Cefalexina para cães: usos e efeitos colaterais

A cefalexina é um medicamento dependente do tempo, o que significa que não tem efeito imediato, demorando para começar a combater a infecção.
Cefalexina para cães: usos e efeitos colaterais

Última atualização: 03 Dezembro, 2021

A cefalexina é um medicamento usado para combater infecções bacterianas em cães. Os veterinários profissionais a usam para tratar certas doenças ou ajudar na recuperação após operações cirúrgicas. Pode ser de grande ajuda para manter e melhorar a saúde do cão, mas somente quando prescrita por um veterinário.

A utilização desse medicamento deve ser supervisionada por um profissional de saúde animal, uma vez que não é em todos os casos que pode ser administrado como parte do tratamento. O espaço a seguir destina-se apenas a informar. Se você tiver outras dúvidas, consulte o seu veterinário de confiança. Leia e aprenda sobre os usos e efeitos colaterais da cefalexina em cães.

O que é a cefalexina para cães?

A cefalexina é um antibiótico de amplo espectro usado para tratar infecções bacterianas. Esse medicamento ataca seletivamente microrganismos patogênicos sem causar muitos problemas para o cão. Além disso, é altamente eficaz na eliminação de diferentes bactérias, por isso é considerado um dos melhores para o tratamento de infecções.

Para destruir as bactérias, esse antibiótico é responsável por sabotar o processo de formação das paredes celulares. Graças a isso, os microrganismos não podem permanecer vivos por muito tempo, pois sua parede se quebra facilmente. Além disso, como sua estrutura química possui um anel beta-lactâmico, o medicamento pertence ao grupo dos antibióticos denominados beta-lactâmicos.

A cefalexina não é um fármaco específico para cães, pois também é usada em outros animais e até em humanos. Porém, cada medicamento possui uma formulação e produção diferentes. Portanto, apenas a apresentação indicada pelo seu veterinário deve ser utilizada. Os formatos mais comuns de cefalexina são a suspensão, os comprimidos e a fórmula injetável.

Milpro para cães tem muitas propriedades.

Usos da cefalexina para cães

Como mencionado acima, esse antibiótico só funciona para tratar infecções bacterianas. Apesar disso, esse fármaco é capaz de combater um grande número de espécies, por isso é considerado de amplo espectro. Graças a isso, a cefalexina é utilizada para uma ampla variedade de patologias em cães, entre as quais estão as seguintes:

  • Infecções do trato respiratório: como broncopneumonia causada por Staphylococcus, Escherichia ou Klebsiella.
  • Infecções do trato urinário: algumas causadas por Escherichia, Proteus e Staphylococcus.
  • Infecções dermatológicas: podem ser causadas por Staphylococcus.
  • Prevenção: esse medicamento só pode ser usado sob supervisão médica sem uma infecção ativa e em casos específicos, como na recuperação de intervenções cirúrgicas.

Cefalexina contra a otite em cães

A otite é uma doença bastante comum em cães, representando entre 5 e 20% dos casos diários vistos por veterinários em muitas clínicas. Essa patologia aparece como uma inflamação do ouvido que pode piorar se não for tratada a tempo.

A cefalexina é eficaz no tratamento da otite, pois erradica os agentes bacterianos que a causam. No entanto, é necessário um diagnóstico sério feito por um profissional, pois essa doença também pode ser causada por determinados fungos, parasitas, alergias ou alguma obstrução. Os antibióticos só funcionam se a doença for causada por bactérias.

Cefalexina contra a sarna em cães

A sarna é uma doença que afeta diferentes partes do corpo do cão. No entanto, como essa infecção é causada por um tipo de ácaro, o uso da cefalexina não cura a doença. Apesar disso, com um bom diagnóstico e o correto tratamento miticida, o seu animal de estimação poderá ter uma recuperação completa.

Dosagem de cefalexina para cães

A dose recomendada depende muito do peso dos cães, mas é calculada entre 15 e 30 miligramas de cefalexina para cada quilo de massa. Além disso, o tratamento dura pelo menos 5 dias com 1 ou 2 doses diárias. Lembre-se de que o veterinário deve diagnosticar e avaliar cada caso, pois somente ele está habilitado a prescrever os medicamentos adequados.

