Diabetes em cães e gatos: controle o nível de açúcar

O diabetes em cães e gatos é uma patologia que está aumentando no mundo. Igualmente ao que ocorre com os humanos, as mudanças nos hábitos de vida – que favorecem a obesidade – propiciam o aparecimento desta patologia.

Calcula-se que, atualmente, são diabéticos 1 em cada 200 gatos e 1 em cada 500 cães. Se o seu animal de estimação faz parte dessa estatística, neste artigo você encontrará alguns conselhos para controlar o nível de açúcar de seus bichinhos.

Sinais e tratamento para o diabetes em cães e gatos

Você deve prestar atenção aos seguintes sinais em seu animalzinho:

  • Aumento da sede e da micção;
  • Fadiga;
  • Perda de peso;
  • Apetite voraz.

Consulte um veterinário para que ele confirme o diagnóstico através da análise da urina e do sangue, e para que ele indique a você o tratamento mais adequado. Se você não agir de forma rápida, seu amiguinho sofrerá uma deterioração paulatina de sua saúde.

O profissional poderá indicar o uso de insulina e determinará as doses adequadas. Você deverá aplicar a insulina com uma seringa, de forma subcutânea e tratando para que o seu animal não sofra.

Em alguns casos, pode ser que o veterinário opte por um tratamento por via oral.

Exercícios como ferramenta para “queimar glicose”

Exercícios que ajudam

O exercício “queima” a glicose da mesma forma que a insulina também o faz. Além disso, favorece a perda de peso e a saúde dos ossos e dos músculos.

Portanto, é ideal que o seu amigo peludo exercite-se diariamente. Mas atenção: ele deverá fazê-lo de forma moderada.

Um excesso de atividades poderá provocar uma hipoglicemia que, se não for detectada a tempo, colocará em risco a vida de seu animal de estimação.

Leve o seu animal urgentemente ao veterinário se ele apresentar fome excessiva, calafrios, fraqueza, convulsões, confusão e tropeços.

Em caso de extrema emergência, você pode fornecer-lhe soluções de glicose por via oral.

Uma dieta adequada para controlar o diabetes em cães e gatos

  • A dieta de seu mascote deve incluir muita fibra e deve ser baixa em calorias e gorduras, especialmente se o animal já estiver acima do peso.
  • Como o equilíbrio dos nutrientes é fundamental, não é recomendada a preparação de dietas caseiras, já que pode ser complicado calcular a quantidade específica de cada alimento. O veterinário indicará a você a proporção mais adequada.
  • O ideal é que você alimente seu cão ou gato a cada 12 horas, antes da administração da insulina. Você deve tentar ser rigoroso nesta rotina para evitar flutuações importantes no nível de glicose.
  • Tenha em mente que, para conseguir um bom controle da doença, seu animal deve consumir a mesma quantidade de alimento todos os dias. E você não deverá permitir que ele coma nada fora de sua dieta específica.

Diabetes canina

O diabetes nos cães costuma aparecer entre os 7 e os 9 anos de idade. As fêmeas não esterilizadas são as que apresentam mais risco de sofrer da doença.

Se não for tratada de forma adequada, a diabetes poderá provocar cataratas no animal e, até mesmo, evoluir para uma cegueira.

Há algumas raças mais propensas a sofrerem desta doença. Entre elas:

  • Samoieda;
  • Terrier australiano;
  • Schnauzer miniatura;
  • Poodle francês miniatura;
  • Pug (Carlino);
  • Keeshond;
  • Malamute;
  • Spitz finlandês;
  • Springer Spaniel inglês;
  • Beagle;
  • Teckel ou Dachshund;
  • Golden retriever.

Cuidados com os animais

Gatos com diabetes

Tudo parece indicar que, no mundo felino, não há raças que apresentem uma tendência a sofrer desta patologia. Mas são os machos castrados de todas as raças os mais propensos a padecerem do diabetes. A doença costuma se manifestar entre os 7 e os 8 anos de idade.

E, enquanto os felinos raramente desenvolvam cataratas, podem chegar a apresentar uma coloração amarelada das membranas mucosas.

Melhor qualidade de vida para o seu animal de estimação

Com o tratamento adequado, seu animal começará a diminuir seu consumo de água e urinará menos. Também se tornará mais dinâmico e equilibrará o seu apetite e, como consequência, seu peso.

Uma vez que você consiga estabilizar o nível de açúcar de seu amigo peludo, você deverá tentar mantê-lo. Não descuide de sua medicação nem de sua dieta e nem de seus exercícios.

Da mesma forma que acontece com as pessoas, o diabetes em cães e gatos não deverá ser um empecilho. Sendo assim, não desanime. Ainda que se trate de uma doença crônica, você pode conseguir que o seu amado animal de estimação tenha uma boa qualidade de vida.