Um cão ou um gato são abandonados a cada 4 minutos

um cão ou um gato

140.191 é o número que reflete a quantidade de animais de estimação que foram recolhidos pelas associações protetoras espanholas ao longo de um ano. O dado corresponde a um estudo recente realizado pela Fundação Affinity e pelo qual se pode deduzir que a cada 4 minutos se abandona ou se perde um cão ou um gato, apenas na Espanha. Um número que, sem dúvida, nos convida a refletir sobre a forma com que os humanos tratam os chamados animais de estimação.

O abandono de animais de estimação, um tema estrutural

Esta dura estatística não faz mais do que desenhar o problema estrutural que constitui o abandono de animais de estimação e que é uma das principais formas de maus-tratos destes seres inocentes.

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O estudo revela também que dos muitos animais que chegam aos abrigos, apenas 30% dos cães e 3% dos bichanos possuem um microchip, apesar da devida identificação dos mesmos ser exigida por lei na Espanha. Os números também nos revelam que os gatos que conseguem ser devolvidos a seus donos somam 3%, e é muito inferior ao número de cães que voltam ao lar, que é de 22%.

Estes últimos números, embora revelem que a quantidade de felinos registrados é menor do que a de cães, também é um claro sinal de que muitos felinos nascem e são criados nas ruas.

Segundo dados de um estudo realizado recentemente, a cada quatro minutos se abandona um cão ou um gato em território espanhol. Um número que, sobretudo, nos revela o quanto ainda temos que aprender se quisermos ser uma sociedade justa e evoluída.

O que ocorre com um cão ou um gato abandonado ou que se perde

Em relação ao destino dos 106.781 cães e dos 33.410 gatos que são mencionados no estudo, também podemos assinalar que:

  • 45% dos amigos que latem e 40% dos bichanos foram adotados.
  • 8% dos cães e 20% dos felinos foram sacrificados.
  • 8% dos cães e 17% dos amigos que miam continuam nas associações protetoras.

Além disso, os animais que são abandonados não pertencem a um grupo de idade ou de raças determinadas. Por exemplo:

  • 21,9% dos cães e 10% dos gatos são de raça pura.
  • 45% dos cães são de tamanho médio, 28% de pequeno porte e 27% são cães de grande porte.
  • Em média, 20% dos animais de estimação que chegam a um abrigo são filhotes.

Quais são as principais causas de abandono de animais de estimação

Entre as principais causas que levam as pessoas a abandonarem seus animais de estimação, segundo o que o estudo da Fundação Affinity assinala estão:

  • Problemas econômicos (16,1%)
  • Ninhadas inesperadas (13,4%)
  • O comportamento inapropriado do animal (11,9%),
  • A perda de interesse pelo peludo (9,3%)
  • A finalização da temporada de caça (9,1%)
  • Uma mudança de residência (7,9%)
  • A falta de tempo ou de espaço (6,2%)
  • Morte, internamento em uma instituição hospitalar ou perda de emprego (4,5%)
  • Alergias (3,4%)
  • Nascimento de um filho (2,9%)
  • Férias (1,2%)
  • Gravidez (sobretudo pelo medo de contrair toxoplasmose, 1,1%)

Educar, conscientizar e legislar

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Além da questão econômica, algumas outras razões que levam algumas pessoas a se desfazerem de um cão ou um gato, nos revelam a falta de responsabilidade e de sensibilidade para com os cães, os gatos e outras criaturas inocentes.

Alguns humanos parecem ainda não terem entendido que os animais são seres vivos e não objetos que se usa e que depois se joga fora. Ainda há muito por conscientizar, educar e legislar a esse respeito. E é ao Estado que compete a tarefa principal.

Enquanto isso, que nós possamos contribuir com o nosso grãozinho de areia para que o abandono e outras formas de maltrato não castiguem tanto a nossos queridos animais. Possivelmente, algum dia, o número destes seres em situação de desamparo será reduzido a zero.