Dermatite em cães: dicas para tratamento

· agosto 18, 2018
Esta patologia, caracterizada pela vermelhidão e irritação da pele, na maioria dos casos, pode levar à perda de pelo e infecções, se não for tratada.

Embora possa ser mais frequente em animais abandonados, a verdade é que a dermatite em cães aparece por vários fatores. Inclusive, ela também acomete os animais que têm um lar. Neste artigo, falaremos mais sobre essa doença de pele e como tratá-la.

O que é dermatite?

É uma patologia bastante comum em qualquer raça. Entretanto, algumas raças são mais suscetíveis, como: buldogue francês, boxer, golden retriever, pastor alemão e labrador.

Cães com pelos longos, ou que vivem em climas quentes e úmidos, têm mais chances de sofrer com dermatites. Esta doença é caracterizada por irritação e vermelhidão da pele, em casos leves. Se não for tratada, causa perda de pelo e infecção.

A dermatite em cães pode ser causada por diferentes fatores e os sinais são bastante visíveis. O animal não para de coçar, lamber ou morder a si mesmo. Além disso, a pele fica avermelhada e engrossa, causando mau odor constante e perda de pelo. Por fim, aparece uma espécie de “caspa” e erupções escamosas na pele. O animal também pode apresentar feridas, áreas mais quentes, eczema e infecções de ouvido.

Cachorro com dermatite

Tipos de dermatite em cães

Para oferecer um tratamento adequado, é muito importante determinar de qual tipo de dermatite o animal está sofrendo. Aqui estão os tipos comuns:

1. Dermatite atópica ou alérgica

É um dos mais comuns, pois ocorre quando o animal possui uma certa predisposição genética para desenvolver alergias. Ácaros, pólen de flores ou a picada de um inseto podem desencadear uma dermatite desse tipo.

As áreas afetadas são as pernas, face, barriga, virilha e axilas. Grande coceira, pele avermelhada, espinhas, ressecamento e escurecimento da área afetada são os principais sintomas. Os veterinários receitam medicamentos para aliviar a coceira, na forma de creme ou gel, com propriedades antibacterianas ou hidratantes.

2. Dermatite fúngica

Algumas raças de cães com “dobras” ou rugas, como o shar-pei , o buldogue ou o mastim napolitano, acumulam gordura e umidade nessa área difícil de limpar. Isso promove o aparecimento de fungos e, posteriormente, dermatite.

Os principais sintomas são perda de pelos, pele ressecada, mudança de cor na pele, surgimento de massas purulentas e mau cheiro. O melhor tratamento, neste caso, é aplicar um creme externo que elimine o fungo. É necessário seguir o tratamento à risca para evitar o reaparecimento desses microrganismos. E, claro, prevenir a doença com uma higiene completa da área.

Cachorro com dermatite deitado na terra

3. Dermatite de contato

Este é outro dos tipos de dermatite em cães que podem afetar qualquer raça. Surge quando o animal entra em contato com uma substância prejudicial à saúde. Entre elas, desinfetantes de piso, tinta, cloro para piscinas, produtos de limpeza, etc.

A pele fica inflamada, endurece e fica avermelhada, aparecem crostas e o animal afetado passa o tempo todo se coçando até o ponto de se machucar. Não há tratamento específico para essa dermatite, exceto remover a substância do contato com nosso animal de estimação para não piorar a condição.

4. Dermatite seborreica

É um tipo muito comum de dermatite em cães, e pode aparecer por causa do excesso de banhos. Afinal, eles enfraquecem a camada de gordura natural da pele. Também pode ser devido a alguma alergia a um alimento ou componente ambiental.

A dermatite seborreica faz com que a pele se torne cada vez mais oleosa e produza um odor muito intenso. Você também pode ver “escamas” na pele como se fossem caspas e áreas avermelhadas, devido a arranhões intensos.

O tratamento para esse problema consiste em banhos com produtos especiais, que permitem a derme recuperar seu estado natural. Recomenda-se, além disso, que se preste atenção ao tipo de alimento que é dado ao animal de estimação. Afinal, os corantes ou certos ingredientes podem piorar o quadro.

A dermatite em cães precisa ser tratada com medicamentos externos, orais ou injetáveis. O tratamento vai depender do tipo e gravidade do caso. Os veterinários  podem combinar mais de um remédio, conforme o caso.