Gatos do grupo I: classificação de raças segundo a FIFE

· janeiro 23, 2018

A Federação Internacional Felina encarrega-se de identificar e agrupar estes animais, segundo suas características. No seguinte artigo contaremos a você quais os gatos do grupo I, na classificação da FIFe. Não perca!

Quais os gatos do grupo I?

As seguintes raças compartilham certos traços em comum e, por isso, a Federação Internacional Felina decidiu agrupá-las no mesmo bloco. São elas:

  1. Gato Exótico

É similar ao Persa, mas com pelo curto. Trata-se de um felino híbrido, oriundo do cruzamento de um American Shorthair, de um British Shorthair e de um Persa. De composição robusta, pelagem densa e aceito como raça pura em 1967, o Exótico é menos popular que seu antecessor.

A cabeça é maciça, o crânio amplo, as bochechas redondas, o nariz pronunciado e curto, as orelhas pequenas e os olhos são bem separados e grandes. É de tamanho pequeno e pode pesar até 6 kg. A cauda é grossa, com a ponta redonda. Quanto ao seu comportamento, é tranquilo, curioso, brincalhão, se dá bem com outros gatos e com outros cães. Não costuma miar muito e demonstra mais carinho do que outras raças.

Filhote de gato persa

  1. Gato Persa

É um dos bichanos mais antigos que existem, e conceituado como “da Aristocracia”. Vale a pena destacar que 1/3 dos gatos com pedigree pertencem a esta raça. Foram os primeiros a chegar à Europa, vindos do atual Irã, e chegaram a Itália em 1620. A linhagem atual foi desenvolvida na Inglaterra e seu antepassado é o Angorá Turco.

É de tamanho médio a grande, tem cabeça maciça, focinho curto, olhos grandes, bochechas proeminentes e nariz chato. As orelhas são arredondadas e em forma de “V” invertido. O corpo é musculoso, as patas são pequenas, o pelo é abundante e longo e a cauda é peluda. Costumam sofrer de doença renal policística.

  1. Gato Ragdoll

Outro dos gatos do grupo I que também é parente do Persa, bem como do Siamês e do Birmanês. Não gostam nem um pouco de ficar sozinhos e adoram seus donos. Não têm instinto caçador, de defesa ou de alerta. Muito dependentes, caseiros, dóceis e tranquilos.

Deve seu nome a uma particularidade muscular: quando o pegamos nos braços, podem se “afrouxar” completamente, ficando inertes, como um boneco de pano (ragdoll em inglês). Raramente mia e tem uma voz muito fraca.

Os primeiros exemplares surgiram na Califórnia, em 1960, tem pelos longos, de cor branca, com manchas marrons e pretas. Seus pelos precisam ser cuidados regularmente, para evitar nós e bolas de pelo.

  1. Sagrado da Birmânia

O também conhecido como Gato Birmanês pertence ao grupo I da Federação Internacional Felina, e apresenta pelagem semilonga e “luvas” brancas nas quatro patas. Os olhos são de cor azul safira e o pelo é claro, com manchas marrons.

O Sagrado da Birmânia aparece em várias lendas do Camboja (mais precisamente do Povo Jemer) e está relacionado aos templos. A partir do Sudeste Asiático, chegou à Europa no final do século 19, e o país que os acolheu foi a França. Após a Segunda Guerra Mundial, só restou um único casal, por isso foi muito difícil recuperar a raça.

O Birmanês é um gato sexualmente precoce, já que as fêmeas podem ficar prenhas a partir dos 7 meses, e os machos procriam desde os 8 meses. É sociável, carinhoso, brincalhão, tranquilo e muito inteligente. Não gosta de ficar sozinho e pode vir a sofrer de alguns problemas visuais (como, por exemplo, cataratas) e de doença vestibular congênita.

Gato sagrado da birmânia

Fonte: D.maillard

  1. Van Turco

O último dos gatos do grupo I leva esse nome por proceder de uma região montanhosa, ao redor do Lago de Van, na Turquia. Não é muito popular fora de seu país, ainda que, em meados do século passado, muitos exemplares da raça tenham sido levados para a Inglaterra. Sua pelagem é abundante, devido ao clima extremo de seu local de origem.

O gato Van Turco é de tamanho médio, musculoso, com orelhas grandes, olhos ovalados e pelagem branca, com manchas avermelhadas, castanhas ou creme. É muito curioso, brincalhão e gosta de água.