Como surgem as pérolas?

· maio 11, 2018
Essas esferas de madrepérola levam uma década para serem fabricadas pelas ostras, a partir de partículas que entram em seus corpos. As joias resultantes, conhecidas como pérolas, são altamente valorizadas no mercado.

Muito apreciadas na joalheria, usadas para formar colares ou brincos, essas esferas esbranquiçadas surgem graças a um processo biológico muito complexo. No artigo a seguir, você saberá como as pérolas são formadas e quais são os diferentes tipos existentes.

Como as pérolas são criadas e quem as produz

As pérolas são esferas de nácar criadas dentro do corpo mole dos moluscos –  bivalves como a ostra – e para isso usam as partículas que entram em seu organismo.

Mas antes de falar sobre o trabalho duro que deve ser feito, seria bom entender um pouco sobre como é o organismo desses seres marinhos. Como primeira informação, devemos ter em mente que estes são animais com duas ‘partes’ unidas por uma membrana articulada, que abre ou fecha de acordo com as suas necessidades.

Dentro da casca, há órgãos como boca, sistema digestivo e músculos. Eles são cobertos com um manto que os protege e impede que partículas não comestíveis cheguem ao corpo, sendo engolidas, causando efeitos prejudiciais à saúde desse molusco.

Uma vez que não se pode impedir o acesso das partículas, o invertebrado reage cobrindo esse ‘perigo’ com camadas de uma mistura de cristais de carbonato de cálcio e uma proteína conhecida como conchiolina.

Colar de pérolas

Após cerca de 10 anos de ‘proteção’, o resultado é uma esfera de madrepérola quase perfeita, conhecida como pérola. Portanto, esses elementos tão apreciados no campo da joalheria surgem após um processo biológico nada simples.

Pérolas naturais versus pérolas cultivadas

As pérolas podem ser de diferentes tamanhos, formas (esferas ou em forma de lágrima) e cores, que passa pelo branco até o preto. Basicamente, estes são os três critérios para se avaliar e cotar uma pérola.

Esses objetos minerais têm sido usados ​​desde a antiguidade para criar joias e são muito apreciadas por pessoas da realeza e com alto poder aquisitivo.

As pérolas naturais são muito caras, porque é difícil obtê-las e porque o processo de produção é muito longo. Além disso, nem todas as ostras as fabricam: apenas uma em cada 10 mil termina o trabalho e nos oferece uma linda esfera em madrepérola.

Isso não significa que a demanda por pérolas seja baixa, muito pelo contrário. Atualmente, devido à demanda, é necessário produzi-las artificialmente, dando origem à popularmente conhecida pérola “cultivada”.

Para se obter uma pérola deste tipo – 99% das vendidas em lojas não são naturais – é necessário forçar a natureza. O processo é o seguinte: a ostra é aberta, um corte é feito no manto e um elemento irritante é introduzido.

A reação do animal é produzir madrepérola para revestir esse agente estranho. E, devido à quantidade de substâncias externas que acumulou, a ostra produzirá então a pérola em um tempo “recorde”, comparadas a àquelas que vivem no fundo do mar.

Colar de pérolas

Porque elas são produzidas de forma maciça, as pérolas cultivadas são menos apreciadas do que as pérolas naturais, embora a qualidade seja a mesma, porque o processo de “fabricação” é o mesmo.

Tipos de pérolas

Agora que você já sabe como as pérolas são criadas, pode aprender sobre seus diferentes tipos, dependendo da região de onde vêm, suas características e cores:

  1. Pérola da Austrália

Elas são cultivadas artificialmente no norte da Austrália, na Indonésia e nas Filipinas, e possuem três formas diferentes: esfera perfeita, lágrima e irregular. Levam entre três e nove anos para serem produzidas. Podem ser brancas, pastel ou pretas e medem entre 9 e 28 milímetros.

  1. Pérola Akoya

Surgem nas águas salgadas do Japão, embora difíceis de serem cultivadas, sempre têm uma forma arredondada. Suas cores oscilam entre rosa e bege e podem medir entre seis e oito milímetros.

  1. Pérola do Taiti

As ‘fábricas’ destas pérolas são encontradas nas ilhas do Oceano Pacífico, especificamente na região da Polinésia Francesa, e chamam a atenção porque são negras e porque seu tamanho atinge 13 mm.

  1. Pérola Mabe

Também originárias do Japão, mas, neste caso, elas crescem ligadas às conchas do molusco e, portanto, não são esféricas, um lado é plano (é usada na fabricação de pingentes). O tempo de cultivo é de aproximadamente dois anos.

  1. Pérola de água doce

São as únicas pérolas criadas em água doce – rios e lagos – são originárias da China e são as mais baratas do mercado, porque sua qualidade é inferior às das demais existentes. Elas levam de seis meses e quatro anos para serem fabricadas.