Por que beijar o seu cachorro não é a melhor ideia?

Os nossos cachorros nos demonstram o seu afeto de muitas maneiras. A mais comum delas é através da língua. Não é incomum que ele dê lambidas no rosto e até nas orelhas dos donos. Trata-se de um ato carinhoso de beijar na versão canina.

No entanto, diferentes estudos afirmam que, além disso, o animal recebe informações sobre nós através desse músculo. Isso quer dizer que o cão é capaz de saber se estamos tristes ou alegres. Desde muito pequenos, nossos amigos aprendem a se comunicar conosco através da língua.

Como observamos, não se trata só de demonstrações de carinho. Em muitas ocasiões, trata-se de nos fazer ver que ele nos aceita como o chefe da matilha. Essas lambidas podem nos dar muita informação.

Alguns especialistas garantem que o animal usa a sua língua para explorar o seu entorno e se relacionar com ele.

Formas de beijar dos cães

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Há muitos tipos de beijos do nosso cachorro. Existem aqueles que expressam amor, afeto ou desejo. Há outros mais curtos e mais longos, mas, sobretudo, eles são úmidos e cheios de sentimento.

Ainda que sejam beijos muito intensos, não há nada de sensual e erótico nessas contundentes lambidas que nossos amigos caninos nos dão. Trata-se, pelo contrário, de um afetuoso modo de nos reconhecer, de nos explorar, e com isso saber mais de nós.

Reação canina diante de nossas sensações

Os que já tiveram cachorros desde sempre sabem disso. Agora os estudos científicos também sustentam a ideia de que o cachorro é o melhor amigo do homem. Porém, não é só isso, mas também respondem às emoções humanas, e têm sensibilidade diante de nossa tristeza e nossa angústia.

Em muitas ocasiões, as lambidas são um gesto de apoio perante a dor humana. Dessa forma, se estamos felizes o cachorro se aproximará de nós com demonstrações de vontade de brincar. Porém, se choramos, ficou provado cientificamente que nosso animal de estimação reagirá com lambidas em nossas mãos e no rosto. Assim, as lambidas nos oferecem um consolo diante da nossa dor.

Como vimos, o cachorro é capaz de “ter empatia” por nós, de se colocar em nosso lugar, e sentir, da sua maneira, o que nós estamos sentindo, o que poderia ser uma espécie de contágio emocional.

Razões pelas quais não se deve beijar os cachorros

Os cachorros têm o hábito de fuçar o lixo. E esta ação é transmissora de germes. Porém, há muito mais do que isso. Quando cumprimentamos outra pessoa, fazemos isso mediante um beijo na bochecha, geralmente. Mas, se um cachorro saúda um outro cachorro, costuma ir cheirar sua parte traseira e não é incomum que haja um contato da boca com o traseiro do outro cachorro.

Podemos observar quando saímos com o nosso animal de estimação para passear a forma como ele se aproxima das fezes dos outros cachorros, as cheira, etc… Também esta ação pode ser um forte veículo para o contágio por germes, vírus e bactérias de todos os tipos.

Alguns exemplos de beijos em cachorros

Uma mulher no Reino Unido contraiu uma infecção após o contato com a saliva de um galguinho italiano de sua propriedade. Nem sequer soube que alguma coisa acontecia com ela até que, quando falou com um familiar pelo telefone, percebeu que estava com dificuldade de falar.

Quando os serviços sanitários chegaram à sua casa, a mulher já estava prostrada em uma cadeira, com a sua saúde se deteriorando rapidamente. Conseguiu sair viva de tudo isso, mas com um forte tratamento à base de antibióticos.

A causa da infecção foi a bactéria Capnocytophaga canimorsus, que costuma ficar alojada, frequentemente, na boca de cães e gatos. Isso não é um caso isolado, foram registradas 13 casos semelhantes no Reino Unido.

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Testes realizados

Ao longo do ano de 2011, estudos levados a cabo no Japão coletaram a placa dental de 66 cachorros e 81 humanos que frequentavam escolas de treinamento canino e clínicas de animais de Okyama. Ao examinar as amostras, constatou-se que ambas as bocas continham bactérias que podiam ser transmitidas através do beijo.

Foram encontradas bactérias associadas à periodontite, uma doença que afeta a gengiva e que pode ocasionar doenças cardíacas, problemas renais e diabetes. Acredita-se que a periodontite é a principal causa de perda de dentes na idade adulta.