disfunção cognitiva faz com que o cão idoso se perca, tenha perdas de memória, se desoriente e, às vezes, não reconheça nem mesmo seu dono.

Se seu cão desenvolver esta enfermidade, ele perderá a visão, a audição e seu cérebro não funcionará da mesma forma por causa deste tipo de demência. Para ajudar o animal, é necessário saber o que é o Alzheimer canino, quais são seus sintomas e como atender com carinhos especiais o cão que envelhece.

Características dos cães com Alzheimer canino

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Trata-se de uma disfunção cognitiva que origina uma série de mudanças de conduta detectadas no cão idoso, como resultado de um processo degenerativo de seu sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal).

Em palavras coloquiais, é como se o cérebro do animal regredisse ao invés de evoluir. Esta deterioração pode ser um processo doloroso para muitos donos, já que implica na perda de sua capacidade de aprender e inclusive na perda de memória pelas quais passam muitos cães idosos.

Outras modificações se dão em relação a seu comportamento. É normal que o animal necessite de mais tempo para dormir, esteja mais resmungão e menos paciente com outros animais jovens e que procure momentos para passar em solidão seu dia, de um modo tranquilo.

Sintomas do Alzheimer canino

Entre os sinais mais característicos está a diminuição de sua atividade, uma menor interação com os donos e desorientação.

O Alzheimer, unido ao envelhecimento, fará inclusive com que o cão venha a sofrer de algum tipo de claudicação. Ele pode necessitar de passeios ao ar livre, mais curtos, e, algumas vezes, ele necessitará de ajuda para subir ou descer escadas e também do carro. Os olhos e o ouvido do peludo também sofrem uma deterioração considerável.

Um cão com Alzheimer avançado pode chegar a perder a orientação em sua própria casa ou arranhar a porta de um cômodo porque não sabe onde está. A diminuição de sua memória explica porque algumas vezes ele não reconhece seu dono e que não responda quando lhe chamam. O cão também pode ter comportamentos anormais, como fazer suas necessidades em casa, assim como perder o apetite.

O envelhecimento no cão

Considera-se que a velhice nos cães se inicia aos seis ou sete anos. Sua vida é mais curta do que a humana, de maneira que, quando ele faz sete anos, passa a ser um cão idoso. Assim como seu corpo, seu cérebro também envelhece. Entretanto, nem todos os cães se tornam idosos na mesma idade.

Normalmente, o cão um costuma se mostrar um pouco mais resmungão durante sua velhice. Isto é uma consequência lógica da deterioração de suas capacidades físicas e mentais. É necessário que o carinho e os mimos do dono lhe compensem durante esta etapa.

Na velhice, o cão aprecia mais a serenidade. Embora ele sempre tenha necessitado ficar confortável em casa, na velhice ele necessitará ainda mais. Um lugar tranquilo e quente onde possa ficar tranquilo. Entretanto, o fato de que necessite de mais calma não significa que ele queira ficar sozinho o tempo todo. Ele necessitará de mais carinho e companhia do que nunca.

Nos casos em que a separação dos donos possa ser longa, como durante uma viagem, a situação será muito ruim para o cão. O normal é que o distanciamento lhe provoque estresse ou inclusive que venha a lhe agravar alguma enfermidade que já possua.

Outros sintomas dos cães com Alzheimer e do envelhecimento

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  • Desorientação em lugares de seu dia a dia que ele conhece bem.
  • Uma pior habilidade para se esquivar de objetos. É normal que o animal fique parado diante de uma porta ou de uma parede.
  • Alterações em suas interações sociais. Com os donos e com outros cães.
  • Alteração dos ciclos do sono. O animal costuma perambular de noite e dormir de dia.
  • Perdem-se hábitos que já havia aprendido, assim, ele pode voltar a urinar ou defecar dentro de casa, inclusive pouco depois de voltar de seu passeio. Nestes casos, é conveniente descartar outras doenças relacionadas com a idade que possam estar agravando o processo.
  • Não reconhece seus donos e nem as pessoas de seu entorno habitual.