Madri não sacrificará os animais abandonados

Animais abandonados

Esta é uma notícia muito boa para aqueles que amam os animais. Todos sabem que muitos dos animais que vivem nas ruas e são recolhidos para canis municipais, “têm” que ser sacrificados de tempos em tempos. Legalmente, em Madri, por exemplo, era permitido praticar a eutanásia entre 10 e 19 dias após o recolhimento do animal da rua.

Este é um prazo muito pequeno para poder conseguir pais adotivos para o animal. Pois bem, Madri já não sacrificará os animais abandonados. Já lhe falamos, faz algum tempo, que Madri estava endurecendo as penas por maltrato animal e parece que não querem parar por aí. A cidade quer acabar com o problema de abandono, que causa tantos danos aos animais.

As multas duplicaram depois que decidiram revisar a lei de 25 anos atrás. Estas novas leis não anulam as leis mais fortes aplicadas às touradas e nem às atividades ilegais de tiro.

Madri não sacrificará os animais abandonados

Gato de rua

A associação protetora “O Refúgio”, da qual já falamos a respeito em outras ocasiões devido ao grande papel da associação para salvar animais abandonados, há 19 anos solicita uma lei de ‘Sacrifício zero’.

Esta lei, como muito bem indica seu nome, proíbe terminantemente o sacrifício de animais abandonados. E, finalmente, depois de uma longa luta, a associação conseguiu. E não tão apenas o sacrifício zero, mas também o endurecimento das leis contra o maltrato e abandono e, mais ainda, conseguiu uma regulação no sistema de criação e um programa de incentivo à adoção. Que progresso! Não acha?

Isso é apenas o começo

Estes resultados respondem aos compromissos de vários partidos políticos que já conseguiram tornar isso uma realidade em vários municípios de Madri e eles asseguram que logo isso irá se estender para outros municípios, desejando (e todos nós também desejamos) que isso marque um precedente na Espanha e que todos apliquem as mesmas leis. Se isso acontecesse, as cifras de abandono cairiam grandemente, pois os números já estão atingindo quantidades impensáveis.

Animais abandonados na Espanha

Possivelmente, no dia a dia, não nos damos conta de quantos cães e outros animais vivem nas ruas. Alguma vez você já se perguntou de onde eles vêm ou como chegaram aí? A maioria são animais abandonados, outros maltratados e que conseguiram fugir e, possivelmente, pode ser que algum deles esteja perdido.

Mas as cifras de abandonados e maltratados segundo a sociedade Affinity, em 2014, foi de 140.000 cães e gatos. Este número compõe 16% dos que são abandonados por problemas econômicos, 13% por nascimentos não desejados, 12% pelo comportamento do animal e 9% pela perda de interesse no animal de estimação.

Alegra-nos a notícia de que a cidade já não sacrificará os animais abandonados. Mas, a que se devem estes números e como solucionar este problema?

Pois bem, como sempre dissemos, é importante que se tenha consciência do que adotar um animal implica. Antes de ter a um cão, um gato ou qualquer outro animal de estimação em casa, todos devem levar em conta estes pontos:

Cão de rua

  • Sua situação econômica. Muitas pessoas adoram os cães grandes, mas a verdade é que eles consomem uma boa parte do nosso tempo e também do nosso dinheiro. Você terá que levar em conta que, embora economicamente possamos estar bem na hora de adotar um cão grande, a instabilidade do mundo trabalhista poderá fazer com que a nossa vida dê um giro, o que você fará com o seu grande animal então?
  • Controle da vida sexual de seu animal de estimação. Se você não está disposto a ser responsável pelos filhotes que seu animal de estimação possa ter, pense antes de uni-lo a outro congênere. Mesmo que o seu animal seja de raça e que você pense em vender os filhotes, tenha em mente que pode ser que nem todos encontrem um dono, o que você fará com eles, então?
  • Aceite o seu animal como ele é. Um animal tem sua própria personalidade e caráter e é um ser vivo que simplesmente não podemos desprezar porque nós não gostamos de sua atitude. Você faria isso com seu filho? Pois também não faça com o seu animal de estimação. Se você não está disposto a aceitar o seu animal de estimação como ele é, tente educá-lo, embora isso “roube” seu tempo, caso contrário é melhor não adotar nenhum animal.
  • Um animal não é um brinquedo. Um animal de estimação é um ser vivo que você terá que cuidar e amar pelo resto de sua vida. Não é certo adotar um bichinho por simples capricho seu ou de seus filhos pequenos e, quando o filhote se tornar um cão adulto, que você o despreze como um papel usado. Pense antes de adotar.

Se estivermos conscientes do que implica ter um animal de estimação, evitaremos prejudicá-los e ver tantos animais abandonados pelas ruas. Lembre-se sempre que ele é um ser vivo e não um brinquedo para usar quando quiser e depois descartá-lo. E, nosso último conselho: Não compre, adote.