Zodíaco: o caminho dos animais

A astrologia é uma das pseudociências mais consolidadas atualmente.
Zodíaco: o caminho dos animais
Paloma de los Milagros

Escrito e verificado por a bióloga Paloma de los Milagros.

Última atualização: 21 dezembro, 2022

O simbolismo do zodíaco está intimamente ligado à etimologia desse termo, ‘o caminho dos animais’ ou, de acordo com outros filólogos, ‘imagens de animais’, em referência às formas das constelações.

A origem do zodíaco é confusa, já que há um debate entre aqueles que atribuem sua autoria aos egípcios e aqueles que propõem a autoria dos babilônios. No entanto, parece haver um consenso quanto à contribuição egípcia para a expansão da astrologia mundial.

Os símbolos do zodíaco ocidental estão associados à mitologia grega e, embora muitos sejam animais, também aparecem outros personagens relacionados aos deuses do Olimpo.

Além disso, existem atualmente muitas outras interpretações e representações zodiacais, de acordo com a civilização estudada. Assim, enquanto os celtas se baseavam em árvores, os chineses criaram um zodíaco composto pelos animais da sua própria mitologia.

O exemplo chinês é um dos mais conhecidos popularmente, embora, assim como todas as lendas, também tenha diferentes versões. A mais aceita vincula os 12 animais do horóscopo chinês à corrida ao chamado Portão Celestial.

Esse fato justifica a ordem zodiacal de tais animais de acordo com a ordem de chegada: rato, boi, tigre, coelho, dragão, serpente, cavalo, cabra, macaco, galo, cão e porco.

Zodíaco

Lenda do horóscopo chinês

De acordo com a tradição, o imperador de Jade, um dos mais conhecidos da religião chinesa, organizou uma corrida para escolher os 12 primeiros colocados como seus guardiões. Para isso, ele enviou à vida terrena um ser imortal capaz de espalhar a mensagem entre os futuros participantes.

No dia seguinte, o rato, que acordou mais cedo, saiu à frente dos outros. Quando se deparou com um rio, teve que parar até ver a oportunidade de atravessá-lo pendurado na orelha do boi que vinha em seguida. Assim, o rato e o boi foram o primeiro e o segundo a chegar até o imperador depois de atravessar o Portão Celestial. Em seguida, o tigre e o coelho ficaram em terceiro e em quarto lugar.

O belo dragão, mais bondoso do que geralmente se pensa, afastou-se da corrida durante alguns instantes para apagar um incêndio e, por isso, foi o quinto. Em seguida, o cavalo pensava que seria o sexto, sem perceber que a serpente tinha conseguido ultrapassá-lo. Assim, a serpente e o cavalo foram o sexto e o sétimo a chegar.

A cabra, o macaco e o galo se caracterizaram pelo trabalho em equipe e construíram uma jangada para atravessar o rio. Nessa ordem, alcançaram a oitava, nona e décima posição. É importante destacar que em algumas regiões a cabra é substituída por uma ovelha. Por fim, chegaram o cão e o porco, que tinham ficado entretidos brincando no rio e comendo, respectivamente.

Zodíaco

Aparentemente, poderíamos estranhar a ausência do gato, muito popular na tradição chinesa. No entanto, a lenda acrescenta que o rato, apesar de sua amizade com ele, esqueceu-se de acordá-lo por causa da pressa.

A astrologia e a busca de respostas

As estrelas foram um dos elementos naturais escolhidos pelos homens para prever o futuro. No entanto, os animais também têm sido fundamentais para essa função desde os tempos pré-históricos. De fato, de acordo com o astrônomo Sten Odenwald, diretor do Consórcio de Educação da NASA, as pinturas rupestres já refletiam um tipo de espírito animal que, através da caça, afetava os seres humanos.

Outro exemplo é o dos babilônios e sumérios que, além de olharem para o céu, também analisavam o fígado e outras vísceras de animais durante suas práticas de adivinhação.

A astrologia, com o zodíaco, os horóscopos e os chamados mapas astrais, não deixa de ser uma pseudociência, pois sua metodologia não conta com nenhum respaldo científico, nem pode ser objetivamente comprovada. No entanto, sua prática, surgida nos tempos pré-históricos, foi evoluindo e se consolidando até a atualidade.


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