O que fazer contra a caça ilegal?

· novembro 23, 2018

Há várias medidas governamentais e institucionais para combater a caça ilegal. Entretanto, é importante os cidadãos se conscientizarem e não consumirem produtos fabricados com espécies ameaçadas.

Em um mundo com tantas espécies em extinção, é imprescindível combater a praga da caça ilegal.

No entanto, isso não pode ficar apenas na teoria, é preciso garantir os meios, as políticas e o pessoal necessário.

Os animais que mais têm sofrido com a ação dos caçadores furtivos são rinocerontes, gorilas, tigres e elefantes. Entretanto, não se engane, há muito mais!

O que pode ser feito para evitar essa situação?

Um problema em muitos países

A caça ilegal de animais, também chamada de caça furtiva, é um problema em muitos países, especialmente na África, América do Sul e Sudeste Asiático.

Além disso, essas são áreas do mundo com espécies únicas, autóctones e que são difíceis de encontrar em outros países.

Juntamente com a caça furtiva, nessas partes do mundo ocorre um negócio realmente lucrativo: o tráfico ilegal de espécies protegidas.

Seja por esporte, por hobby ou apenas por curiosos “encontros de negócios”, os animais são as vítimas.

Inclusive, até algumas pessoas famosas defendem essa prática terrível. Desde políticos, atores e atrizes muito conhecidas, bem como reis e chefes de estado.

Um dos principais comércios derivados do negócio dos caçadores ilegais é o do marfim. As presas de elefante são usadas para fins medicinais, cosméticos e, acima de tudo, como elemento decorativo.

Pele oriunda da caça ilegal

Medidas da ONU

Em diferentes reuniões, a Organização das Nações Unidas (ONU) tem aprovado resoluções em que os países se comprometem a reduzir a caça ilegal.

De mesma forma, muito tem sido discutido sobre o tráfico ilegal de espécies protegidas.

Trata-se de promulgar leis, endurecer as penas e sanções e, em seguida, obrigar os países a cumprirem essas resoluções.

Uma medida fundamental é considerar a caça ilegal como delito grave.

Novas tecnologias e inteligência artificial

Um dos exemplos mais conhecidos do uso de inteligência artificial contra caçadores furtivos é a aplicação PAWS (Protection Assistance for Wildlife Security).

Com essa ferramenta, desenvolvida pela Universidade do Sul da Califórnia, usam-se complexos algoritmos matemáticos.

Entre os fatores considerados pelo algoritmo estão, principalmente: dados sobre o comportamento dos caçadores furtivos, informações das patrulhas de vigilância, etc.

Além disso, você sabe o que é o Wildlife Crime Tech Challenge? Consiste em um projeto que combina dispositivos e aplicações de ciência e tecnologia para combater o negócio da caça ilegal.

O número de projetos integrantes do WCTC supera os 300, reunindo mais de 52 países. Inclusive, qualquer pessoa pode, com assessoramento das autoridades de seu país, apresentar suas ideias.

Caçador com rifle

Alguns dos projetos vencedores são:

  • Um dispositivo portátil com a capacidade de fazer testes de DNA em menos de uma hora.
  • Um aplicativo para smartphones, com o qual os usuários podem diferenciar em tempo real se o animal à sua frente faz parte de uma espécie protegida, se tiver sido capturado ilegalmente, etc.
  • Sensores que usam odor para localizar animais muito escondidos em passagens de carga ou bagagens.

Quais medidas são eficazes contra os caçadores furtivos?

Para combater o problema dos caçadores, há muitas propostas e muitas ideias que podem ser postas em prática:

  • proibição do comércio internacional de marfim é uma das medidas mais eficazes.
  • mercado de comércio ilegal de animais e espécies protegidas é uma infeliz realidade. Portanto, ela precisa ser erradicada.
  • É necessário aumentar o número de patrulhas e agentes protetores desses animais. Além disso, é necessário equipar esse pessoal com a tecnologia e os meios apropriados.
  • Educação e conscientização para todas as pessoas no mundo de que não devem comprar produtos ou roupas feitas com espécies animais em perigo de extinção.

DNA contra a caça furtiva

A comparação do DNA e seu uso permite localizar as áreas com maior índice de caça furtiva.

Lembre-se de que a área entre a Tanzânia, Moçambique, Congo, Gabão e Camarões tem a maior quantidade de caçadores ilegais.

Na África do Sul, um dos países mais afetados pela caça furtiva de animais em extinção, buscam-se soluções. 

O RhoDIS é um poderoso banco de dados que compara amostras de animais vivos.

Para isso, elas são comparadas com amostras de animais abatidos e comercializados.

Drones e GPS

A tecnologia APE consiste em um software com capacidade de localizar animais em extinção e caçadores ilegais.

Dessa forma, o sistema integra drones especializados, câmeras infravermelhas, GPS e até aviões.