Como é a lagarta processionária?

· março 31, 2019
A lagarta processionária pode causar sérios problemas aos cães, mesmo que eles só se aproximem delas para farejar!

Quando a primavera chega e as temperaturas aumentam, todos os tipos de vermes e insetos começam a aparecer; entre eles, a clássica lagarta processionária. Este estranho animal é mais visto no campo, mas também já começa a aparecer em parques e jardins de áreas urbanas.

Reconhecemos essa espécie de verme porque forma estranhas linhas que podem ser muito curiosas. No entanto, a lagarta processionária, além de gerar um grande impacto ambiental, acarreta um sério perigo para os animais de estimação.

A seguir, veremos alguns elementos para conhecer melhor esse animal único e os perigos que ele traz consigo.

Alguns fatos sobre a lagarta processionária

A lagarta processionária (Taumetopoea pitycampa) é uma espécie de lepidóptero que, todos os anos, invade algumas áreas da Península Ibérica. É encontrada nas florestas do centro e do sul da Europa, e é considerada uma praga.

As lagartas dessa espécie têm cabeça e a pele pretas e um tom de cinza nas laterais do corpo. Elas são cobertas com pelos avermelhados chamados tricomas, que podem causar muita irritação.

É por isso que elas são perigosas para os seres humanos, sobretudo para os animais de estimação e principalmente para os cães.

A lagarta processionária tem um comportamento social que faz com que elas se enfileirem uma após a outra. Elas descem do ninho em direção ao chão em forma de fila única que constroem nas árvores, como se fosse uma procissão. Por isso também são conhecidas como lagartas processionárias do pinheiro.

Essas lagartas sempre se movem juntas enquanto formam fileiras; uma vez que o momento chega, elas se enterram no chão para terminar o seu desenvolvimento lá. Então, alguns meses depois, elas se tornam borboletas.

São encontradas principalmente em pinheiros do Mediterrâneo, mas elas também estão presentes em abetos e cedros.

Por que a lagarta processionária é perigosa?

As lagartas do pinheiro são perigosas principalmente para animais de estimação, pois podem causar alergias e urticária.

Quando se sentem ameaçadas, liberam seus pelos tóxicos, e os cães são as principais vítimas.

Cada lagarta tem cerca de 500.000 pelos repletos de uma toxina chamada taumatopoína. Esses pelos agem como verdadeiras agulhas capazes de injetar essa toxina na pele ou no muco dos nossos bichinhos.

Basta que eles toquem em uma delas ou se aproximem dessas lagartas para cheirá-las para serem afetados. Pode causar irritação nos olhos, nariz, garganta ou uma reação alérgica séria que pode ser grave.

Para controlar esta praga, são aplicados métodos físicos, químicos e biológicos. Um dos mais comuns é a queima dos ninhos durante os meses de setembro a novembro.

No entanto, hoje em dia são muito utilizadas as armadilhas de feromônios para os machos. Isso impede a reprodução e acaba por ser um método muito eficaz.

Grande fileira de lagartas processionárias enfileiradas

Como saber se um cachorro foi intoxicado

É muito fácil para um cão encontrar uma dessas lagartas durante as suas caminhadas. E o mais provável é que ele se aproxime delas, principalmente se for um cachorro jovem, mais inquieto e curioso.

É possível que p seu cachorro cheire, lamba, coma ou apenas toque em uma dessas lagartas com o focinho. Isso será suficiente para provocar uma reação.

Os sinais de que um cão esteve em contato com uma lagarta processionária e foi intoxicado são variados. Os mais comuns são coceira intensa ou urticária, inchaço dos lábios, inchaço da língua e salivação excessiva. O cão geralmente também ficará nervoso e agitado, e tentará coçar a boca com as patas dianteiras.

É possível que o animal também apresente febre, vômito ou diarreia, caso tenha engolido a lagarta. O mais importante é estar atento ao estado da língua.

Ela geralmente fica inflamada e roxa. Se um tratamento não for iniciado imediatamente, podem ocorrer áreas com necrose e perda de tecido.

Os danos causados à língua podem significar que o seu cão pare de comer, com todos os problemas que isso trará.

Em casos mais graves, pode ocorrer edema facial ou faríngeo, que causa dificuldade em respirar. Também é possível que se gere uma reação anafilática que pode ter um desfecho fatal.

Se você suspeitar que um cão foi intoxicado por uma lagarta processionária, é recomendado consultar um especialista imediatamente. E, como sempre, a melhor atitude é evitar o contato com esses animais.

É preferível evitar caminhar com cães em áreas onde há pinheiros durante os meses de fevereiro, março e abril, para minimizar o risco de exposição.