Uma cadelinha dá início a um novo método para detectar doenças

Labrador inicia método para detectar doenças

Os cães são, sem dúvida, um dos animais mais inteligentes e com os sentidos mais desenvolvidos, capazes de cumprir com tarefas e funções que outros animais não poderiam desempenhar. Já falamos anteriormente sobre cães policiais, cães antidrogas, cães terapeutas, e até de cães treinados para detectar o câncer.

Esta é a história de uma cadelinha que, mesmo sem ter sido treinada para isso, foi capaz de fazer algo impressionante. Você quer saber o que foi? Então não perca este artigo.

Muitas pessoas são céticas a respeito do fato de que os cães podem detectar doenças, mas a verdade é que este método já vem sendo utilizado em alguns países, e outros estão começando a introduzi-lo. Foi demonstrado que usar cães para detectar doenças pode ter uma eficácia de mais de 90%, e o caso de Daisy, uma das primeiras cadelinhas a detectar doenças, demonstra isso. Esta é a sua história.

Daisy e seu “poder” para detectar doenças

Labrador que detecta doenças

Daisy é uma encantadora cadelinha de cor preta misturada com a raça labrador que vivia com sua dona Claire Guest. Elas já estavam vivendo juntas há cinco anos, e por isso se conheciam muito bem e haviam criado um vínculo especial entre elas. Ambas conheciam atitudes, olhares e gestoes uma da outra; eram uma família.

Um dia, Daisy começou a fazer algo estranho que nunca havia feito antes. Ela se aproximava do peito de sua dona uma e outra vez. Guest não deu importância ao fato, pois no início parecia apenas um gesto qualquer. Mas quando Daisy começou a fazer a mesma coisa durante três dias seguidos e várias vezes ao dia, Guest começou a se preocupar.

Ela não sabia o motivo por trás desta obsessão, e começou a tocar-se pensando que poderia haver algo ali que estava chamando a atenção de sua cadela. Ao fazer isso, ela notou que havia uma espécie de nódulo. Ela não perdeu um só minuto e foi rapidamente consultar um médico para ver se havia algum tipo de anomalia. Foram feitos exames, entre eles uma mamografia, e todos ficaram muito surpresos quando o médico disse a Guest que ela tinha um câncer de mama.

No entanto, ele explicou que o mesmo não estava em um estado avançado e que era uma grande sorte tê-lo encontrado tão rápido. Guest reconheceu que foi sua cadela quem o encontrou e quem, portanto, salvou a sua vida. Ela nunca teria notado este nódulo se não fosse pela insistência de Daisy com esta região específica de seu corpo. Era como se ela tivesse um poder especial para detectar doenças.

Graças a insistência de Daisy, Guest pôde se livrar o câncer para sempre sem grandes sequelas. Desde este momento, Guest decidiu fazer algo.

Nasce a Fundação Cães de Detecção Médica

Labrador consegue detectar doenças

Vendo a capacidade dos cães para detectar doenças, Guest decidiu criar a Fundação de Cães de Detecção Médica. Ela foi fundada em 2008 e foram selecionados os melhores cães treinados para detectar doenças, entre eles Daisy. Juntos, eles trabalharam em um laboratório onde puderam detectar doenças como a diabetes e o câncer.

Estes cães capazes de detectar doenças o fazem farejando um tubo de urina ou a respiração, e olham fixamente a amostra que não é normal. Assim, os químicos podem saber quem tem uma doença e quem não.

Esta fundação de cães para detectar doenças foi de grande ajuda para muitas pessoas, salvando a vida e inclusive reduzindo o tempo de seus tratamentos.

Daisy foi a cadelinha mais importante deste grupo para detectar doenças, chegando a analisar mais de 6500 amostras e localizando 500 tipos diferentes de câncer com um índice de acerto de mais de 90%.

Sem dúvida, é uma história a mais que nos prova como os cães são valiosos em nossas vidas, e fala sobre as capacidades incríveis que eles têm. Desejamos que todos os países do mundo possam integrar em breve este método de detecção de doenças através de cães, e assim será possível salvar a vida de muitas pessoas.

Se você quer um amigo leal até o fim, adote um são.

– Anônimo –

Imagem cortesia de Eduardo Millo.