Mitos e verdades sobre os gatos

Muito se diz sobre os gatos. Revisemos agora alguns dos mitos e verdades sobre eles:

Gatos brancos de olhos azuis são surdos

Por mais curioso que pareça, este mito é verdadeiro. A grande maioria de gatos com a pelagem completamente branca são, também, surdos de nascimento.

Isso se deve a uma condição genética derivada da presença do gene W (White, ou branco em inglês), responsável por transportar a informação da cor branca e dos olhos azuis que, infelizmente, também transporta a surdez.

Contudo, isto não ocorre em todos os casos, pois o gene age de maneira distinta, dependendo de certa classe de informação genética. 

Por exemplo, um gato com um gene W sempre será branco, mas a informação, às vezes, é incompleta para a cor dos olhos e o nível de surdez. Por isso, um gato branco de olhos azuis nem será sempre surdo, embora a probabilidade seja alta.

Contudo, um gato que possui o gene W, mas que tem olhos de cor diferente da azul, tem menos possibilidade de ser surdo, e um com um olho azul e outro com outra cor, terá o dobro de possibilidades de ter surdez congênita, do que um com ambos olhos azuis, embora a surdez deste tipo de gato costume ser parcial.

Os gatos absorvem energias ruins

A crença ou não neste mito depende de seu nível de esoterismo. Muitas pessoas pensam que os gatos absorvem as más energias e as liberam ao dormir, purificando os espaços da forma como faria um quartzo.

Aliás, costuma-se dizer que podem ver diferentes planos, inclusive pensa-se que gostam dormir com seus donos para acompanhá-los na realização de viagens astrais, protegendo o espírito do dono enquanto vigia seu corpo.

Descartar ou aceitar este mito é muito complicado porque está arraigado na subjetividade das pessoas, em sua capacidade de abstração e construção da realidade.

Portanto, para uma pessoa, um gato é um animal de estimação amável e,  para outra, é o guardião do portão do além, sendo ambas posturas absolutamente respeitáveis.

O leite de vaca é bom para os gatos

gato e leite

 

Esta á uma crença muito difundida (alimentada, além disso, por distintos contos, desenhos, etc), mas não é verdade.

Os gatos, da mesma forma que os cachorros, não têm as enzimas necessárias para decompor a lactose, produto do açúcar do leite da vaca, e o consumo desta produzirá os mesmos efeitos que para uma pessoa com intolerância à lactose.

Ao carecer das enzimas necessárias para digeri-la, o leite fermentará no seu aparelho digestivo causando diarréia e mal-estar estomacal. Se você decidir alimentar o seu gato com leite de vaca, é melhor dar-lhe leite desnatado.

Contudo, se o consumo de leite de vaca ocorre logo depois do desmame do leite materno, o gato pode se acostumar a seu consumo, embora não seja recomendável.

Os gatos não gostam que acariciem a sua barriga

Não é que não gostem que acariciem a barriga, mas esta é uma de suas partes mais sensíveis e, muitas vezes, as carícias podem provocar dor.

Geralmente, quando um gato coloca-se de barriga para cima próximo a você, significa que confia e considera que você não o machucará, pois esta é uma postura que os deixa vulneráveis.

 Os gatos não podem provar doces

gatos e doces

 

Os gatos, da mesma forma que todos os demais felinos, carecem dos pares de aminoácidos que permitem saborear algo doce.

É basicamente um elemento evolutivo que faz com que sua dieta seja exclusivamente carnívora, além de não poderem digerir doces.

Os gatos engordam se forem castrados

A obesidade nos gatos não é uma consequência da castração, mas deve-se ao fato de o animal estar recebendo muita comida ou fazer pouco exercício.

Embora a castração e a esterilização modifiquem o metabolismo do animal, o risco de que ele engorde é apenas durante as primeiras semanas. Uma vez que o metabolismo se acostuma, o gato não terá tendência à obesidade como consequência da castração.

É recomendável fazer exercício ao ar livre e ter uma dieta balanceada.

Os gatos são traiçoeiros

Esta crença se deve à falta de familiaridade com as formas de demonstrar afeto dos gatos.

Em seu sistema de interação social, as mordidas fazem parte das demonstrações de afeto, por isso, se você acariciar um gato e ele o lamber depois lhe der uma mordida suave, não leve como uma agressão, é uma forma de demonstrar afeto.

As mordidas, dependendo da intensidade, podem demonstrar também domínio, e o gato estará tratando de estabelecer uma relação de hierarquia com você.

Contudo, se o fizer de forma forte, incluindo arranhões e se sua linguagem corporal for agressiva, você deve prestar atenção e tratar de corrigi-lo antes de tornar-se um comportamento habitual.