Derrubando mitos sobre os gatos

Mitos sobre os gatos

Todos nós temos algum conhecido que não gosta de gatos. Entretanto, há pessoas que chegam a ter fobia a estes bichinhos, apoiadas principalmente em mitos sobre os gatos que não têm muitos fundamentos. Vejamos alguns deles!

É claro que todos têm o direito de não gostarem de algo. O que não é justo é desqualificar um animal ou seus donos por estas preferências. O melhor a fazer diante do preconceito é a informação, assim derrubaremos alguns mitos sobre os bichanos, para que, pelo menos, você possa fazer um julgamento mais fundamentado.

Abandonam os donos na primeira oportunidade

É comum escutar que os gatos “somem” e abandonam os seus donos. Porém, a realidade sobre isso é muito mais cruel que um simples desejo do animal, e pode ser decorrente de diferentes motivos.

Em comparação com os cães, os gatos são mais propensos a explorar o espaço que lhes rodeia de maneira independente, mas em certas ocasiões, podem se desorientar e se perder ou, ainda, serem vítimas de acidentes em suas explorações.

De modo que se o seu gato não retornou para casa depois de um dia ou dois, tente encontrá-lo! Pode ser que ele não tenha conseguido encontrar o caminho de volta para casa, que esteja assustado ou que se encontre machucado.

Gato correndo na grama

A segunda razão pode ser devido ao fato do gato estar sendo mal alimentado, sentir-se maltratado ou ele encontrou uma melhor fonte de alimentação. Ainda assim, muitas das explorações dos gatos ocorrem a procura de alimentos. O fato de seu gato trazer para você animais que ele caçou, significa que o seu bichano pensa que você não pode se alimentar sozinho e está tratando de te alimentar.

Não se importam se o dono sai ou chega

Isso não é bem assim. Embora os gatos não estejam muito atentos às saídas e chegadas de seu dono, eles a percebem sim e, em muitas ocasiões o saúdam. A situação mais normal é que o gato saúde o dono quando retorna de uma exploração, seja esfregando-se contra ele, miando e inclusive lambendo-o.

Demonstrou-se que os gatos reagem à voz de seu dono, seja movendo as orelhas ou a cabeça, mas devido a não serem obsessivamente dependentes de nós, como é o caso dos cães, muitas vezes as maneiras de demonstrar afeto do gato são interpretadas como desinteresse.

Não são carinhosos

Um dos mitos mais difundidos sobre os gatos é que eles não são carinhosos. Ao contrário! Os gatos podem chegar a ser muito carinhosos. Simplesmente devemos levar em conta que sua maneira de demonstrar afeto é um tanto diferente.

Por exemplo, os gatos costumam gostar dos lugares onde passamos muito tempo sentados ou deitados, como nossa cama ou a nossa cadeira favorita. Isso se deve ao fato de que estes lugares possuem o nosso cheiro e ele se sente cômodo ou seguro perto desse aroma.

Os gatos costumam desfrutar, e muito, da companhia de seu dono. Sempre e quando este respeite o seu espaço. O gato procurará, quando queira, afeto e o dará quando o considerar necessário. Entender as necessidades de espaço e as necessidades afetivas dos felinos é fundamental para se ter uma boa relação com eles.

Outra forma de demonstrar afeto por parte do gato é limpando o dono, quer dizer, lambendo-o. Se um gato te lambe quer dizer que te considera em igualdade de condições, te respeita e te aprecia, pois jamais teriam este tipo de contato com um animal que considerem que não está no mesmo nível deles.

Igualmente, se um gato te deixa tocá-lo ou fica dormido perto de você, quer dizer que ele tem confiança em você. Do contrário não te permitirá se aproximar dele, manteria distância e ficaria em alerta.

Gatinho deitado

São agressivos e mordem

A mordida dos gatos tem muitos sentidos, e não só correspondem a agressões. Por exemplo, uma dentada leve pode significar dominação, está tentando demonstrar superioridade sobre você e, normalmente, o fazem nos animais que consideram na mesma escala hierárquica ou que seja inferior na hierarquia.

Também o fazem como “mordidas de amor”, normalmente quando você o está acariciando ou brincando com ele. Isso se deve devido a uma estimulação no sistema dos gatos de maneira semelhante ao que ocorreria durante uma brincadeira dele com outros felinos ou durante o acasalamento.

Outra razão pela qual eles podem nos morder é quando já não querem mais carícias: o gato te dirá quando quer que o acaricie e também te indicará, a dentadas, a duração destas sessões.

O que você achou destes mitos sobre os gatos? É certo que agora você pensa de forma diferente!

Créditos da imagem: Zamora.