Zooterapia funciona? Saiba mais sobre essa técnica

· março 26, 2018
A terapia assistida por animais (zooterapia) funciona para muitas pessoas com problemas psicológicos, sejam crianças, adultos ou idosos.

A terapia assistida por animais ou zooterapia funciona através do uso de certas espécies em atividades terapêuticas, de reabilitação, integradoras e psicopedagógicas para seres humanos.

Devemos enfatizar que a zooterapia funciona sem representar qualquer abuso físico ou emocional aos animais. As espécies utilizadas em suas práticas devem ser criadas e mantidas com o cuidado que precisam e o respeito que merecem. A experiência terapêutica deve ser apreciada pelo paciente e pelo animal.

A zooterapia funciona?

Durante muitos anos, essas práticas terapêuticas foram consideradas alternativas e questionadas pela medicina. Felizmente, os avanços na pesquisa médica permitiram reconhecer cientificamente os benefícios da zooterapia para nossa saúde. Em outras palavras, essa técnica funciona de verdade.

Atualmente, as atividades de terapia assistida por animais são amplamente recomendadas por medicamentos. As indicações são diversas, bem como os tipos de exercícios e formas de contato e interação com cada animal.

A seguir, aprenderemos mais sobre as aplicações e benefícios de cada modalidade de zooterapia moderna.

Que animais são usados ​​na zooterapia?

O progresso dos estudos e técnicas de zooterapia permitiram adaptar as práticas a diferentes espécies. A escolha de um animal em particular é geralmente orientada pelos objetivos esperados da terapia. Além disso, também são consideradas as preferências – ou possibilidades – de cada paciente, sejam crianças, bebês, etc.

Cães

Logicamente, os melhores amigos do homem não podiam estar de fora da zooterapia. Eles são utilizados em inúmeras práticas terapêuticas, integrativas e psicopedagógicas, com diferentes propósitos.

Cachorro terapeuta com menino no hospital

Um bom exemplo disso são as pessoas com perda parcial ou total da visão ou audição. Os cães-guia proporcionam liberdade de circulação e ajudam na integração social desses pacientes. Esses animais fazem parte da rotina dessas pessoas e lhes proporcionam uma vida mais ativa e saudável.

Atualmente, os cães também apresentam enorme sucesso em metodologias psicopedagógicas que utilizam a zooterapia. O objetivo é estimular a aprendizagem e a socialização de crianças e adolescentes com diagnóstico de distúrbios do desenvolvimento. Entre tais distúrbios, estão o autismo e a síndrome de Down.

Os cães também desempenham um papel importante junto a pacientes em condições graves ou terminais. Eles também podem ser encontrados em hospitais de todo o mundo e em casas de repouso para idosos. A simples presença dos animais é capaz de melhorar o humor e proporcionar uma sensação de tranquilidade aos pacientes.

Golfinhos

A terapia assistida por golfinhos (ou DAT, na sigla em inglês) desperta esperanças e controvérsias graças aos seus resultados. Muitos estudos mostram que a interação com esses belos cetáceos gera importantes efeitos positivos para a saúde. Além disso, cabe ressaltar que a maioria dos pacientes e suas famílias confirma a eficácia da zooterapia com golfinhos.

Certamente, a controvérsia sobre a terapia com golfinhos está relacionada à forma de criar os animais. É eticamente correto privar um animal selvagem de sua liberdade e seu habitat natural para beneficiar nossa saúde?

Organizações como a Dolphin Reef, de Israel, preferem criar seus “golfinhos terapeutas” em ambientes abertos, como o Mar Vermelho. Assim, eles podem treiná-los sem privá-los de seus instintos e rotinas naturais. Dessa forma, é possível garantir uma melhor qualidade de vida para esses seres especiais.

Cavalos

Os benefícios da equoterapia (ou zooterapia com cavalos) já era conhecida pelas civilizações clássicas. Na Grécia antiga, por exemplo, os equinos foram amplamente utilizados para prevenir e reabilitar múltiplas doenças físicas e psicológicas.

Terapia com cavalos para crianças

Atualmente, o cavalo é usado como uma ferramenta terapêutica para reabilitar crianças, adolescentes e adultos a nível psicológico, neuromuscular, cognitivo e social.

Gatos

Estudos recentes mostraram que o contato com a pelagem do gato pode estimular a memória e a capacidade cognitiva em idosos. Portanto, os felinos têm sido muito utilizados nas propostas de zooterapia para idosos. Os gatos persas, geralmente, são preferidos, graças ao seu caráter afável e sua pelagem extraordinária.

Pequenos lagartos ou iguanas

Certamente, a aplicação terapêutica de lagartos é uma das propostas mais inovadoras e exóticas da zooterapia. Esses pequenos répteis são capazes de estimular as habilidades cognitivas, emocionais e sociais de nossos filhos.

E tudo isso com uma grande vantagem: não têm pelos. Eles podem ser mais adequados para crianças com alergias ou problemas respiratórios. 

Coelhos, hamsters e porquinhos-da-Índia

Finalmente, não poderíamos deixar de mencionar esses pequenos e curiosos roedores, que são empregados na estimulação emocional e social de crianças autistas.

Cabe ressaltar que a  zooterapia em todas as suas modalidades só deve ser praticada sob orientação de profissionais especializados. Cada paciente deve receber atenção e tratamento personalizados para escolher o animal certo, planejar os exercícios e a periodicidade das sessões.