Elefante baleado por caçadores vai à casa de humanos para pedir ajuda

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A notícia é simples, mas surpreende e foi contada, como sempre, da perspectiva humana. Um elefante baleado, que tinha conseguido fugir de seus caçadores, chegou até uma casa para pedir ajuda a seus moradores. Se este fato foi casualidade ou se o animal se aproximou das pessoas com a certeza de que seria auxiliado, é um tema ainda em debate. O certo é que o elefante se recupera de suas feridas e a história, até o momento, tem um final feliz.

Ben, o elefante baleado por caçadores ilegais

O fato ocorreu em Bumi Hills Safári Lodge, um complexo turístico de luxo em Mashonaland ocidental, uma província da república africana do Zimbábue. A zona se caracteriza por uma prolífica vida silvestre e por lindas paisagens dominadas pelo lago Kariba.

Ben, assim foi batizado o protagonista desta história, foi mais uma vítima dos caçadores ilegais que por sorte não conseguiram apanhá-lo. Entretanto, o elefante apresentava dois buracos de bala na orelha esquerda e uma ferida em seu ombro, onde se alojaram os projéteis. Além disso, ele mancava muito.

O pessoal do complexo proporcionou água ao animal, que tinha evidentes sintomas de desidratação, e pediu ajuda a veterinários para que se aproximassem do lugar. Mas enquanto isso, o elefante baleado permaneceu perto da casa onde estavam alguns dos funcionários do Bumi Hills.

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Fonte: Bumi Hills Foundation

Os meios de comunicação divulgaram amplamente à notícia do elefante baleado por caçadores ilegais. O elefante se aproximou de uma casa para pedir ajuda aos humanos que se encontravam nela. Além da discussão sobre se o animal tomou a decisão de pedir ajuda ou se isso se tratou de uma casualidade, a história serve para refletirmos sobre o tema da matança indiscriminada destes seres por causa do marfim, muito valorizado.

Saiba como o elefante baleado foi ajudado

Os veterinários sedaram o animal para curar suas feridas e instalaram nele um dispositivo de rastreamento. Assim puderam avaliar sua evolução logo depois que o animal, ao se sentir melhor, foi se afastando das instalações do complexo.

Após um certo período, Ben foi sedado novamente para que pudessem ser feitos outros curativos e para que se pudesse avaliar o estado das feridas. Além disso, ao comprovar que tudo estava bem, retiraram o dispositivo de rastreio.

A notícia do elefante baleado que pediu ajuda a humanos teve uma grande repercussão nos meios e nas redes sociais onde, além disso, começou uma campanha para arrecadar recursos e cobrir os gastos do seu tratamento.

Elefantes, vítimas da caça ilegal

As cruéis estatísticas demonstram que 100 elefantes africanos são assassinados diariamente por caçadores ilegais que procuram sobretudo o marfim de suas chamadas presas, mas também sua carne e outras partes de seu corpo. Apesar destes seres povoarem o continente há 60 milhões de anos, eles podem ser extintos em 2025, se as matanças não forem detidas.

Frente às restrições que se impõem a nível mundial para a utilização do marfim, a caça ilegal não se detém porque a demanda deste material vai aumentando na crescente classe média asiática.

Segundo estimativas, o marfim que é exportado é apenas uma pequena parte do que em realidade sai do país como contrabando, apesar do número de apreensões ter aumentado nos últimos tempos.

Estatuetas versus elefantes

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Autor: Bumi Hills Foundation

O marfim, essa matéria dura, compacta e branca que forma os dentes dos mamíferos, lamentavelmente é algo muito apreciado por culturas como a da China.

Ele é utilizado para elaborar, entre outras coisas:

  • Figuras ornamentais
  • Braceletes
  • Caixas de joias
  • Utensílios de mesa
  • Estatuetas
  • Teclas de piano
  • Peças de dominó e de xadrez
  • Cabos de escovas

Assim são as coisas, enquanto muitos humanos se esforçam para salvar elefantes como Ben, outros parecem não se importar muito que eles sejam grosseiramente assassinados para que eles possam ostentar artigos de luxo.

Fonte: Facebook Bumi Hills Foundation