As indicações podem variar dependendo da apresentação do medicamento. Além disso, deve-se levar em consideração que existe cefalexina em suspensão, em formato injetável ou em comprimidos, que possuem uma forma de aplicação diferente. Aproveite para tirar todas as suas dúvidas sobre a sua utilização para poder auxiliar seu cão corretamente.

A cefalexina de humanos é útil para cães?

Como mencionado acima, a cefalexina é um antibiótico que pode ser usado em humanos. No entanto, a formulação e a apresentação de cada uma das variantes desse antibiótico podem ser diferentes, uma vez que são projetadas para determinados organismos e situações específicas.

Por esse motivo, não é recomendado o uso de medicamentos para animais de estimação em humanos ou vice-versa. As diferenças podem causar danos à saúde do seu cão ou a você.

Contraindicações do medicamento

A cefalexina pode causar hipersensibilidade no cão (alergia), por isso é importante monitorar seu animal de estimação após a aplicação. Se o cão já teve uma reação alérgica à penicilina, é melhor conversar com o veterinário, pois o tratamento pode causar problemas.

Além disso, esse medicamento não é recomendado para cadelas grávidas ou lactantes. Isso porque ainda não se sabe com certeza se causa algum efeito letal em filhotes. Por isso, apenas o profissional de saúde animal pode avaliar a situação e indicar a solução.

Efeitos secundários

Reações secundárias a esse medicamento geralmente não são comuns, pois não causa muitos desconfortos. Apesar disso, casos de vômito ou diarreia não graves foram documentados. Se o tratamento provocar esses ou outros sintomas mais evidentes no animal, recomenda-se interromper a medicação e procurar imediatamente o veterinário.

Nolotil para cães pode ser muito útil.

A cefalexina pode ajudar a melhorar a saúde do seu cão. No entanto, um especialista deve ser o responsável pelo diagnóstico e tratamento, pois só ele poderá avaliar a situação. Lembre-se de que em hipótese alguma você deve automedicar seu animal de estimação, pois isso pode colocar sua vida em risco. Busque o seu bem-estar e dê a ele a atenção que merece.

Pode interessar a você...
Nolotil para cães: usos e dosagem
Meus Animais
Leia em Meus Animais
Nolotil para cães: usos e dosagem

Nolotil para cães pode ajudar o animal em certos episódios, ao seguir algumas diretrizes. Vamos ver os detalhes a serem considerados.



  • Díaz O, A. J., Sumano López, H., Ocampo Camberos, L., & Mateos Trigos, G. (1995). Evaluación de la nefrotoxicidad en la administración conjunta de cefalexina sódica y sulfato de gentamicina en perros. Vet. Méx, 247-9.
  • Prados, A. P., Kreil, V., Tarragona, L., Quaine, P., Monfrinotti, A., & Rebuelto, M. (2008). El Meloxicam no modifica la disposición de la cefalexina en caninos. InVet, 10(1), 1-15.
  • Calle, S., Falcón, N., & Pinto, C. (2011). Aislamiento bacteriano en casos de otitis canina y su susceptibilidad antibiótica. Revista de Investigaciones Veterinarias del Perú, 22(2), 161-166.
  • Esper, R. C., Bustos, M. Z., Alcántara, H. Á., Córdova, D. M. C., & Córdova, C. A. C. (2013). La importancia de los parámetros farmacocinéticos y farmacodinámicos en la prescripción de antibióticos. Revista de la Facultad de Medicina UNAM, 56(3), 5-11.
  • Herrera, M. L., Moya, T., Vargas, A., Campos, M., & Marín, J. P. (2002). Cepas productoras de beta lactamasa de efecto expandido en el Hospital Nacional de Niños. Revista Médica del Hospital Nacional de Niños Dr. Carlos Sáenz Herrera, 37(1-2), 19-27.
  • Cherni, J. A., Boucher, J. F., Skogerboe, T. L., Tarnacki, S., Gajewski, K. D., & Lindeman, C. J. (2006). Comparison of the efficacy of cefpodoxime proxetil and cephalexin in treating bacterial pyoderma in dogs. International Journal of Applied Research in Veterinary Medicine, 4(2), 85.
  • Silley, P., Rudd, A. P., Symington, W. M., & Tait, A. J. (1988). Pharmacokinetics of cephalexin in dogs and cats after oral, subcutaneous and intramuscular administration. The Veterinary Record, 122(1), 15-17.