A equoterapia: os cavalos ajudam

Ao longo da história, sempre houve uma bela relação entre homem e cavalo. Este precioso animal, tem sido sempre de grande ajuda para os seres humanos. Realizando tarefas agrícolas, também como meio de transporte e, especialmente, como um bom amigo com quem passear na natureza.

Mas além de tudo isso, agora descobriu-se que o cavalo pode ser um elemento-chave para a cura do ser humano. Estamos falando da equoterapia. Trata-se de uma terapia integral através de diversas técnicas que ajudam no tratamento de pessoas com alguma deficiência.

Em que consiste a equoterapia?

A equoterapia é uma terapia integral ministrada por profissionais, na qual todas as qualidades do cavalo são aproveitadas para tratar ou melhorar problemas de saúde, de tipo emocional, intelectual e físico, abrangendo áreas como a equitação, a saúde ou a educação.

Este tipo de terapia não substitui outras, pelo contrário, é uma terapia complementar, já que foi confirmado por estudos que a equinoterapia produz melhorias no desenvolvimento das habilidades motoras, melhora a tonicidade muscular, corrige posturas e também melhora o comportamento em crianças com paralisia cerebral, paraplégicos ou pessoas com dificuldades sensoriais.

Existem diferentes tipos de críticas sobre este tipo de terapia com cavalos. Há quem se posicione contra pois não vê uma base científica em seus métodos terapêuticos e curativos, mas também existem aqueles que se posicionam a favor, pois consideram que a equoterapia é muito eficaz para o tratamento de várias doenças e deficiências.

Doenças que podem ser aliviadas pela equoterapia

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A verdade é que o contato com animais e, especialmente, ao ar livre, pode ser muito benéfico para todos. Mas com a equinoterapia pretende-se conseguir aliviar e curar diversas doenças, através de diferentes programas terapêuticos. Entre essas essas doenças, encontramos as seguintes:

– Pode ser muito útil para quem sofre de transtornos emocionais, problemas de adaptação e alterações alimentícias, como a anorexia ou a bulimia.

– Também foram resolvidos casos de crianças com dificuldades escolares, de aprendizagem, fracasso escolar, hiperatividade ou desmotivação.

– Em caso de crianças ou pessoas com síndrome de Down ou autismo, tem sido muito benéfico para eles, produzindo uma grande mudança.

– A equoterapia é também indicada para doenças neurológicas como paralisia cerebral, esclerose múltipla, transtornos mentais e psiquiátricos, retardo psicomotor, deficiência auditiva e sensorial ou doenças neurodegenerativas.

Princípios curativos da equoterapia

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A equoterapia baseia-se em alguns princípios curativos, tal como a transmissão do calor corporal. A temperatura do cavalo é geralmente um grau maior do que a do ser humano, isso faz com que calor seja gerado, fazendo com que os músculos do cavaleiro relaxem, por isso tem um valor psicoterapêutico e é indicado para pessoas e crianças com problemas na musculatura.

Outro dos princípios baseia-se na transmissão de um padrão de locomoção, que é muito semelhante à forma de caminhar humana. Consiste em montar a cavalo e ver as coisas de outra perspectiva, muito importante para pessoas com baixa auto-estima e para as pessoas que usam cadeiras de rodas.

A transmissão de impulsos rítmicos consiste em melhorar a coordenação, equilíbrio corporal, fortalecendo a massa muscular e relaxamento do corpo. Também é muito benéfico para pessoas com problemas respiratórios.

Programas da equoterapia

A equoterapia utiliza diferentes áreas de trabalho ou programas, entre os quais encontram-se:

A equoterapia consiste em realizar as tarefas de cuidado do cavalo, como dar-lhe de comer, escová-lo, banhá-lo e, claro, montá-lo.

Vários exercícios de equilíbrio diferentes também são feitos quando você está montando.Esta técnica é especialmente dirigida a pessoas com alguma deficiência intelectual, física ou sensorial.

A equitação adaptada e social é outra das áreas de trabalho onde a montaria é realizada como uma atividade lúdica ou com fins desportivos. É pensada especialmente para todos os tipos de deficientes, que estejam em boa forma física e possam controlar o cavalo.

Por último está a equoterapia, onde o cavaleiro não é capaz de controlar o cavalo, devido às suas limitações. Então aqui precisa da ajuda de um especialista que o auxilie em todos os momentos. Com este programa pretende-se trabalhar o tônus muscular, a psicomotricidade, a comunicação, a socialização e a auto-estima.