Afinal, os cães sentem amor?

· maio 22, 2018

Todos os que convivem ou já conviveram com um desses animais de estimação sabem: os cães sentem amor. Afinal, é um sentimento puro e sem qualquer tipo de interesse.

No entanto, algumas pessoas consideram essa afirmação uma espécie de conto de fadas. Outros asseguram que se trata de uma espécie de limitação apresentada pelo animal, após milênios de domesticação. No melhor dos casos, não é nada além de um comportamento adquirido, através do qual os cães asseguram sua manutenção.

Muito mais do que amor

A verdade é que, até recentemente, muitos dos bons sentimentos dos cães, sua boa vontade e altruísmo em relação aos donos era supervalorizada.

Prova de que os cães têm sentimentos

Os cientistas já afirmavam que não existem emoções genuínas relacionadas ao comportamento amoroso dos cães.

Começam os estudos e investigações

Com o século XX, surgiu a Etologia (disciplina que estuda o comportamento animal) e com ela o assunto passou a ser estudado mais a fundo.

Os resultados, porém, não foram bem aceitos por todo mundo. Foi provado que os cães sentem amor. Eles também possuem outros sentimentos, como alegria e tristeza. Além disso, esses animais são capazes de identificar estas emoções entre seus companheiros de espécie. E, logicamente, entre os seres humanos.

A atividade cerebral dos cachorros não está limitada a simples respostas a estímulos positivos ou negativos.

O que causa mais surpresa é que o processamento das emoções, em linhas gerais, é igualmente complexo ao dos seres humanos.

Oxitocina: o “hormônio do amor”

Uma das descobertas é bastante reveladora. Os cães (assim como os gatos) produzem oxitocina. Este hormônio é responsável pela ativação de uma série de circuitos neurais relacionados com sensações agradáveis, como o amor.

A ação dessa substância química no cérebro, tanto de animais quanto de humanos, também é determinante na criação de laços afetivos entre mães e filhos.

Nos cães domésticos, a oxitocina é responsável pela personalidade amável e sociável que a maioria dos animais possuem. Ela também é influencia na confiança que desenvolvem em relação aos donos.

Os cães sentem amor, mas apenas por quem merece

Outra descoberta feita por etólogos, neurobiólogos e outros especialistas é que a capacidade de sentir amor dos cachorros é direcionada.

Ou seja, existem indivíduos mais carinhosos do que outros. Mas isso não significa que o afeto seja para todos.

Os donos que usam de violência para “educar” seus cães, ou os maltratam, com certeza fazem seus cães sentirem medo, não amor.

Família ou matilha: mesma coisa

Embora existam exceções, a maioria das famílias que adotam cachorros os consideram como “membros da família”. Em alguns casos, os cães podem ter mais privilégios que muitos dos humanos da casa.

E os cachorros veneram seus donos da mesma forma. É a sua matilha, sua família. Por isso, estabelecem laços afetivos sólidos e tangíveis entre os envolvidos.

Afirmar que existem cães capazes de sacrificar a própria vida para proteger “seus entes queridos” não é uma simples frase retórica.

Os cães sentem amor. E também alegria, tristeza e ciúme

Os etólogos decidiram determinar os sentimentos desses animais de estimação. O que há além das desmonstrações de amor e carinho?

Depois de anos de questionamentos, descobriram que os cães são capazes de se alegrarem e de sentirem tristeza, de acordo com os estímulos do ambiente. Da mesma forma, podem identificar estes mesmos sentimentos nas pessoas.

Quando alguém em seu entorno está visivelmente aflito, o instinto natural os leva a dar suporte e apoio. O mesmo acontece no caso de pessoas estranhas, a quem eles “não amam”.

O efeito oposto também pode gerar nos cães uma espécie de riso. Se todos ao seu redor estão felizes, os cães também parecem sorrir.

E assim como acontece com os seres humanos, se existe um sentimento que os cães não conseguem esconder, este é o ciúme.

Como os cães expressam o amor

Muitos cães são bastante eloquentes ao expressarem seus sentimentos de amor e de carinho. Os sinais mais evidentes são os movimentos frenéticos da cauda ao ver a pessoa amada. Outras demonstrações típicas são: lamber constantemente as mãos e o rosto, além de constantes convites para brincar.

Se algum membro da família está doente, o cão não saíra do lado da cama da pessoa convalescente.