Cantor espanhol Joaquín Sabina e sua paixão pelos gatos

· julho 31, 2018

O famoso cantor espanhol é um fã declarado dos felinos. Isso se reflete em sua obra artística, que não se limita apenas a suas canções. Poemas, desenhos e até um livro deixam clara a admiração do cantor pelos gatinhos. Conheça o amor de Joaquín Sabina pelos muitos animais que convivem com ele.

Além de dividir seu teto com uma boa quantidade de gatinhos, o mais famoso trovador de Úbeda, na região de Andaluzia, já dedicou poemas, desenhos e gloriosas estrofes de suas canções aos Felis catus. Portanto, o Meus Animais vai mostrar hoje um resumo da boa relação de Joaquín Sabina com os gatos.

O trovador e seus gatinhos

“E se você se vai, eu me vou pelos telhados / como um gato sem dono”, canta Sabina em uma das suas mais apreciadas músicas: “Y sin embargo”. Além disso, o fato é que ele adotou mais de um gatinho. Em seu apartamento, em Madrid, ele convive com mais de meia dúzia destes animais adoráveis. Entre eles:

  • Elvis
  • Judas Tadeo
  • Margot
  • Rojo
  • Lolo
  • Demon
  • Margarito

E, embora suas canções criem metáforas com o lado mais ousado e boêmio dos felinos, a verdade é que tanto ele como seus gatos vivem uma vida mais que tranquila na capital espanhola.

“Como um gato no cio/ patrulhando a cidade / à procura de uma gatinha  / naquela maldita hora / em que os bares estão a ponto de fechar / quando a alma necessita / de um corpo para acariciar”. Assim escreve o maestro.

Joaquín Sabina e seus gatos

A relação dos artistas, sobretudo escritores, com os gatos tem uma longa história. Mas, desta vez, queremos enfatizar o vínculo peculiar entre Joaquín Sabina e os gatos através de canções, poemas e desenhos.

Um artista envolvido com o universo dos gatos

“Você não pode imaginar um gato brincando com um osso quinhentas vezes e andando com ele todo babado. Os gatos vivem bem sozinhos, são seres livres e muito domésticos. (…) Ocupam a casa de modo que você acaba sendo seu servo e mendigando que queiram ficar com você. Eles são absolutamente superiores”, disse Sabina uma vez.

“Merda de gato ao coronel que mata“, ele escreveu em seu poema “Dolor de Arabia”inspirado na guerra do Iraque. E ele sabe bem por que desejar essa matéria fecal ao uniformizado em questão.

Em outra poesia (Gatos, publicada na revista Interviú), mostra sua sintonia com o mundo dos gatinhos. E assim ele os descreve: “Não obedecem ao mestre / os gatos / mas sabem / que os deuses são anjos / caídos”.

Joaquín Sabina e os gatos, além da rima

Mas o relacionamento de Sabina com os gatos não termina com poemas e canções. Aqueles que estão envolvidos com a obra deste andaluz universal, como o descreveu uma vez seu amigo Luis Eduardo Aute, sabem de sua paixão pelo desenho.

Sabina e seus gatos
Fonte: www.joaquinsabina.net

É assim que os gatinhos foram também retratados na obra deste prolífico artista. Por exemplo, em Garagatos, um livro que reúne 66 de seus desenhos, acompanhados por um texto com a caligrafia do próprio artista e em que os gatinhos não estão ausentes, como o título já deixa claro.

Trata-se de uma publicação de 2016. É uma edição única e limitada de apenas 4998 exemplares, numerada e assinada pelo autor. Nela, não faltam barcos, peixes e, claro, mulheres, muitas mulheres.

Uma piada para toda a poesia

Se o garoto dos seus sonhos te pedisse que “me deixe abrir a varanda de seus olhos de gata”, como você reagiria? O andaluz escreveu esta cantada em “Y nos dieron las diez”. Ou pelo menos é isto que pensamos que seja, já que, como ele, amamos os felinos. Porém, há mais.

“Antes que você me queira como quer um gato / saio com qualquer uma que se pareça contigo”, ele canta em “Camas vacias”. E aqui não estamos inteiramente certos sobre o que ele queria expressar. O que é certo é que esses versos pouco ou nada importam para seus amigos felinos e ele está ciente disso.

Nós, do Meus Animais, cremos que muitas pessoas desejariam ser queridas como os gatinhos são para Sabina. E ele assegura que sempre contará com seus animais. “Eu vou acabar como uma puta velha / falando com meus gatos”, ele diz na magnífica “Lágrimas de Mármol”, incluída em seu último disco. Não temos dúvida de que ele sabe o que diz.