Colapso traqueal em cães: sintomas e tratamento

O oxigênio é vital para o funcionamento do corpo. Quando seu nível é diminuído por doenças como o colapso traqueal em cães, as consequências podem ser muito graves.
Colapso traqueal em cães: sintomas e tratamento

Última atualização: 15 Novembro, 2021

Com certeza você conhece muito bem seu animal de estimação e identifica seu comportamento normal. Qualquer alteração é um alerta do qual você deve estar ciente, pois pode ser a manifestação de uma doença. Algumas doenças respiratórias, como o colapso traqueal em cães, precisam ser diagnosticadas por profissionais, pois seus sintomas são semelhantes aos de outros problemas do mesmo sistema.

Nem todos os sinais respiratórios são causados por patógenos como vírus e bactérias, pois a origem de algumas patologias é antiga. Desde o primeiro momento que você observa um problema respiratório no seu cão, é necessário agir, pois a maioria das doenças diagnosticadas precocemente tem um prognóstico favorável. Continue lendo e descubra mais sobre esse colapso interessante.

O que é o colapso traqueal?

O colapso traqueal em cães é uma doença caracterizada pelo achatamento dorsoventral da traqueia. Como consequência, o espaço desse tubo é reduzido, causando grande dificuldade para respirar. Normalmente, o achatamento está localizado na região cervical, embora em alguns exemplares possa se estender aos brônquios.

Por ser um distúrbio do trato respiratório, é comum que doenças como o colapso laríngeo e brônquico ocorram simultaneamente. Contudo, cada uma das doenças exige um diagnóstico individual para depois iniciar um tratamento especializado.

A principal causa do colapso traqueal em cães não está definida. Porém, considera-se que a deficiência da matriz orgânica da cartilagem traqueal tem muito a ver com isso. Essa deficiência faz com que os anéis traqueais não tenham a capacidade de permanecer firmes e, eventualmente, fechem.

Levando em consideração a diminuição da porcentagem de espaço na traquéia, o colapso traqueal em cães pode ser classificado em 4 graus:

  • I: redução de 25%.
  • II: redução de 50%.
  • III: redução de 75%.
  • IV: redução perigosa que às vezes chega a 100%.
Um desenho da área traqueal em cães.

Predisposições genéticas

A maioria dos pacientes com diagnóstico de colapso traqueal são cães de meia-idade e geriátricos. É uma doença congênita, e raças pequenas como chihuahua, pomerânia, poodle, yorkshire terrier, pequinês e bichon maltês têm maior predisposição genética do que raças grandes.

A idade média de início da manifestação dos sintomas é de 6 a 7 anos. O colapso traqueal em cães é considerado uma patologia progressiva e degenerativa. Se a sintomatologia começar em uma idade precoce, os filhotes terão uma chance menor de sobrevivência.

Sintomas de colapso traqueal em cães

As doenças respiratórias frequentemente apresentam sintomas muito semelhantes. No caso de colapso traqueal em cães, o principal sinal observado é uma tosse característica, semelhante a um grito. Durante os momentos de excitação e atividade física que provocam agitação no animal, a tosse costuma aumentar.

Se o seu animal de estimação sofre dessa doença, é provável que também apresente os seguintes sinais:

Devido ao déficit de oxigenação em todos os órgãos e sistemas, o funcionamento do organismo do cão pode ser alterado e causar o surgimento de patologias secundárias. Hipertensão pulmonar, traqueíte e bronquite resultantes desse colapso são condições comuns, e juntas podem levar à insuficiência cardíaca.

Como o colapso traqueal é diagnosticado?

Para começar, o veterinário pode solicitar uma radiografia de tórax e pescoço. O objetivo desse exame é avaliar as estruturas adjacentes à traqueia (o coração e o parênquima pulmonar). No entanto, o método mais útil para obter um diagnóstico definitivo de colapso traqueal em cães é a endoscopia.

Esse exame permite avaliar detalhadamente a evolução da doença e até mesmo o grau de severidade em que seu animal de estimação se encontra. O colapso traqueal em cães é uma patologia dinâmica, ou seja, sofre constantes alterações. Daí a importância da implementação de exames como a endoscopia, que permitem visualizar a situação do problema em tempo real.

Tratamento do colapso traqueal em cães

Assim que o colapso traqueal em cães for diagnosticado (junto com seu grau de evolução), é hora de começar o tratamento. Quando o paciente está nas 3 primeiras fases da doença, é possível indicar a administração de medicamentos. Ao contrário, em cães que atingiram o estágio 4, a intervenção cirúrgica será a única opção.

Fármacos

Para reduzir a alta demanda de oxigênio causada pela excitação e pela respiração ofegante, uma pequena dose de tranquilizante é recomendada. Posteriormente, o veterinário decidirá a dose do antitussígeno necessária. O colapso traqueal em cães geralmente tem uma boa e rápida resposta ao uso de butorfanol injetável.

Em decorrência da cianose, será necessário realizar uma oxigenoterapia para estabilizar o paciente. Broncodilatadores como a teofilina e alguns corticosteroides podem ser indicados pelo profissional nos casos de colapso traqueal crônico. O objetivo principal de todos os medicamentos administrados é a redução dos sintomas.

Cirurgia

Como última opção, se o estado do seu animal for muito grave com quase todo o espaço traqueal obstruído, ele terá que passar por uma intervenção cirúrgica de emergência. O veterinário fará uma avaliação rápida do paciente para qualificá-lo como candidato a tal intervenção. Se estiver apto, ele irá para a sala de cirurgia.

Na busca pela solução do colapso traqueal em cães, existem duas opções: a reconstrução da traqueia ou a colocação de uma endoprótese (fornece um suporte artificial à traqueia e impede seu fechamento). Ambos os procedimentos requerem certos cuidados pós-operatórios, bem como monitoramento cuidadoso por parte do veterinário.

Um cão sedado recebendo oxigênio.

Como você deve ter notado, o colapso traqueal em cães pode se tornar uma doença muito perigosa (até mesmo fatal). Se você convive com um animal de estimação que apresenta as características que mencionamos acima, a melhor forma de evitar complicações e condições secundárias é avisar o veterinário sobre qualquer anomalia. A saúde do seu melhor amigo está em suas mãos.

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