Alimentação da cobra doméstica: saiba mais

· agosto 11, 2018
Horas de alimentação, estado do roedor, zona de alimentação e hibernação são aspectos que devemos conhecer bem. Ter o domínio destas informações será benéfico para nosso animal exótico.

As variações nutricionais são muito comuns nos répteis, embora isso não ocorra com as cobras. Alguns roedores serão suficientes, porém a alimentação da cobra doméstica possui certo grau de complexidade.

Roedores: a base de sua dieta

Os roedores são o alimento preferido desta espécie. Em cativeiro, sua comida principal são os ratos, apesar de também comer coelhos e porquinhos da índia.

Alimentação da cobra doméstica: saiba mais

Podemos definir a cobra como um animal basicamente carnívoro, apesar de algumas espécies serem omnívoras. Sua inclinação para comer roedores tem a ver com sua forma de caçar e características próprias de seu organismo.

No que diz respeito às contribuições nutricionais, tudo dependerá basicamente da alimentação, a partir de cada tipo de roedor. Além disso, o fato de a cobra poder comer todo o animal, faz com que ela consiga absorver todos os nutrientes que ele possui.

Como servimos a comida?

Geralmente, os donos desse animal de estimação compram roedores congelados. Assim, o correto é esperar que o rato ou hamster descongele de forma natural. Obviamente, não podemos dá-los congelados e não é aconselhável esquentá-los artificialmente.

Além disso, é recomendável alimentar a cobra fora de seu viveiro. O fato é que se acostumarmos a cobra a ter sua comida colocada, ela pode se confundir e nos atacar quando colocarmos a mão no viveiro.

Os que já têm uma cobra em casa devem saber que esse réptil só deve ser alimentado uma vez por semana, de forma geral. O repouso e a digestão desse animal são processos lentos, podendo variar de acordo com a espécie.

O melhor é que o roedor esteja morto

Mesmo sendo excelentes caçadoras, o melhor é acostumar as cobras a comerem roedores mortos. O objetivo é evitar que algum rato cause algum dano ao réptil no momento da luta.

Com o tempo, ela se acostumará com isso e sua cabeça e tronco não saíram machucados. Vale destacar que, se uma cobra rejeita um roedor em particular, é melhor não insistir que ela o coma, pois ele pode estar contaminado.

Alimentação da cobra doméstica

Há um princípio básico que rege a alimentação da cobra doméstica: quanto menor ela for, mais se alimentará. Enquanto são jovens, seu metabolismo é mais rápido e o tamanho das presas que podem engolir é menor. Porém, quando crescem são consideradas uma espécie de grande porte.

Por exemplo, quando o réptil é recém-nascido e mede até 90 cm, deve-se alimentá-lo com um ou dois ratos por semana. Por outro lado, até o limite de 180 cm é adequado dar um rato a cada sete ou dez dias.

No caso do animal exceder os 180 cm de comprimento, a alimentação deve ser um coelho, dado a cada dez dias ou mais. Quanto mais comida ela processar, mais rápido e descontrolado será seu crescimento.

Alimentação da cobra doméstica: conheça

Nem tudo são ratos

Na alimentação da cobra doméstica, o rato é o prato base, mas não é o único. Já comentamos que no caso de répteis mais velhos, o animal mais conveniente para oferecer é o coelho.

Porém, há outras combinações que podemos tentar. Por exemplo, se quisermos variar, podemos colocar uma mistura de peixes com alguns insetos benignos, como larvas. Os grilos não são uma opção de comida, pois podem comer as escamas do réptil.

Vale notar que algumas espécies de répteis comem ovos ou até outros répteis pequenos, como rãs.

O repouso, a chave para a alimentação da cobra doméstica

O processo de repouso e hibernação é o que permite a este animal engolir presas inteiras. Portanto, os donos devem procurar respeitar esse tempo de descanso, evitando mexer na cobra.

Os primeiros três dias são chaves e o ideal é deixá-las tranquilas em seu viveiro. Mexer nelas nesse momento pode ocasionar vômitos e a expulsão inteira do alimento. Outro aspecto a ser lembrado é que muitas cobras se alimentam durante a noite.

Respeitar os ciclos digestivos desses animais de estimação, criados em cativeiro, em contraposição aos silvestres, é vital para seu desenvolvimento e bem-estar. Temos que levar em conta que é necessária a adaptação a algumas qualidades específicas do reino animal.