A triste história de Grizz, um cão de polícia

· maio 15, 2017

Recentemente, a polícia da Nova Zelândia disparou e matou a tiros um cão policial de segurança que corria fora de controle no aeroporto de Auckland. Isso provocou críticas de numerosas organizações de direitos dos animais.

Grizz era um cachorro de 10 meses que estava sendo adestrado para detectar explosivos. Em certo momento, fugiu. Depois, seus adestradores passaram várias horas tratando de tirá-lo da pista de pouso.

Este incidente provocou o atraso de 16 voos. Assim, os responsáveis do aeroporto pediram à polícia que sacrificasse o animal. Faltavam apenas 6 meses para que Grizz estivesse formado na função.

O embaixador da Organização SAFE para os Animais, Hans Kriek, manifestou seu repúdio pela morte do cachorro. Também perguntou por que não se optou pelo uso de um tranquilizante. Um porta-voz da Autoridade de Aviação Civil local (CAA) disse que “não acreditava” que a solução escolhida tivesse sido a melhor opção.

Detalhes da ação, um cão policial escapa

Grizz  escapou ao redor das 4h30 da manhã, hora local, e começou a correr até a pista do aeroporto de Auckland. Apesar de estar em um programa de socialização inicial com o ambiente do aeroporto e essas corridas poderem fazer parte do treinamento, este fato provocou a ativação do Centro de Operações de Emergência.

Os funcionários do aeroporto garantiram que todo o possível foi feito antes da opção de sacrificar o animal. Deram a ele alimentos e guloseimas, brinquedos, trouxeram outros cães, etc… Nada disso funcionou.

O mesmo porta-voz também disse que estava muito escuro e a zona era grande demais para encontrar o animal e contê-lo rapidamente.

Diante destas difíceis circunstâncias e depois de provocar o atraso de quase 20 voos, os funcionários do Centro de Operações de Emergência do Aeroporto decidiram sacrificá-lo.

Diversas entidades protestaram, dizendo que foi uma decisão equivocada disparar contra Grizz. Se está correto o que dizem, que os funcionários do aeroporto estiveram perseguindo o animal durante tanto tempo, poderiam perfeitamente ter conseguido uma pistola tranquilizante. Ou mesmo o departamento de polícia tem acesso a armas com balas tranquilizantes. Além disso, segundo parece, também existe um zoológico nas proximidades. Ali, também é de se supor que existam armas tranquilizantes. Não há razão para ter sacrificado a vida de Grizz.

O treinamento de um cão policial

Cada cachorro policial tem um tipo de adestramento específico, com uma equipe de policiais especializados em analisar as características, qualidades e virtudes do animal. Uma vez feita essa análise e com prévio conhecimento de sua saúde, determina-se qual a melhor especialidade para o animal. Podem ser cães de assistência, de ajuda a pessoas com alguma deficiência ou doentes, cães de defesa e proteção, de detecção de drogas, explosivos, dinheiro, cão de resgate, etc…

Mas qualquer cão serve? Não, é necessária uma seleção bastante criteriosa prévia. O animal tem de reunir determinados requisitos que os especialistas valorizam depois de realizar algumas provas. A preferência é para cães com disposição para trabalhar, colaborar com seus guias e a morfologia física adequada para os trabalhos de um cão policial.

A socialização do cão policial

Um dos pontos mais importantes do adestramento do cão policial é o que se refere à sua socialização. Se o animal não está bem socializado, não será fácil que se integre a seu novo posto de trabalho ao qual tenha sido designado.

Não se deve esquecer que o cão policial estará exposto, durante suas missões, a todo tipo de inconvenientes: ruídos, tráfico, conflitos, tumultos, crianças; além de diferentes tipos de superfícies, escadas, barrancos, terrenos escorregadios, escadas rolantes, esteiras móveis, obstáculos, paredes, etc.

Por tudo isso, é muito importante que o cão esteja bem adaptado e socializado, entre outras coisas, para evitar futuros traumas psicológicos, fobias ou até ressentimentos.

O vínculo entre o adestrador e cachorro

Fonte: www.elconfidencial.com

O necessário vínculo entre o adestrador e o cachorro se consegue através de seus cuidados diários, a escovação, os passeios e as brincadeiras. Estes seriam os primeiros passos do programa de adestramento do cão policial.

Em outras fases, o olfato do animal será potencializado. De que forma? Por exemplo, escondendo o cheiro de comida (que o cão buscará) em determinados elementos, como brinquedos, bolas, etc. Pouco a pouco, irá utilizando esses artigos para que o cão consiga encontrá-los.

A chave está em estreitar vínculos entre o cão policial e seu adestrador, com os cuidados necessários, a socialização e as brincadeiras, para que o animal vá trabalhando relaxado e com vontade. Tudo isso até sua formação final.