O microchip é obrigatório, mas será que é necessário?

· setembro 29, 2016

Ter um animal de estimação, principalmente se for um filhote, gera despesas que devemos levar em consideração. No entanto, certas vezes ficamos pensando em algumas coisas, se realmente é necessário o gasto com isso e se a coisa em questão tem alguma utilidade, como, por exemplo, o microchip.

Ele é obrigatório na maior parte dos países, mas, será que ele é realmente necessário? Ele serve para alguma coisa? Neste artigo vamos explicar a você como funciona um microchip e todas as suas vantagens.

O que é um microchip?

O microchip é um dispositivo muito pequeno, parecido com um grão de arroz, que deve ser inserido no pescoço do animal. Nele, é introduzido um código alfanumérico no qual se guardam os dados do proprietário, armazenando-os em um banco de dados.

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Caso o animal se perca, os dados do microchip podem ser lidos com a ajuda de um aparelho capaz de decodificar os códigos de barras, e, assim, é possível localizar o dono do cachorro.

Quando o dono denuncia o desaparecimento de seu animal de estimação, são acessados os arquivos nos quais está registrado o pet e se inicia uma busca pelos canis com o objetivo de localizar a rotas mais recentes pelas quais o animal passou. Se alguma delas for de onde o animal se perdeu, o dispositivo irá alertar o sistema onde estão armazenados os dados e, assim, irá reunir novamente o animal de estimação e o seu dono.

No entanto, infelizmente, acontecem roubos de animais de estimação que são feitos por profissionais capazes de ocultar dados do chip, evitando, dessa forma, o resgate do animal. Isso ocorre, principalmente, com os cachorros de raças caras.

Quais são as deficiências do microchip?

Como toda tecnologia que existe, esse dispositivo também tem deficiências e inclusive pode apresentar falhas. Bem, em outras palavras, é o sistema que o coloca em funcionamento que pode apresentar falhas. As causas são as seguintes:

  • Não existe um cadastro nacional. Por exemplo, na Espanha não existe um cadastro nacional de animais de estimação e, por isso, se o seu animal se perder em uma comunidade autônoma e aparecer em outra, no local que ele aparecer não constará a presença de seu animal de estimação nem dos seus dados. Para melhorar isso, seria preciso unificar todas as comunidades autônomas com o objetivo de poder recuperar um animal em qualquer lugar onde ele aparecer.
  • Desconhecimento dos donos. Poucos são os donos que sabem da existência de um número para onde telefonar quando acontece um desaparecimento, roubo ou perda. No caso de roubo, é fundamental ligar para esse número o quanto antes para que não dê tempo para os ladrões apagarem os dados. Esse telefone terá que ficar sempre a sua disposição no cartão que o veterinário entregar na hora de colocar o microchip.

Como melhorar a sua utilidade

O objetivo desse dispositivo, além de resgatar os animais perdidos, consiste também em acabar com o abandono. Contudo, ainda que, no geral, esses objetivos tenham sido cumpridos, não foi possível cumprir o que era desejado no começo.

Para conseguir que sua eficácia seja ainda maior é preciso pelo menos duas coisas:

  • Atualização de dados. Se o dono do animal mudar de endereço, de número de telefone ou, mesmo, se ele morrer, é necessário que tudo isso seja comunicado para localizar o dono o mais rápido possível. Em caso de falecimento, a atualização será feita com um familiar que possa se encarregar do animal, caso seja possível resgatá-lo.
  • Avisar sobre a sua perda. Se os donos não avisarem ao sistema de dispositivos sobre o desaparecimento, roubo ou perda do animal de estimação, dificilmente este poderá cumprir com seu objetivo final: recuperar o animal e entregá-lo ao seu dono.
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Não obstante, apesar dessas pequenas deficiências e das melhoras que precisam ser feitas, no geral, o microchip é muito útil e graças a ele foi possível recuperar muitos animais perdidos. Por exemplo, na Espanha, apenas em 2011, graças ao microchip, pôde-se recuperar o considerável número de 13,4 mil animais perdidos.

Além disso, agora existe uma rede europeia na qual se registra todos os animais com o dispositivo, desse modo, se seu animal aparecer em outra parte do continente, ele poderá ser localizado. Por isso, lembre-se sempre de denunciar o seu desaparecimento.