Dermatite acral em cães causada por lambidas

· fevereiro 5, 2019

O mais comum é que a dermatite acral nos cães seja nas patas dianteiras, já que essa é a área mais acessível para o cão.

Embora os gatos sejam conhecidos por se lamberem continuamente, os cães também usam a língua para se “arrumar”.

Mas, em alguns casos, as lambidas são tão frequentes e intensas que resultam em uma dermatite acral. Nesse artigo, vamos contar o que é e como tratá-la.

O que é dermatite acral?

Também conhecida como furunculose acral ou granuloma acral, trata-se de uma doença crônica causada, na maioria dos casos, pelo comportamento do cão, que lambe excessivamente uma área específica. Isso impede a cura da ferida completamente e, além disso, acaba agravando-a.

Geralmente, a dermatite acral começa como uma infecção bacteriana ou fúngica, uma alergia, um corte ou uma erupção cutânea devido à picada de um inseto.

Em alguns casos, ocorre como resultado de problemas comportamentais ou de tédio do cão. Dessa forma, ele lambe sem parar uma área específica, principalmente as patas dianteiras.

Quando a ferida incomoda o cão, a primeira coisa que ele faz é tentar se curar e se limpar através da saliva. No entanto, o problema é que esse comportamento se torna compulsivo e até prejudicial à sua saúde.

dermatite acral em cães

O ciclo parece não ter fim, já que o animal se sente aliviado ao lamber, mas imediatamente precisa fazê-lo de novo quando a coceira retorna.

Com isso, esse comportamento repetitivo se transforma na dermatite acral, uma infecção muito mais grave que a lesão original.

Enquanto qualquer cão pode sofrer com esse problema quando está sob muito estresse (por isso ele é tão comum em abrigos e canis), há algumas raças mais propensas à dermatite acral.

Entre elas, podemos destacar o Labrador Retriever, o Pastor Alemão, o Mastim Napolitano, o Golden Retriever, o Doberman Pinscher, o Great Dane e o Mastim Espanhol.

Como identificar a dermatite acral?

Uma dermatite acral não é difícil de detectar. Afinal, veremos o cão lambendo ou mordendo continuamente uma área específica do corpo.

Além disso, nesse local aparecerão feridas, perda de pelo, úlceras, inflamação, sangramento ou produção de um líquido amarelado. Também pode haver um cheiro nauseante e uma má aparência.

É muito importante levar nosso animal ao veterinário para que ele possa fazer o diagnóstico correto. Às vezes, à primeira vista, pode parecer dermatite acral quando, na realidade, é uma infecção ou um parasita.

Se o profissional confirmar a doença, o próximo passo será identificar sua causa. Dessa forma, você poderá tratá-la e curá-la.

Como primeiro passo, você receberá um antibiótico para reduzir os sintomas que levam o animal a lamber ou morder a área e, assim, permitir a cicatrização. Você também pode aplicar cremes ou tratamentos tópicos.

Para que o cão não morda, um colar elisabetano será colocado, embora a área também possa ser enfaixada. O animal deve ser supervisionado sempre pelo dono.

Mudar a gaze ou os curativos será um desafio, mas isso deve ser feito com a frequência indicada pelo veterinário.

causas da dermatite acral em cães

Quando a dermatite acral aparece devido a um problema comportamental no cão, é recomendado levá-lo para passear, brincar mais com ele e dar-lhe mais atenção.

Dessa forma, você reduzirá a ansiedade e o estresse e ele não terá mais o hábito de se machucar.

Recuperação

Um ambiente saudável e tranquilo é essencial para a recuperação e para impedir que a situação ocorra novamente.

Se a dermatite acral for causada pela presença de parasitas ou bactérias, reforce as vacinas e garanta uma boa higiene para o animal.

Você deve ter em mente que a dermatite acral não é algo sério se for detectada e tratada a tempo, mas o mais importante é que ela não volte a ocorrer no futuro. Portanto, detectar a causa é fundamental, além do próprio tratamento em si.