Tibo, um cachorro paralítico que voltou a andar graças ao amor de seu dono

· abril 29, 2017

Tibo acordou certo dia e sentiu que não podia mais mexer o corpo. Contudo, apesar desse diagnóstico tão negativo, a família dele encontrou um tratamento e filmou os resultados para motivar outros como eles.

Um dia especial para Tibo, o cão paralítico

Com sua rotina diária, Leonardo, o dono de Tibo, se levantou um dia e abriu as janelas que ficavam de frente para o jardim. Com qualquer outra pessoa, esperou que Tibo, o enorme cachorro dele, saltasse sobre si para lhe dar bom dia.

No entanto, nesse dia, as coisas foram diferentes. Leonardo começou a chamar Tibo, pensando que, talvez, ele tivesse feito alguma travessura e estava se escondendo.

À medida em que passava o tempo, Leonardo começou a desconfiar e andou na direção de seu animal de estimação. Tibo olhava para ele, mas não conseguia se mexer. Estava com os olhos abertos, mas era um cachorro paralítico.

Nas palavras do seu dono: “fiquei muito assustado, ele não estava machucado, estava com os olhos abertos e mexia o rabo, mas o resto dele era um corpo morto. Ele levantava a patinha e, se a soltasse, ela caía”.

Leonardo ergueu o amigo, que pesa mais de 50 quilos, e o levou à clínica veterinária da pequena cidade. Lá o atenderam e fizeram os primeiros exames nele.

O diagnóstico

No começo, não foi fácil diagnosticar o que acontecia com Tibo. Ele poderia ter sofrido tanto uma queda quanto uma picada de inseto, uma intoxicação ou ter feito um movimento brusco que causou alguma lesão. Ele não tinha forças. Os veterinários afirmaram que não podiam fazer nada para ajudar o cão paralítico.

A família estava muito preocupada. Para Leonardo e a esposa dele não foi fácil explicar os filhos pequenos o que estava acontecendo. As crianças estavam muito tristes e com medo. Leonardo dizia: “se peço aos meus filhos que façam um desenho da família deles, eles desenham também o cachorro. Ver Tibo assim era doloroso para todos”.

Mais exames em um cão paralítico

Leonardo e sua família insistiram em fazer mais exames. Levaram Tibo à clínica veterinária em outra pequena cidade próxima para que ele fizesse mais exames.

Entretanto, ninguém conseguia explicar o estado em que o cão se encontrava: não reagia à espetada com uma agulha nem quando dobravam suas pernas. As patas dele não reagiam.

O animal não se queixava, não chorava nem sentia nenhuma dor, mas a sensibilidade dele não reagia, estava bloqueada.

As primeiras injeções de corticoides e vitaminas não deram nenhum resultado, mas Leonardo continuava empenhado em encontrar a razão daquilo: “pesquisei até encontrar um fisioterapeuta canino. Submetemos o cachorro a um tratamento com eletrodos e o médico nos deu uma bateria de exercícios para fortalecer os músculos dele e massagens para estimulá-lo”.

Fisioterapia

A recuperação através da fisioterapia estava dando resultados. O trabalho era contínuo, e Tibo tinha muita vontade e ia respondendo aos estímulos que eram feitos.

Uma ideia que a família teve foi a de levar um novo cãozinho para a casa. Era um poodle brincalhão, o que o motivava a se mexer. Um dos grandes feitos de Tibo foi ficar de pé por alguns segundos, antes de voltar a cair.

Esse pequeno avanço serviu para que Leonardo insistisse nesse caminho. Com a chegada do verão, a família começou a fazer exercícios na água com Tibo.

Não passou mais de um mês fazendo essa nova atividade, quando Tibo deixou de ser um cachorro paralítico. Finalmente, ele conseguiu ficar de pé e caminhou pela primeira vez em seis meses.

Um exemplo de tenacidade

Para contagiar as outras famílias sobre a paciência que é preciso ter nesse caso, Leonardo comenta: “todos os veterinários nos ajudaram e nos convidaram a dar tempo ao cachorro, ainda sem saber a origem da doença. Mas, existe gente que enfrenta uma situação parecia, não aguenta e sacrifica o animal. Por isso, fizemos um vídeo e o postamos no YouTube, com a intenção de que outras pessoas que passem por uma experiência similar o vissem”, explica Leonardo.

O impacto do vídeo nas redes sociais foi imediato. Começaram a chegar mensagens de diferentes cantos agradecendo pelo ensinamento.

O carinho com o cachorro

Embora fazer carinho a um cachorro possa parecer um conceito simples; existem mais coisas para serem compreendidas do que simplesmente adorá-lo e lhe dar o que quiser. Fazer carinho em um cachorro acarreta em sentir fortes emoções positivas em relação a ele e querer o que for melhor para ele. Isso significa fazer com que o animal sinta-se protegido, amado e seguro.

Fonte da imagem: www.lanacion.com.ar