Os cães que combatem a caça ilegal na África

· março 13, 2017

Os safáris dedicados à caça de qualquer animal continuam sendo um grande problema para o planeta. Graças a esse “esporte”, muitas espécies se encontram em perigo de extinção. Neste artigo, você conhecerá a história dos cães que combatem a caça ilegal na África com a ajuda de seu olfato poderoso.

A caça ilegal na África

As autoridades já não sabem como fazer para que a caça (que já é ilegal) deixe de existir. A velha ideia de que o homem é o dono do planeta já foi longe demais: milhões de animais morrem todos os anos nas mãos de caçadores clandestinos. Essa é a realidade em algumas partes do continente africano, onde safáris especiais são organizados para esse fim.

Para evitar que a matança ilegal de animais silvestres, como elefantes, piore, um grupo de cães da raça Bloodhound passou por um treinamento especial. Eles usam o olfato refinado para rastrear e identificar os caçadores.

Em Mugie, no Quênia, grupos de pessoas armadas com rifles e escopetas especiais exploram a savana africana em busca dos poucos elefantes ainda vivos. Muitos deles atravessam caminhando a fronteira com a Somália para desfrutar dessa atividade horrível. Se somarmos a isso o trabalho dos traficantes, que por um punhado de dólares oferecem as presas dos animais, a situação é alarmante.

Na última década, a população de elefantes em toda a África diminuiu em um terço, graças, sobretudo, à caça clandestina. Todos os anos, caçadores matam cerca de 35 mil espécimes. Muitos o fazem por pura diversão. Outros, como negócio: vendem o marfim das presas em países como a China, onde o material é considerado um símbolo de status.

Governos corruptos, grupos armados e caçadores que não obedecem às leis estão contribuindo para acelerar a extinção dos elefantes africanos. É por isso que a luta pelo fim dessa atividade milionária virou uma verdadeira guerra.

Cães que evitam a caça ilegal

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Conscientizar estrangeiros e residentes não surte efeito algum. Muito menos criar sanções ou endurecer as penas. A educação nas comunidades aborígenes foi um dos primeiros passos para evitar que o problema se agrave irremediavelmente.

Foram organizadas patrulhas que emitem alertas ao identificar grupos de caçadores, as principais rotas de tráfico de presas de elefante foram rastreadas e foi aprovada a proibição da caça e até castigos físicos aos praticantes da atividade. Autoridades do Quênia permitem que funcionários de parques e reservas matem os caçadores que encontrarem rondando a área, apesar dessa não ser a solução ideal.

O trabalho do guia de parques não é mostrar os animais aos turistas, muito menos participar de grupos organizados e armados. Eles estão à procura de novas técnicas para proteger as espécies nativas. Uma das estratégias mais recentes é treinar cães da raça Bloodhound para identificar os caçadores clandestinos.

Os cães de guarda no Quênia

Na reserva de Mugie, na região central do Quênia, os primeiros cães já estão em guarda. Com o seu olfato desenvolvido (muito mais do que qualquer outra raça), são especialistas em seguir rastros quase imperceptíveis ao ser humano. A eficácia é tanta que essa iniciativa está sendo copiada por outros países do continente.

O problema é que a área dos parques é tão grande que os cães muitas vezes não conseguem chegar a tempo. Quando encontram o local da caça, o caçador já foi embora há várias horas. Entretanto, novos peludos integram o serviço de guarda nos parques.

Uma das maiores conquistas do trabalho canino foi ter alcançar um grupo de contrabandistas depois de persegui-lo por 50 km. Os criminosos foram presos portando um grande volume de marfim.

O principal objetivo de contar com os cães Bloodhound é dissuadir os caçadores clandestinos. E, até agora, os caninos surtiram efeitos muito positivos, já que quem quer matar animais em um parque que conta com esses cães sabe que não pode se esconder.