Um centro para doação de sangue para cães em Taiwan

· março 5, 2017

Em Taiwan, foi criado um centro para doação de sangue para cães. Apesar das péssimas notícias que ouvimos dia a dia sobre os maus-tratos contra animais, também aumenta a consciência sobre o cuidado e o respeito que merecem esses seres vivos.

A Universidade Nacional de Ciências e Tecnologia de Pingtung, no sul de Taiwan, abriu o primeiro banco de sangue para cães desse país asiático.

A finalidade desse projeto é ampliar o banco de sangue, além de proporcionar doação para os cães, ele também pretende destinar sangue a gatos e outros animais. O passo seguinte será levar o serviço para outros pontos da ilha e se dedicar à pesquisa sobre doenças crônicas em cães.

A doação de sangue para cães em outros países

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Embora sejam muitos os países que dispõem de banco de sangue para animais, a maioria deles são empreendimentos privados que não atendem a todos os animais de estimação que podem necessitar de uma doação em algum momento de suas vidas.

Após a inauguração desse centro, Taiwan se somou a lugares como o México, que, em 2015, abriu o Banco de Sangue Veterinário em Iucatã. Na Espanha, por exemplo, existe um centro no Hospital Clínico Veterinário da Universidade Complutense de Madri.

A tomada de consciência sobre a importância da doação de sangue para animais

Em Taiwan, da mesma maneira que aconteceu em outros lugares, a abertura desse banco de sangue despertou o interesse de muitos que amam animais de estimação, que levaram seus cachorros para doar sangue. É desejável que o entusiasmo aumente e não desvaneça com o passar do tempo.

Conseguir pessoas que queiram fazer a doação de sangue dos seus animais de estimação para esses bancos não é nada fácil. Esse tipo de iniciativa deveria servir de exemplo para estimular a doação de maneira permanente.

Os requisitos dos cachorros para que possam doar sangue

Para doar sangue, os cães devem cumprir uma série de requisitos:

  • Ter entre 1 e 8 anos.
  • O peso dele tem que ser superior a 20 quilos.
  • Ter um bom estado geral de saúde.
  • Estar com a carteira de vacinação em dia.
  • Submeter-se à desparasitação a cada 4 meses.
  • Tampouco devem ter doenças que possam ser transmitidas através do sangue, como é o caso da leishmaniose.

O processo de doação de sangue

O procedimento a ser seguido para a doação de sangue para cães é muito parecido com o seguido pelos humanos.

Coloca-se o animal sobre uma mesa, depila-se uma pequena área do pescoço e lá ele recebe uma injeção para realizar a extração de aproximadamente 450 mililitros de sangue.

Isso não demora muito, apenas de 20 a 40 minutos, e pode ser repetido a cada três meses. O sangue doado pode ser armazenado pelo período de 35 dias, e o concentrado de glóbulos vermelhos, durante 20 dias.

Se o sangue doado for congelado, o plasma pode ser utilizado durante um ano.

Com apenas uma doação de sangue, podem ser salvas duas vidas. Isso se deve ao fato de que o sangue pode ser separado em dois componentes: glóbulos vermelhos e o plasma.

Alguns dados sobre os grupos sanguíneos

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Os cães têm até 8 grupos sanguíneos diferentes. No que se refere à doação de sangue e às transfusões, elas apenas podem ser feitas entre animais que estão no mesmo grupo sanguíneo ou com um grupo compatível.

Os grupos sanguíneos dos cachorros são bastante diferentes em relação aos dos humanos e, além disso, são muito mais complexos. No caso dos humanos, temos os grupos A, B, AB e O. Cada um deles, por sua vez, pode ser positivo ou negativo pela forma que reagem diante da presença do fator Rh. Nos cães, existem pelo menos oito grupos sanguíneos.

O mesmo que acontece com as pessoas, acontece com um cachorro. Se for feita uma transfusão de sangue pertencente a outro grupo sanguíneo, vai ser desencadeada uma grave rejeição a esse sangue, pondo em risco a vida do cachorro.

Outra diferença importante em relação aos humanos é o que se refere aos filhotes de cães. Um filhote não tem a possibilidade de reagir diante de um grupo sanguíneo que não seja o mesmo do dele. Ele não consegue criar anticorpos para destruir esse sangue incompatível com o dele, o que, nesse caso, é uma enorme vantagem. No caso de ser necessário fazer uma transfusão, qualquer tipo sanguíneo é bom.

No caso dos seres humanos, o mesmo não acontece, os bebês são capazes de reagir diante do sangue incompatível ao do grupo sanguíneo dele.