Organizações defensoras dos direitos dos animais tentam proibir o próximo festival chinês de carne de cão

Carne de cão na China

Há muitas lendas relacionadas com a comida que servem nos restaurantes chineses de todo o mundo e inclusive se escutam piadas sobre não sobrar cães e gatos nas ruas. Isto pode nos fazer rir até que saibamos sobre a crua realidade e o grau de certeza que isto tem com respeito à carne de cão.

Hoje lhe contaremos a respeito de um festival que se realiza na China desde 2010 e que os ativistas têm tentando frear ano após ano.

O festival de carne de cão na China

Cães em gaiola

Fonte: www.elmundo.es

Há quem diga que comer carne de cão é como comer qualquer outro animal e que tudo são barreiras criadas em nossa mente, fruto da criação e do modo de vida que tivemos. Outros veem uma imensa crueldade nessa situação. Nós, em Meus animais, não vamos ficar de nenhum dos dois lados, apenas nos limitaremos a informar sobre um festival na China que os ativistas querem frear: o festival de carne de cão.

Esse festival teve início no país no ano de 2010 e, conforme os beneficiados, os restaurantes da área, é um acontecimento que celebra o valor cultural chinês.

A cada verão (celebra-se em 20 de junho), este festival sacrifica entre 10 e 20 milhões de cães para alimentar a todos aqueles residentes dessa localidade na China e também a aqueles que visitam o local com o único objetivo de provar a carne de cão.

Ao menos 10.000 cães são sacrificados apenas na região de Guangxi, no interior do país. Muitos desses cães são roubados de suas casas e arrebatados de seus donos e acabam sendo servidos em um prato que poderá degustar o melhor pagador.

Este festival chegou a gerar tanta controvérsia que o governo local proibiu seus trabalhadores de frequentar e limitou o tamanho do evento.

Como tratam os animais?

Muitos poderiam pensar que é uma barreira cultural que nos faz rejeitar esse tipo de carne, mas na China sempre se comeu carne de cão (portanto os ativistas não têm uma barreira cultural a esse respeito), por que os ativistas querem então frear o festival de carne de cão no país asiático?

A resposta é simples: o trato recebido pelos animais. Segundo eles, esse festival não foi criado absolutamente para fomentar a cultura do país, mas sim para encher os bolsos dos donos de restaurantes. Veja isso:

Cachorro em grade

  • A “viagem” dos animais. Os cães que vão ser cozinhados neste festival são transportados em pequenas jaulas, de maneira muito apertada, são 6 ou 7 animais em cada jaula como se se tratasse de uma embalagem a vácuo. Durante o processo os cães não são alimentados, tampouco recebem água.
  • Os que chegam vivos são mortos a pauladas. Bater neles com um pau gera medo nos cães, o que faz subir a adrenalina deles, algo que segundo os restaurantes, torna muito mais saborosa a carne de cão.
  • Roubar cães. Embora há anos se coma carne de cão na China, ainda há muitos chineses que adoram os cães apenas como animais de estimação. Isto não é um problema, mas pela falta de cães para o festival de carne de cão costuma-se roubar cães particulares de seus donos.
  • A falta de regulação de alimentos. Neste festival de carne de cão as medidas sanitárias são mínimas, colocando em perigo todas as pessoas que a comem. Os ativistas sentem que não só tratam mal aos cães quando eles ainda estão vivos, mas também quando estão mortos.

Ativistas, aproveitando a voz de governos locais, que embora tentem lavar as mãos tomaram algumas medidas, querem que este festival deixe de existir desde já. A luta é conseguir que neste 20 de junho nenhum chinês coma carne de cão ou de gato no país. Será que eles conseguirão? Isso ainda está por vir, mas o que sim parece claro é que não vão parar até que consigam.