Diabetes em gatos: causas, sintomas e tratamento

· maio 21, 2018
Um gato diabético geralmente apresenta sinais da doença a partir dos seis meses. Devemos ter muito cuidado, porque o excesso de peso pode ser tanto um sintoma quanto uma causa da diabetes. O gatinho pode ficar fraco, entrar em coma ou até morrer.

A diabetes é uma doença que afeta milhões de pessoas. É caracterizada pela presença de altas concentrações de glicose no sangue devido a um defeito na produção de insulina. Um hormônio responsável pelo transporte de glicose para as células. Em gatos, o problema também é comum.

Um número alarmante de gatos é afetado pela doença. As consequências de não detectar o diabetes precocemente são várias. Entre elas, ganho de peso, vômito, desidratação, depressão grave, coma e até a morte. Neste artigo vamos apresentar uma série de dados para manter nosso animal saudável.

Causas e sintomas da diabetes em gatos

Diabetes, doença conhecida no meio médico como diabetes mellitus, se manifesta no gato de uma forma semelhante à como se apresenta nas pessoas. Devemos prestar atenção especial aos sintomas que nosso animal de estimação apresenta para tratá-los o quanto antes. 

Gato em uma consulta com o veterinário

Aqui está uma lista que pode nos ajudar a saber se nosso gato tem diabetes:

  • Aumento da sede e da produção de urina. Esses são os sintomas mais comuns e visíveis.
  • Perda ou aumento de peso com polifagia. A polifagia é definida como a sensação imperiosa e irreprimível de fome que ocorre durante certas doenças.
  • Perda de pelo
  • Catarata, embora esse sintoma ocorra mais frequentemente em cães do que em gatos.
  • Infecção do trato urinário
  • Fraqueza
  • Mau hálito. Esse é um sintoma derivado da cetose. Esse é um processo metabólico causado por um déficit de carboidratos. Por isso, as cetonas e outros compostos são liberados no sangue e na urina.

Todos esses sintomas são derivados da incapacidade do animal de usar glicose como fonte de energia. Por isso, devemos ter em mente que a diabetes em gatos se manifesta especialmente após os seis anos de vida. Além disso, os machos estão mais predispostos a sofrerem da doença.

Gato obeso

Um dos principais fatores de risco é a obesidade. Isso porque um gato ou uma pessoa obesa tenderão a ter uma quantidade maior de insulina no sangue do que o normal. Outro fator de risco é a existência de uma doença endócrina, como a acromegalia. Essa é uma condição causada por uma secreção excessiva do hormônio do crescimento.

Prevenção e tratamento

Diabetes é uma doença tratável e que pode ser prevenida. No entanto, se ignorada, pode causar sérias consequências ou até levar à morte. Os estudos mais recentes mostram que entre 17 e 52% dos gatos são ou foram obesos. Uma vida sedentária em casa, juntamente com uma dieta desequilibrada, geralmente são as principais causas desse problema.

No caso do diabetes, a prevenção e o tratamento andam de mãos dadas. Foi demonstrado que uma modificação na dieta de um gato diabético levou a um reajuste de seus níveis de insulina. Portanto, podemos afirmar que fornecer ao nosso gato uma dieta balanceada é a melhor maneira de prevenir e controlar o diabetes.

Gato comendo patê

Naturalmente, as recomendações do nosso veterinário são essenciais para o tratamento da diabetes. A forma mais comum de tratamento é a administração de doses de insulina de ação lenta, duas vezes ao dia.

Duas doses são recomendadas, porque o metabolismo felino é mais rápido que o humano. Portanto, é importante usar um tipo de insulina direcionada aos animais e não a artificial, usada pelas pessoas.

A insulina utilizada nos animais tem origem bovina ou suína. No entanto, os gatos respondem de forma imprevisível ao suprimento externo de insulina. Por isso, a experiência e a recomendação do veterinário serão essenciais para o desenvolvimento adequado do tratamento.