Proíbe-se a cirurgia plástica em animais

Muitas pessoas afirmam que fariam uma cirurgia plástica por saúde, mas que nunca a fariam por uma questão de beleza. E se submeter a um procedimento cirúrgico sempre acarreta em riscos, por isso, é um assunto muito sério que precisa ser levado em consideração. Esse tema também foi questão de debates durante anos e, por fim, foi proibida a cirurgia plástica em animais.

Novas leis para a cirurgia plástica em animais

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O Conselho de Ministros da Espanha aprovou a adesão ao Convênio Europeu de Proteção Animal. Por meio dessa convenção, ficaram proibidas todas as operações estéticas em animais com a finalidade de mudar o aspecto deles. Não estão proibidas aquelas operações que, sob a prescrição médica, serão realizadas com o objetivo de preservar a saúde e o bem-estar animal.

Esse convênio também abrange o uso de animais em espetáculos e meios publicitários. Enfatiza novamente a lista de responsabilidades de empresas, particulares e organizações no que se refere aos animais de companhia.

No que tange à criação e custódia dos animais, esta será responsabilidade única dos seus donos. Deverão velar pela saúde deles, assim como ter o documento que ateste que têm os conhecimentos necessários para se dedicar à criação e à posse de animais.

Esse convênio, que foi assinado por 17 países e remetido às Cortes Gerais, foi aprovado neste ano.

Graças a esse convênio, também foi estabelecida uma estratégia que ajude e realoque os animais sem lar e que promova campanhas de adoção, informação e educação.

O que essa normativa inclui?

Muitos donos de animais, especialmente daqueles que são usados para a caça, cortam o rabo e as orelhas dos cachorros. A finalidade disso é que se vejam “mais engraçados”, de acordo com eles, claro.

Contudo, esse convênio reconhece esse ato como o que ele realmente é: uma amputação de um membro do corpo e não há desculpa para fazê-la.

Também foram proibidas aquelas operações em cachorros e outros animais que, por algum tipo de má-formação, talvez na mandíbula ou em outra parte do corpo, a não ser que essa má-formação coloque em perigo a saúde e a vida do animal. Se por um acaso se quer fazer esse tipo de operação tão somente porque se esperava ter um “cão perfeito”, a partir de hoje isso estará proibido.

A importância das orelhas e do rabo nos cachorros

Alegra-nos ouvir que já não poderão cortar as orelhas e o rabo dos cachorros. Eles são um fator essencial na comunicação e na vida social deles.

O rabo do cachorro

Como eles não têm a capacidade de falar, utilizam outros meios para se comunicar. Um deles é o rabo, através do qual, empregando movimentos e gestos, chegam a se comunicar e, inclusive, a expressar sentimentos e emoções.

São capazes de desenvolver muitos movimentos com ele, e cada um quer dizer uma coisa ou expressar uma emoção diferente. Diz-se que, em um cachorro, é o mais parecido com a expressão facial do homem.

Por isso e muito mais, é importante que o animal conserve-o. Ele facilitará a socialização e evitará os problemas de comportamento. Além disso, o rabo favorece a emissão de feromônios, uma forma muito canina de se comunicar com os membros da espécie dele.

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As orelhas do cachorro

Depois do rabo, as orelhas são o meio mais utilizado pelos cachorros para se comunicar. Cada cachorro tem orelhas num formato e tamanho diferentes. Os movimentos que fazem com elas criam uma linguagem internacional que podemos conseguir entender.

Com as orelhas e os movimentos delas, podemos determinar o que está sentindo o nosso cachorro em cada momento e agir logo em seguida. Ele demonstra uma série de atitudes diante de fatores externos.

Portanto, mutilar por estética os animais já está proibido em pelo menos 18 países. Esperamos que isso seja um precedente para que se torne uma lei internacional que vele pelos direitos dos animais.