Animais robóticos: mais perto da realidade

13 Janeiro, 2021
Os sonhos mais improváveis da imaginação humana estão se tornando cada vez mais palpáveis. Os animais robóticos são o exemplo físico e tangível disso.

Os robôs são uma figura quase onipresente quando imaginamos um futuro distante. A literatura, o cinema e agora até mesmo a própria ciência levaram a robótica a limites dignos das obras de Isaac Asimov. Mas e quanto aos animais robóticos?

Conforme a robótica se aproxima do campo da biologia, as possibilidades passam a se estender em milhares de direções, desde modelos animais para inteligência artificial até animatronics que fazem maravilhas como, por exemplo, escalar uma parede. Se essa breve introdução despertou a sua curiosidade, então continue lendo.

Animais robóticos atualmente

Os animais robóticos – ou que pelo menos são capazes de reproduzir algumas das qualidades dos animais – são uma evolução natural da tendência humana de imitar outros seres vivos para melhorar alguns aspectos de sua vida. Aqui, vamos falar resumidamente sobre alguns casos que vão te surpreender:

  • Lagartixas robô: as lagartixas têm a incrível capacidade de aderir a qualquer superfície, por mais lisa que seja, graças às microespátulas dos seus dedos – que também podem controlar. Ao imitar essas estruturas, foi possível fazer com que diferentes modelos de robôs conseguissem escalar superfícies de qualquer tipo.
Animais robô: mais perto da realidade

Robôs para dilemas morais

Recentemente, uma empresa californiana criou um golfinho robótico que foi introduzido em um zoológico. Ele é tão realista que o espanto dos visitantes foi generalizado: a maioria não foi capaz de distingui-lo de um golfinho verdadeiro à primeira vista.

Assim, essa empresa propôs uma solução para um dos dilemas mais discutidos atualmente: é ético manter animais em zoológicos para o conhecimento e o entretenimento dos humanos? A possibilidade de criar seres vivos robóticos tão realistas a ponto de serem confundidos com verdadeiros seres coloca em dúvida a necessidade de certas práticas atuais.

Além disso, sugere-se que essa proposta poderia não ficar reduzida apenas aos zoológicos: você consegue imaginar um elefante mecânico caminhando por um parque? As possibilidades são tantas que até animais extintos poderiam ser reproduzidos. Eles não comem nem bebem, não precisam de espaço para correr e são virtualmente imortais.

Um mundo de possibilidades, mas com reservas

Um cenário utópico em que animais robóticos substituem os verdadeiros parece bom logisticamente, mas também atrai críticas. Alguns argumentam que isso resolveria o problema do enclausuramento, mas poderia perpetuar a concepção de que os animais são uma mera ferramenta para uso humano.

Por outro lado, questiona-se o impacto ambiental que isso teria. A liberação de robôs em espaços abertos apresenta uma série de desvantagens para a natureza que, se não forem resolvidas, tornarão essa alternativa uma pobre substituição da realidade. Além disso, os componentes eletrônicos raramente são biodegradáveis ​​e têm um impacto visual significativo.

Animais robô: mais perto da realidade

São muitas as ideias que surgem a partir dessa proposta. Tanto a favor quanto contra, todas essas correntes nada mais são do que o reflexo do início de uma nova etapa. Juntos, os animais e a robótica nunca estiveram tão perto de resolver problemas tão discutidos.

A ciência vai nos devolver os dias dourados em que mamutes e dodôs caminhavam pela Terra, ou esses animais mecânicos vão se tornar um monumento da nossa decadência? Resta esperar e tentar fazer o melhor possível.