O pardal-doméstico ou pardal-do-telhado

novembro 28, 2017

Embora o seu número tenha diminuído consideravelmente, o pardal-doméstico continua fazendo parte da paisagem urbana de boa parte do mundo. Contaremos detalhes sobre esse simpático e vivaz animalzinho que, quando opta por não voar, se desloca dando pulinhos no chão e em outras superfícies.

O pardal-doméstico, um verdadeiro cidadão do mundo

Também conhecido como pardal-do-telhado, o Passer domesticus é uma ave passeriforme da família Passeridae, originária da Eurásia e do norte da África. Logo, o homem introduziu essa ave a diversos continentes, exceto na Antártida. Nos dias de hoje, elas se encontram nas zonas temperadas e urbanas do planeta Terra.

Pequeno mas robusto, o pardal-doméstico tem uma expectativa de vida de 7 anos, que pode se estender a 13, se viver em cativeiro. Entre as suas principais características físicas, podemos destacar:

  • Peso: 30 gramas.
  • Altura: entre 14 e 16 centímetros.
  • Patas curtas com coloração rosada.
  • Bico forte, grosso e cônico.

Diferenças entre o pardal-doméstico macho e a fêmea

No macho, a plumagem é cinza nas partes inferiores e um pouco mais escura no píleo. Além disso, apresenta manchas pretas na parte do tórax e da garganta. E tanto as supra-caudais como o crisso e as rectrizes são pardas. As asas, por sua vez, têm a coloração chocolate com uma faixa branca e algumas plumas pretas.

As duas faixas curvadas que vão desde a parte de cima de cada olho até o pescoço também têm a coloração chocolate. E, entre o bico e os seus olhos, ele possui uma faixa negra, como se fosse uma máscara. 

Já as fêmeas, que possuem um tamanho menor, apresentam a coloração cinza nas partes inferiores e no tórax, e um tom pardo nas asas, nas rectrizes e no píleo. Além disso, contam com uma faixa superciliar mais clara.

Embora façam parte da paisagem de muitas cidades no mundo,
os simpáticos pardais-domésticos diminuíram de número nos últimos anos

Uma ave acostumada a conviver com os humanos

Curioso e inteligente são bons adjetivos para descrever o pardal. Possuidor de hábitos sedentários e gregários, é comum encontrá-lo nas ruas, em parques e em jardins, onde parece não temer a presença humana. Ele também pode ser encontrado em hortas e granjas.

Pardais pousados sobre uma pedra com musgo

É comum vê-lo nesses lugares se deslocando com rapidez por meio de pequenos pulos. Isso porque ele costuma procurar comida no chão, aproveitando os desperdícios que os seres humanos produzem. Mas a sua alimentação é à base de sementes e também de alguns insetos que que ele caça, sobretudo para dar para as suas crias.

Além disso, você pode contemplá-los acasalando-se. E também tomando os seus característicos “banhos de pó” para tirar os parasitas do corpo. 

Alguns dados sobre a reprodução do pardal-doméstico

Em cada temporada de reprodução, o pardal-doméstico encontra um parceiro único. Na primavera, ele faz um ninho com plumas, folhas secas e, até mesmo, com restos de papel, tanto das fendas dos edifícios como das telhas ou dos troncos.

A fêmea costuma pôr entre 4 a 5 ovos por período de postura – podendo ter até 4 posturas a cada primavera –, que são incubados durante cerca de 10 dias, ou pela fêmea ou pelo macho.

Tanto o papai como a mamãe pardal se encarregam também de alimentar os filhotinhos que, depois de algumas semanas, já estão cheios de plumas.

O pardal-doméstico está desaparecendo das cidades

Apesar de tudo isso, o cartão-postal cotidiano das cidades, o pardal-doméstico, que antes convivia aos montes com os humanos, já não são nem tão habituais nem tão massivos. Estima-se que 63% dessas aves desapareceram da Europa entre 1980 e 2013.

As causas desse decréscimo na população de pardais estão em voga. Entre elas, podemos citar:

  • Mudanças climáticas
  • Pesticidas
  • Electromagnetismo
  • Emissões de dióxido de carbono
  • Falta de espaços para se abrigar e para construir os seus ninhos
  • Competição com novas espécies invasoras
  • Aumento de predadores (sobretudo de gatos que vivem nas ruas)

Sabe-se também que essas simpáticas criaturas costumam ser um grande indicador biológico da saúde nas cidades. Por isso, quanto menos virmos essas aves, com certeza, maior é a contaminação que existe nesse lugar. Então, pelo bem do nosso planeta e pelo bem da nossa humanidade, precisamos fazer tudo que estiver em nossas mãos para que esses simpáticos e cosmopolitas passarinhos pardos voltem a povoar os nossos grandes centros urbanos.