Um chip eletrônico permitirá identificar cada cachorro

Só aqueles que já perderam o seu animal de estimação sabem o que é andar por aí procurando por ele desesperadamente, perguntando de casa em casa, colocando cartazes (ou hoje em dia compartilhando sua foto nas redes sociais). Uma boa solução para esse problema é colocar um chip eletrônico que permita identificá-los e, assim, seguir os seus rastros.

O chip eletrônico na Inglaterra e Uruguai

Desde o início deste ano, os cachorros ingleses devem carregar um chip eletrônico para que seus donos sejam mais responsáveis e para que não haja tantos cachorros abandonados nas ruas. Na Grã-Bretanha, todo ano se perdem ou são abandonados por volta de 100 mil bichinhos. Isso acarreta em um gasto de mais de 50 milhões de libras esterlinas para os contribuintes e também para aqueles que queiram ajudar alguma instituição.

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Na metade dos casos, os donos não são identificados ou encontrados e os cachorros terminam ou em um canil ou esperando por outros donos mais responsáveis (ainda que nas piores hipóteses eles acabem nas ruas ou sejam atropelados por um veículo).

A provável solução para esse problema é inserir um chip eletrônico do tamanho de um grão de arroz entre as escápulas do animal. Essa tecnologia permite que todos os cidadãos, bem como o governo, saibam a quem pertence o animal perdido.

Apesar de boa parte dos cachorros ingleses já terem o chip, a partir deste ano, será uma medida obrigatória. Não serão abertas exceções para o caso de donos se esquecerem de informar se o animal mudou de domicílio ou de família. Aqueles que não cumprirem com essa determinação deverão pagar uma multa de 500 libras esterlinas.

O caso do Uruguai é mais recente. O país sul-americano lançou um projeto, em parceria com o seu Ministério da Pecuária, para usar nos cachorros o mesmo sistema empregado nos gados de pasto. O chip eletrônico vincula cada cachorro ao seu respectivo dono.

Além de tornar mais fácil a localização dos bichinhos, o objetivo é controlar a natalidade canina e atender os programas de adoção. Cada pessoa ou família pode ter os animais que desejar, mas deve se responsabilizar por eles. Caso contrário sofrerá uma punição.

Chip eletrônico: O que é isso? Para que ele serve?

Além do fato de ser uma campanha governamental, podemos optar por colocar um chip eletrônico em nosso cachorro para evitar que ele se perca ou para que, se ele fugir, nós possamos saber por onde procurá-lo. O dispositivo de identificação de animais é usado em cavalos e vacas, e é composto de duas partes: um microchip e uma cápsula que o reveste, tudo fabricado de maneira a não provocar alergias.

O processo de implantação ficará à cargo do veterinário, que irá introduzir a cápsula mediante um injetor especial, na nuca do animal. Cada chip tem um código numérico único, o qual seria como o documento de identidade do cão. O chip fica para sempre no animal de estimação e não interfere no seu processo de desenvolvimento. É possível implantá-lo a partir dos dois meses de idade.

O dono deverá oferecer uma série de dados ao médico, como por exemplo, o endereço e o número de telefone, que serão carregados em um sistema e serão usados somente caso o animal se perca. O proprietário deve informar qualquer mudança, incluindo mudanças de domicílio ou a morte do cachorro.

Entre os usos ou vantagens do chip eletrônico em cachorros destacamos:

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  • Nos permite provar que somos o dono do animal.
  • Quando o bichinho se perder, poderemos saber onde ele se encontra.
  • Evita o abandono, já que a lei pune os donos irresponsáveis ou agressores de animais.
  • Ajuda a nos reencontrarmos com nosso animal de estimação, caso ele fuja.

Caso o cachorro se perca ou tenha sido roubado, é necessário notificar imediatamente a polícia local, a prefeitura, o serviço da guarda civil ou a rede de identificação de animais de companhia.

Diferentemente da “plaquinha de identificação” que podemos prender na coleira do nosso cachorro, o chip eletrônico é mais seguro porque ele não se desprende da coleira, não pode ser retirado (ao menos sem machucar o animal) e os dados são mais confiáveis. Nós podemos usar ambos os sistemas para ficarmos mais tranquilos. A plaquinha de identificação serve na hipótese de o vizinho encontrá-lo e o microchip caso o cachorro esteja nas proximidades da prefeitura.