Conheça Istambul: a cidade dos gatos

· novembro 30, 2018
Embora os felinos fossem nativos da região, com a chegada dos navios mercantes, eles se multiplicaram. Longe de serem considerados "pragas", esses animais são venerados pelos habitantes locais.

Todos sabem que a Turquia é uma das civilizações ocidentais com história mais impressionante. A capital, Istambul, tem sido chamada de encruzilhada do mundo em muitas situações. Mas poucos sabem que ela também é conhecida como a cidade dos gatos.

De Constantinopla a Istambul: séculos de história

Istambul, originalmente chamada de Constantinopla pelo imperador Constantino I, foi fundada no século IV d.C.

Foi a capital do Império Romano do Ocidente e sua principal cidade portuária ao longo dos séculos. Isso graças ao estreito de Bósforo, que separa a Europa e a Ásia.

Por essa razão, ficou conhecida como a “encruzilhada do mundo”, graças ao choque de culturas que havia ali.

Atualmente, é conhecida como Istambul, nome dado com a chegada do Império Otomano. O sultão Mehmed II mudou o nome da cidade por motivos políticos.

Mas, onde os gatos entram nessa história? A princípio, os gatos eram nativos dessa região. Porém, com a chegada dos navios mercantes, muitos outros felinos chegaram à cidade.

À medida que o tempo passava, mais e mais bichanos entravam em Istambul e faziam dela seu novo lar.

O carinho dos habitantes por esses animais era tão grande que, nas construções mais antigas, é possível observar buracos por onde os gatos podiam entrar e sair. 

Podemos concluir que os felinos formam uma parte importante da história da cidade, ao lado dos monumentos históricos.

“Eles não se mexiam, mesmo se o próprio Sultão passasse por ali”, disse o escritor Mark Twain.

A cidade dos gatos hoje em dia

Sentados em uma praça ou tomando sol, podemos encontrar os gatos em qualquer lugar da cidade. Os felinos são os verdadeiros reis de Istambul e não têm medo de demonstrar isso todos os dias.

Istambul: a cidade dos gatos

Na Istambul moderna, uma imagem muito recorrente é ver grupos de gatos nas calçadas e tetos das casas. 

De fato, não existe um só lugar onde não seja possível ver um gato! Os felinos de Istambul são um ícone da cidade, tanto como o Hagia Sophia e a Torre de Gálata.

Até nas regiões mais restritas da cidade esses animais podem ser vistos. Os habitantes consideram os gatos como animais que trazem boa sorte, além de apreciarem a companhia deles. Por isso, até em sedes do governo podemos observar a presença de gatos.

Os residentes da cidade não se incomodam com os nossos amigos felinos. Pelo contrário, eles são bem vindos em muitas ocasiões, já que eram e continuam sendo exímios caçadores de ratos na cidade.

Além isso, para o Islã, o profeta Maomé amava gatos.

Istambul também é conhecida como a cidade dos gatos porque seus habitantes procuram preservar a vida desses animais. 

Atualmente, existem muitas leis que protegem a vida dos felinos e os habitantes consideram a morte de um gato como sinal de má fé.

Um provérbio turco diz: “Quem mata um gato, precisa construir uma mesquita para ter o perdão de Deus”.

Para qualquer visitante dessa cidade, ver a quantidade de gatos em um só lugar pode assustar. Mas o certo é que eles são habitantes a mais da cidade, junto com o grande número de cães que também moram ali.

Istambul, a cidade dos gatos

Kedi: o documentário

Este documentário se chama kedi, uma palavra turca que significa gato e, caso não tenha ficado claro, fala da vida dos felinos que moram na cidade dos gatos.

Ceyda Torun, a diretora desse longra-metragem, fala sobre a vida dos gatos de Istambul, cidade onde nasceu.

O documentário relata a vida de vários gatos com personalidades diferentes. O filme também aborda a relação desses animais com os moradores locais.

Atualmente, cerca de 150 mil felinos fazem dessa uma cidade viva. Assim, cada gato é muito diferente do outro.

Em resumo, a história dessa cidade está intimamente ligada aos felinos. A presença deles nessa metrópole remonta à sua fundação.

Se você planeja visitar a cidade dos gatos em algum momento, não se esqueça de respeitá-los como eles merecem.