Posso ter mais de uma tartaruga russa?

agosto 7, 2018
Embora seja possível, é preciso considerar que essa espécie de quelônio apresenta um comportamento agressivo e territorial, podendo até atacar os donos

Os quelônios são animais de estimação bastante populares. Entretanto, questões básicas sobre seu manejo e comportamento são desconhecidas. Por exemplo, ter mais de uma tartaruga russa ou outras espécies terrestres pode não ser a melhor opção. Isso pode causar diversos incidentes entre esses animais.

Embora este artigo seja direcionado para a tartaruga russa, você pode aplicar nossas dicas para outras tartarugas terrestres; principalmente as do gênero Testudo.

Conheça a tartaruga russa

A tartaruga russa, também chamada de tartaruga de Horsfield (Testudo horsfieldii) é uma das espécies de tartarugas terrestres mais comuns como animal doméstico. Isso acontece, principalmente, por ser bastante comum na EurásiaAssim como outros quelônios apresenta dimorfismo sexual, caracterizado, entre outras coisas, por machos menores que as fêmeas

Entretanto, existem outras características que diferenciam o sexo dos indivíduos, como a distância da abertura da cloaca, a forma e a curvatura do casco, o comprimento das escamas anais e a forma das placas supracaudaisÉ muito importante diferenciar o sexo das tartarugas; a fim de saber se podemos ter mais de uma tartaruga russa no mesmo terrário.

Posso ter mais de uma tartaruga russa?

Assim como outros quelônios, a tartaruga russa é ectotérmica e necessita da luz do sol para acelerar seu metabolismo. É por isso que as condições do terrário e o acesso à luz solar são tão importantes na hora de diagnosticar problemas de comportamento nessa espécie e em outros répteis.

tartaruga russa

Além disso, as condições do terrário determinam a reprodução, já que ela acontece após a hibernação. O macho realiza um cortejo muito insistente com a fêmea, com certa dose de agressividade. Os machos perseguem a fêmea, batem nas costas dela e até as mordem.

É preciso lembrar, além do mais, que assim como na maioria das tartarugas terrestres, a tartaruga russa é um animal solitário. Embora se juntem para a cópula, ter várias tartarugas desse tipo em cativeiro pode causar incidentes. Eles podem ser causados não apenas por motivos sexuais, mas também territoriais; principalmente no caso de terrários pequenos.

Isso acontece porque as espécies pertencentes ao gênero Testudo são conhecidas por sua territorialidade. Assim, um único indivíduo em casa pode resultar em agressões a objetos inanimados ou aos donos, principalmente em condições de manejo inadequadas.

Dicas para ter mais de uma tartaruga russa

Os animais exóticos são difíceis de serem mantidos em cativeiro. Por isso, o melhor é começar cuidando de espécies mais simples. E as tartarugas terrestres talvez não sejam uma delas. O ideal, no caso de espécies como essas, é contar com ambientes externos e amplos, principalmente no caso de ter vários exemplares juntos.

tartaruga russa

Caso o terrário seja interno, é aconselhável que os donos tenham apenas uma única tartaruga russa. Mas caso tenhamos vontade de ter mais de um exemplar; não é recomendável ter um macho e uma fêmea. Entretanto, se quisermos ter machos, a dica é que eles convivam com pelo menos três fêmeas e em um terrário espaçoso e com acesso ao exterior.

Para evitar esse tipo de problema é necessário ter terrários com possibilidade de criar barreiras que limitem o contato entre os animais, tanto físico como visual.

O comportamento agressivo e insistente em época de cio é perfeitamente normal. Mas as fêmeas em estado selvagem podem se afastar dos machos. Por isso, outra opção no caso de se ter mais de uma tartaruga terrestre, é optar por ter vários terrários, para juntar esses animais apenas de vez em quando.

Esse tipo de problema evidencia como as espécies exóticas são complicadas. Além da importância do veterinário e de outros profissionais na conscientização sobre sua posse responsável. Lembre-se que, embora comuns, o número de tartarugas russas diminuiu muito por causa do tráfico ilegal. Uma demonstração do risco de ser considerada uma espécie em perigo de extinção.

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