Um documentário impressionante contra o abandono de animais

· março 6, 2017

Se você quiser saber um pouco mais sobre o abandono de animais na Espanha, uma boa forma é assistir ao documentário Cachorro, demasiado humano realizado pela associação Acento Cultural. Pensado como uma forma de dar voz aos que não têm, a película aponta os principais problemas na relação homem-cão na atualidade.

Saiba mais sobre Cachorro, demasiado humano

Ao longo de seus 66 minutos de duração, o documentário tenta desvendar o que leva o homem, que durante séculos moldou o cão à sua vontade e para benefício próprio, muitas vezes a se livrar dessas criaturas inocentes.

Para explorar ainda mais a questão do abandono de animais – além de outros temas – o documentário conta com depoimentos em primeira mão de:

  • Veterinários,
  • Voluntários de abrigos,
  • Caçadores,
  • Adestradores,
  • Profissionais que trabalham com cães,
  • Usuários de cães-guia
  • Ativistas e defensores dos direitos dos animais

“Neste artigo, contaremos a você tudo sobre Perro, demasiado humano, um documentário que, entre outros assuntos, aborda a problemática do abandono de animais na Espanha”.

Um documentário que vai muito além do tema do abandono 

O ponto de partida da película foi a protetora Ladridos Callejeros de Tomelloso, na província de Cidade Real (Castilla-La Mancha).

A partir daí, o documentário aprofunda temas como:

  • Criadouros (legais e ilegais)
  • Caça
  • Maus-tratos (psicológico, físico, humanização)
  • Legislação
  • Canis e associações protetoras de animais
  • Conscientização
  • Serviço de cinologia
  • Cães de terapia
  • Cães-guia

Dando voz aos que não têm

Para retratar a relação cheia de nuances entre humanos e cães ao longo de tantos anos de convivência, o documentário também recorre ao poeta Dionisio Cañas. O intelectual faz um apanhado de diversas obras literárias das quais os cachorros são uma parte substancial.

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A película também conta com depoimentos de diversas personalidades, entre elas:

  • Carlos Rodríguez, veterinário e locutor do programa Como el perro e el gato, da rádio Onda Cero.
  • Aninha Mendoza, que oferece a sua casa como abrigo para cães.
  • David Martín Bernal, Margarita Palomino e Lucía LaHoz Pradillos, também veterinários.
  • Carmelo Serna, Laura Ruiz Espinar, Eva Espinosa, Miguel Serrano Rodríguez, Luis Martínez González e Nuria Espinosa López, voluntários da protetora Ladridos Callejeros.

Outras informações sobre o documentário

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De acordo com Clara López Cantos, a diretora de Perro, demasiado humano, a realização do documentário durou dois anos de muito trabalho. A equipe contou com 27 pessoas que colaboraram voluntariamente para a realização do projeto, que foi financiado graças a patrocinadores e doações.

A película participou de importantes festivais e foi exibida em diversas salas de projeção. Hoje está disponível no YouTube, através deste link.

Infelizmente, o abrigo Ladridos Callejeros, elo fundamental de Perro, demasiado humano, acabou encerrando as atividades recentemente por falta de recursos financeiros. Mas os membros da associação seguem trabalhando de diversas formas em prol da defesa dos direitos dos animais abandonados e maltratados.

Abandono de animais, um problema urgente

De acordo com os números apontados pelo último estudo sobre abandono de animais de estimação, realizado pela Fundação Affinity, em 2015 foram resgatados nas ruas da Espanha 104.501 cães e 33.300 gatos. Esses dados são apenas um pouco menores que os contabilizados em anos anteriores.

Um dado encorajador é que o número de animais perdidos que foram recuperados pelos donos aumentou. E tudo isso graças ao aumento de peludos, principalmente cães, identificados com microchip.

Além disso, as dificuldades econômicas já não são o principal motivo que leva as pessoas a abandonarem um cachorro ou um gato. Os problemas de comportamento ou de adaptação que os animais possam apresentar são os que mais levam ao abandono.

Mas, embora haja alguns sinais animadores, o abandono continua sendo o principal problema que assola mascotes espanhóis. O trabalho de conscientização e educação deve ser permanente. E documentários como Perro, demasiado humano são mais que bem-vindos.