Conheça os primeiros gêmeos idênticos de cão

gêmeos idênticos de cão

Na África do Sul, nasceram os primeiros gêmeos idênticos de cão dos quais se tem registro. Trata-se de Cullen e Romulus, dois filhotes da raça Lébrel irlandês. Ambos compartilhavam a mesma placenta e formaram parte de uma ninhada de 7 peludinhos.

Como se descobriu os gêmeos idênticos de cão

A descoberta ocorreu na cidade de Mogale, na África do Sul. Foi quando o veterinário Kurt de Cramer decidiu realizar uma cesárea na mãe deles, já que ela apresentava sinais de complicações no parto.

Mas ao começar a intervenção cirúrgica, o doutor advertiu que o animal tinha um volume estranho no útero. Porém, ele atribuiu isso a um excesso de líquidos que rodeava um dos fetos.

Grande foi a surpresa do médico quando ele descobriu que, na mesma placenta, não havia um, mas sim dois filhotes.

Conheça Romulus e Cullen, os primeiros gêmeos idênticos de cão que se tem registro científico. Os cães integram uma ninhada de 7 filhotes nascidos em uma cesárea na cidade de Mogale, na África do Sul.

Cullen e Romulus, os filhotes gêmeos

gemeos-identicos-de-caes-2

Fonte: ichef.bbci.co.uk

Cramer – especializado em ginecologia e reprodução animal – suspeitou em um primeiro momento que ele estava diante de um caso de gêmeos idênticos de cão, originados da divisão de um embrião. Em 26 anos de trabalho, ele jamais tinha se deparado com um caso assim. Por isso, decidiu contatar um grupo de colegas para que confirmassem tal descoberta.

A equipe foi formada por Carolynne Joone (Universidade James Cook de Townsville, Austrália) e por Johan Nöthling (Universidade de Pretoria, África do Sul). Os profissionais realizaram exames de sangue em Romulus e Cullen quando tinham duas semanas de vida.

Assim se confirmou então que os filhotes eram geneticamente idênticos, apesar de apresentarem algumas mínimas diferenças nas manchas de sua pelagem. E a boa nova foi publicada na revista “Reproduction in Domestic Animals”.

Mais exames para confirmar que os cães são gêmeos

De qualquer forma, quando os gêmeos fizeram seis semanas, foram colhidas amostras de tecidos para analisarem o DNA. Nesta oportunidade, também colheram amostras de seus irmãozinhos.

E uma vez mais se comprovou que Cullen e Romulus eram idênticos geneticamente. Os outros filhotes apresentavam apenas níveis genéticos que se costuma encontrar em integrantes de uma mesma ninhada.

Assim, ficaram definitivamente solucionadas as dúvidas que surgiram com as pequenas diferenças nas manchas de suas patas, peito e cauda. A explicação para esta questão está no fato de que, apesar de terem o mesmo DNA, os genes podem se manifestar de maneira distinta. No caso dos humanos, por exemplo, os gêmeos monozigóticos apresentam padrões distintos de manchas e de impressões digitais.

Há outros casos de cães gêmeos?

A partir deste primeiro registro na literatura científica de gêmeos idênticos de cão, surge a inevitável a pergunta se este é um fato incomum.

As cadelas costumam parir filhotes extremamente parecidos entre si, mas:

  • Não é habitual realizar um exame de DNA.
  • As cesáreas não são feitas em todos os casos, para visualizar o número de placentas.
  • As fêmeas costumam comer as placentas.

Por isso, apesar de ser este o primeiro caso confirmado de gêmeos idênticos de cão, os cientistas não podem determinar ainda quão habitual ou estranho é este fato. Embora tudo pareça indicar que não são casos comuns.

São habituais os gêmeos no mundo animal?

gemeos-identicos-de-caes-3

Fonte: ichef.bbci.co.uk

Acredita-se que as crias idênticas não são habituais, diferentemente dos humanos e de algumas raças de tatus.

Mas, em geral, quando dois fetos compartilham a mesma placenta, eles não possuem nutrientes suficientes e nem os mesmos níveis de oxigênio. Por tais motivos, há uma menor taxa de sobrevivência.

Enquanto isso, Romulus e Cullen, embora ao nascer pesassem menos e tivessem um tamanho menor que o resto da ninhada, crescem felizes junto a sua mãe e a seus irmãos.

Fonte Fotos: Kurt do Cramer, publicadas em www.bbc.com