Torção do estômago em cães: entenda o problema

junho 11, 2018

A síndrome de dilatação gástrica ou torção do estômago em cães é uma doença aguda que ocorre em alguns animais domésticos, como cachorros. Se não for tratada com urgência, pode causar a morte do seu animal. Por isso é muito importante que você conheça o problema. Neste artigo, contaremos tudo o que você precisa saber.

Torção gástrica em cães: o que é e quais são as suas causas?

A taxa de mortalidade em casos de torção do estômago é muito elevada: os animais que não recebem tratamento morrem em 100% dos casos. Aqueles que são levados com urgência ao veterinário apresentam 65% de chance de sobrevivência.

Cachorro preto e marrom descansando sobre tapete vermelho
Autor: Christine und David Schmitt

Embora não se saiba exatamente a causa desse problema mortal, a hipótese mais aceita pelos médicos é o acúmulo de gases no estômago. Com isso, a dilatação (inflamação) é tamanha que os ligamentos não suportam. O peso do estômago provoca um giro no intestino. Isso provoca um colapso no suprimento de sangue e o estrangulamento das artérias e veias que atravessam o estômago.

O sangue não consegue chegar aos demais órgãos vitais e a oxigenação fica comprometida. Por fim, o animal apresenta arritmia cardíaca e um choque fatal.

Essa explicação bastante “gráfica” nos ajuda a entender o que é a torção do estômago e por que não deve ser negligenciada. Entre as principais causas da dilatação estomacal, estão:

1. Ingestão exagerada de alimentos

Se o seu cão come de maneira voraz ou bebe líquido muito rápido, é mais propenso a sofrer desse problema. A torção gástrica também aparece em cães que comem mais que própria a ração (por exemplo, se ingerem o alimento dos demais animais) ou devoram a comida após praticarem exercícios físicos.

2 . Doenças

Os cães idosos são vulneráveis à torção gástrica se, por causa de alguma enfermidade, não conseguem eliminar corretamente os gases. Fique alerta caso alguém da família do animal tenha sofrido do problema.

3. Estresse

As mudanças na rotina, viagens, separação do dono, ficar muito tempo sozinho ou a morte de alguém da família. Tudo isso pode levar o peludo a comer em excesso e ficar mais propenso a desenvolver uma torção no estômago.

4. Raças

Embora a torção gástrica possa acometer qualquer cachorro, existem raças mais vulneráveis que outras. Preste atenção se o seu animal de estimação tem o peito afundado e o estômago distendido, ou se é do tipo grande ou molosso. Basicamente, verifique se é de uma das seguintes raças: Doberman, Chow Chow, Pastor Alemão, Galgo, Dálmata, São Bernardo, Weimaraner e Boxer.

Os sintomas que ajudam a detectar essa doença (e que servem de aviso para levarmos o peludo ao veterinário imediatamente) são:

  • Nervosismo: o cão fica inquieto e olha a própria barriga constantemente.
  • Inflamação do abdômen: se bater suavemente com a mão, a barriga soa como um tambor.
  • Vômitos: embora tente vomitar, a única coisa que o animal expulsa é uma saliva espumosa.
  • Arrotos, salivação abundante e espasmos abdominais
  • Dificuldade para respirar
  • Fraqueza e depressão

Diagnóstico e tratamento da torção de estômago em cães

Após identificarmos que o animal apresenta sintomas da dilatação gástrica, devemos levá-lo o mais rápido possível ao veterinário. Certifique-se de que ele não se mova muito e esteja confortável durante o transporte. O profissional fará uma radiografia para examinar com clareza o estômago e observar se o orifício que o conecta ao intestino sofreu uma torção.

Cachorro com olhar triste
Autor: Soggydan Benenovitch

Em seguida, ele administrará antibióticos e fluidos por via intravenosa para acalmar o peludo. Depois, fará a extração do conteúdo do estômago através de uma sonda e prosseguirá com uma lavagem gástrica. Finalmente, uma cirurgia fixará o estômago na parede torácica, evitando uma nova torção. As primeiras 48 horas são cruciais na sobrevivência do animal.

Como prevenir a torção?

Para evitar que o seu bicho de estimação sofra uma dilatação do estômago, recomendamos que:

  • Ofereça alimento em frações menores
  • Evite que beba muita água depois de comer
  • Restrinja a prática de exercícios
  • Não o deixe comer à noite
  • Evite situações estressantes para o animal

Fonte da imagem principal: Beatrice Murch