Migração do salmão: uma viagem surpreendente

· março 1, 2018

A migração de animais selvagens é comum entre muitas espécies, mas a migração do salmão é, sem dúvida, uma das mais impressionantes. Saiba mais sobre essa viagem surpreendente que demanda um grande esforço.

O salmão é capaz de viver tanto em água doce como em água salgada. Ou seja, ele pode viver tanto em rios como em mares. Dentro das características dos peixes em geral, poucos podem mudar seu habitat da mesma forma que este peixe.

Isso permite que eles deixem o rio onde nasceram quando estiverem preparados. Esse evento pode ocorrer a partir de um ano de idade. Para isso, sofrem uma série de mudanças comportamentais e fisiológicas, além de um aumento considerável de tamanho. Assim, realizam uma viagem incrível em todos os sentidos.

O salmão é capaz de viver tanto em água doce como em água salgada. Ou seja, ele pode viver tanto em rios como em mares.

A migração do salmão: uma viagem de milhares de quilômetros

Existem várias espécies de salmão que viajam distâncias gigantescas. No caso do Salmão do Atlântico, os nascidos em países como a Espanha, Reino Unido ou Estados Unidos viajam milhares de quilômetros até os mares da Groenlândia.

Apesar disso, o Rio Yukon registra o maior número de migrações. O Rei Salmão viaja mais de 3.000 quilômetros do mar de Bering até o início do rio.

Depois de deixar o rio com um ano de idade, eles chegam ao mar. Uma vez no oceano, sua dieta é composta de pequenos crustáceos e chegam a comer outros peixes, como cavala ou arenque. Seu peso chega a cerca de três quilos, embora alguns atinjam seis quilos após o segundo inverno. Houve casos de salmões que chegaram a nove quilos.

O difícil retorno do salmão

Após dois ou três anos, é chegada a hora de procriar. Os machos adquirem cores brilhantes, indicando às fêmeas que já estão prontos. 

Durante o retorno, o salmão é capaz de regressar ao seu rio de origem, pois reconhece os afluentes e correntezas onde nasceu. Porém, ainda não são conhecidas todas as possíveis variáveis dessa incrível capacidade. Infelizmente, parece que a mudança climática está afetando essa capacidade de regresso, fazendo com que o salmão se desoriente e vá para outros rios, um dos seus maiores perigos.

Urso observando salmões pulando em rio

Existem várias teorias sobre seu senso de orientação, algumas delas falam sobre a percepção de sinais químicos e olfativos. Outras postulam a presença de campos magnéticos, que alguns animais são capazes de perceber e distinguir para poderem guiar-se.

Uma vez que eles chegam ao seu destino, as fêmeas farão buracos no leito do rio, onde depositarão os ovos como um ninho, pois são animais ovíparos. Depois o macho fecunda os ovos e após um pouco mais de um mês ocorre a eclosão.

A migração do salmão, uma viagem complexa

Infelizmente, a intervenção humana e a deterioração ecológica fazem com que nem sempre seja possível que o salmão retorne ao seu local de origem. Um exemplo é a construção de barragens, que impedem que o salmão volte a seu rio, fazendo com que acabem indo colonizar outros lugares.

Alguns animais até aproveitam o esforço do salmão. Um exemplo é o urso do Alasca, uma das mais icônicas espécies de ursos. Durante a migração do salmão, ele se posiciona nas quedas d’água nos rios. Assim, quando os salmões dão seus impressionantes saltos, ele pode pegá-los no ar.

A migração do salmão é realmente exaustiva. Além disso, uma enorme porcentagem de salmões só viverá uma vez essa aventura, pois eles morrem depois da desova de seus ovos. Somente algumas espécies têm o costume de sobreviver, como é o caso do Salmão do Atlântico.

Isso ocorre pois o salmão não se alimenta durante sua migração. Durante a viagem, eles gastam todas as reservas de comida e energia que têm, até mesmo as de seus tecidos musculares.

A migração do salmão é realmente exaustiva. Além disso, uma enorme porcentagem de salmões só viverá uma vez essa aventura, pois eles morrem depois da desova de seus ovos.