Bordetella em cães: sintomas e tratamento

O sistema respiratório do seu animal de estimação pode apresentar várias doenças causadas por patógenos estranhos. O microrganismo Bordetella é o exemplo perfeito disso.
Bordetella em cães: sintomas e tratamento

Última atualização: 07 março, 2022

Os cães são animais suscetíveis a contrair várias doenças causadas por patógenos, como vírus, bactérias e fungos. E o principal encarregado de proteger o corpo desses animais contra tais ameaças é o sistema imunológico. Contudo, quando este é afetado, ele facilita a entrada no organismo de bactérias como a Bordetella nos cães, o que causa um desequilíbrio em sua saúde.

No mundo dos cães essa doença é considerada de grande importância médica. Para sua correta abordagem, é necessário realizar manejo preventivo adequado e, se necessário, tratamento farmacológico. Então, cuidado, pois uma simples tosse pode ter repercussões muito graves. A seguir, compartilharemos as melhores ferramentas para combater essa condição.

O que é a Bordetella?

Também conhecida como traqueobronquite infecciosa e comumente chamada de tosse dos canis, é uma doença causada por bactérias com alta afinidade pelo tecido respiratório. Seu nome é Bordetella bronchiseptica, um microrganismo altamente patogênico.

Apesar da facilidade e rapidez de contágio entre cães, essa condição tem bom prognóstico, desde que seja realizado um tratamento eficaz. Juntamente com o adenovírus canino tipo 2 e a parainfluenza canina, é um dos responsáveis pelo desenvolvimento da referida doença. Qualquer um dos três microrganismos pode atuar como agente primário ou secundário da tosse dos canis.

Grupo de bactérias do gênero Bordetella.

Causas de contágio

O nome tosse dos canis destaca uma das principais causas de contágio entre os animais: a superlotação. Trata-se de uma bactéria que se transmite por contato direto através da inalação, atingindo o trato respiratório superior sem maiores problemas. Os fômites (objetos inanimados) e alguns outros animais hospedeiros proporcionam a via indireta de contágio.

Embora a Bordetella em cães tenha a capacidade de afetar animais de qualquer idade, as complicações mais importantes foram observadas em filhotes, cães imunossuprimidos e com esquemas de vacinação incompletos. As partículas patogênicas têm a capacidade de sobreviver na água, no solo e em condições pobres em nutrientes, daí sua alta taxa de contágio.

Sintomas da doença

Devido à região em que os microrganismos causadores da Bordetella se alojam nos cães, os sintomas podem ser muito variados e confundidos com outras doenças respiratórias. No entanto, o sinal mais comum em todos os pacientes é uma tosse seca e rouca, causada por inflamação das cordas vocais.

Os outros sinais secundários vão depender do estado do paciente, da gravidade e da progressão da doença. Dentro dessa sintomatologia você poderá observar o seguinte:

  • Febre.
  • Vômito.
  • Apetite diminuído.
  • Perda de peso.
  • Fraqueza geral.
  • Tosse persistente.
  • Expulsão de secreções respiratórias.

É fundamental manter uma comunicação próxima com o veterinário, na qual o responsável deve compartilhar as alterações observadas em seu animal de estimação, juntamente com todas as alterações comportamentais detectadas. Um diagnóstico precoce será essencial para resolver o problema.

Tratamento da Bordetella

O primeiro passo para iniciar o tratamento para a Bordetella em cães é o isolamento do paciente. Isso ajudará a reduzir o risco de contágio para outros exemplares. Depois que seu animal de estimação for submetido a um exame físico geral, o veterinário decidirá sobre o tratamento medicamentoso ideal para ele.

A administração do tratamento será baseada no estado do cão. Normalmente, são usados anti-inflamatórios que estimulam a redução da inflamação das vias aéreas. Além disso, os antibacterianos são muito eficazes no controle da doença, desde que o microrganismo causador seja a Bordetella bronchiseptica.

A duração do tratamento pode ser estendida até 10 dias. Após o desaparecimento dos sinais, recomenda-se prolongar a administração farmacológica por mais 5 dias, tudo para garantir a erradicação dos patógenos. Na maioria dos casos, os antibióticos de escolha pelos profissionais são os seguintes:

  • Tetraciclina a uma taxa de 15-20 mg/kg por via oral a cada 8 horas.
  • Doxiciclina, dose de 5 mg/kg por via oral a cada 12 horas.
  • Cloranfenicol, 50 mg/kg a cada 8 horas.
  • Amoxicilina com ácido clavulânico a uma taxa de 10-20 mg/kg por via oral a cada 12 horas.
  • Enrofloxacina, 2,5 mg/kg por via oral a cada 12 horas.

Medidas preventivas

A fim de reduzir os riscos de contágio por Bordetella em cães, existem inúmeras estratégias que podem ser empregadas. Por se tratar de uma doença que se prolifera em condições de falta de higiene e superlotação, é imprescindível a desinfecção periódica dos locais onde vivem os cães, principalmente em pensões e abrigos.

Na limpeza, recomendamos o uso de hipoclorito de sódio, clorexidina, cloreto de benzalcônio ou alvejante. Todos esses produtos realizam uma excelente eliminação de vários microrganismos patogênicos.

Se o seu animal conviver com outros em espaços confinados, tente garantir uma boa ventilação. Quando algum dos exemplares apresentar sintoma de Bordetella em cães, será necessário isolá-lo em quarentena por no mínimo 10 dias e mantê-lo sob observação.

Atualmente, a vacinação é outra estratégia preventiva popular contra a Bordetella. Tanto a aplicação parenteral quanto a intranasal proporcionarão imunidade ao paciente e sua duração dependerá do tipo de substância inoculada.

Um cachorro com respirador.

Agora que já sabe um pouco mais sobre essa doença, convidamos você a compartilhar essas informações. Reduzir a taxa de aparecimento de Bordetella em cães está em suas mãos. Aja com responsabilidade e consulte o veterinário para fazer avaliações constantes da saúde do seu animal. Seu melhor amigo peludo e os outros membros do bando vão agradecer.

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