Fisiologia Canina

Alguns nomes da anatomia de seu cachorro podem ser muito familiares, mas certamente outros parecerão um verdadeiro enigma quando você o leva ao seu veterinário. Abaixo você conhecerá algumas partes da fisiologia canina que podem ajudá-lo a conhecer melhor o seu animal de estimação.

Características

Fisiologia canina

A cabeça dos cães tem muitas partes com nomes iguais aos dos humanos, mas também mostram algumas diferenças. Seu nariz, por exemplo, sempre está frio e húmido.

As orelhas também apresentam diferenças dependendo da raça dos cachorros. Existem as retas como as do Pastor Alemão, as caídas como as do Beagle, em forma de botão como as do Fox Terrier e as que são alteradas cirurgicamente, como as do Doberman.

Diferentemente do formato da boca dos humanos, os cachorros possuem focinhos que costumam estar projetados para frente. Nele, estão localizados os bigodes, que os ajudam sensorialmente.

Seus olhos costumam ser de cor marrom, embora algumas raças possuem olhos claros e existe um defeito genético denominado heterocromia que faz com que alguns cachorros tenham os olhos de cores diferentes.

O pescoço compõe-se de garganta, nuca e crista. Os ombros são a parte superior das patas dianteiras e em seu ponto mais alto encontra-se a cemelha. 

O dorso dos cachorros inclui o corpo em si, sem contar todas suas extremidades.

O proesterno é a parte alta do esterno que une todas suas costelas pela frente. É o que fecha a sua caixa toráxica, abaixo do peito, e é seguido por seu abdômen ou ventre.

Suas costas vão desde onde termina seu pescoço até onde terminam as costelas, seguida pelo lombo que termina onde começa seu quadril e é onde nascem suas pernas traseiras.

A lateral do seu corpo são os flancos e é a parte que vai desde suas pernas dianteiras até suas pernas traseiras.

Quanto você sabe sobre os cachorros?

Aprenda mais sobre a fisiologia canina

Se você pensava que as patas dos cachorros eram iguais, está enganado. As patas dianteiras e as traseiras são tão diferentes entre si como podem ser seus braços e suas pernas.
As patas dianteiras contam com um braço superior que está sob os ombros, cotovelos, antebraços e punhos da mesma forma que está nos humanos.
O cotovelo é a primeira articulação que notamos e o pulso é a segunda. De lá nascem os ossos carpais que se estendem do pulso até os dedos. É a última ramificação da pata e seria o equivalente a nossa mão.
A pata é a ponta dos dedos dos quais nascem as unhas ou garras que costumam estar incorporadas à última falange.
A parte inferior conta com uma almofada na qual apoiam seu peso. Possuem uma almofada principal (almofada metacarpo) e uma para cada dedo (almofadas digitais), contando com as mesmas também no punho.

Você se dará conta que na parte traseira de suas patas há uma protuberância. Se chama ergôs e é um vestígio dos polegares. Não tem uma utilidade específica. 

As patas traseiras começam pelo músculo superior que é a parte que desce do torso até os joelhos, esta é a articulação da pata traseira que alinha seu abdômen.

Do joelho, segue o músculo inferior que chega até o jarrete, uma articulação de forma estranha que se dobra em um ângulo agudo na parte traseira de suas patas. É o que corresponderia ao joelho.

Seguem, da mesma forma que as patas dianteiras, os carpais, patas e dedos, com suas correspondentes almofadinhas.

Por último vem o rabo. É uma continuação da sua coluna vertebral que em algumas raças é muito larga e carente de pelo lanoso como nos Dachshunds.

As ancas é de onde nasce o rabo, na sua pélvis. Corta-se o rabo de algumas raças como a dos Boxer por motivos estéticos.

O fato é que todos os cachorros têm um rabo comprido que serve para nos demonstrar quando estão felizes, movendo-o de um lado a outro, ou quando estão com medo, colocando-o entre suas patas.

Além destas características físicas, há alguns dados importantes a serem conhecidos, como sua longevidade.

Embora cada raça tenha tempos de vida diferentes, em geral um cachorro pode viver entre doze e quinze anos. Há algumas raças, como a do Chihuahua e o Yorkshire Terrier que podem chegar a viver até os vinte anos.