Displasia da anca em gatos: informações importantes

junho 16, 2019
Neste artigo contaremos tudo que você deve saber sobre a displasia da anca em gatos, uma doença que, apesar de não ser tão comum, tem consequências indesejadas.

Embora seja raro e esteja relacionado com a genética, é importante conhecer esse distúrbio que afeta o andar natural dos animais. Portanto, vamos contar tudo que você precisa saber sobre a displasia da anca em gatos.

O que é displasia da anca em gatos?

Trata-se de um problema raro em gatos, que costuma ser mais comum em cães. Basicamente, a displasia da anca provoca um desenvolvimento anormal e degeneração nas articulações da área.

Há uma predisposição hereditária para ter a doença. A raça Maine Coon e as fêmeas sofrem mais. Além disso, em casos graves pode resultar em ossos posicionados irregularmente, cartilagem danificada por movimentos não naturais, artrose devido à claudicação e dor paralisante.

A displasia da anca em gatoscomeça quando o animal é um filhote. Isto é, quando os seus ossos ainda não estão completamente desenvolvidos. No entanto, torna-se mais grave com o passar do tempo.

Os deslocamentos e danos nas cartilagens provocam microfraturas que impedem o animal de andar bem, saltar ou brincar.

Gato no veterinário

Quais são os sintomas da displasia da anca em gatos?

Embora o diagnóstico deva ser feito por um veterinário, como donos do animal de estimação temos a ‘obrigação’ de prestar atenção a certos sintomas ou sinais que possam simbolizar a displasia da anca em gatos:

1. Nível menor de atividade

Muitas vezes a diminuição da atividade em gatos é atribuída à idade, mas adultos e idosos saudáveis ​​também correm, pulam e escalam árvores. Portanto, se seu animal de estimação parar de brincar ou realizar certas atividades como antes, é necessário que você o leve para uma consulta.

2. Dores

A displasia da anca em gatos é muito dolorosa, por isso é normal que o animal se queixe de qualquer postura, movimento ou passo. Se você tocá-lo na parte inferior das costas, ele pode miar forte. Isso não significa que ele não gosta de carícias, mas sim que está doendo.

3. Sons

Preste muita atenção aos ‘sons’ que seu gato faz ao caminhar, dormir ou se mover. Quando há displasia, é normal ouvir um clique no quadril. Isso acontece principalmente quando ele quer se levantar depois de passar várias horas deitado na cama ou no cobertor.

Displasia do quadril em gatos

4. Ombros alargados

Outro sintoma de displasia da anca em gatos é ver que a dianteira do gato está se tornando mais larga ou aumentada. Por quê? O animal modificou seus movimentos e jogou todo o peso para a frente do corpo. É como se ele tivesse ido à academia e malhado apenas o tronco.

5. Arqueado para trás

Em relação ao exposto acima, a displasia provoca alterações na coluna vertebral. Quando ele tenta andar, provavelmente vai tentar rolar para frente e, para evitar gerar peso nas pernas traseiras, vai arquear as costas.

Você vai perceber que ele quase não coloca força nas almofadinhas traseiras ao andar. Também é provável que você o veja mancando.

Tratamento da displasia da anca em gatos

Como existem outras doenças que também causam sintomas semelhantes, a displasia da anca em gatos nem sempre é diagnosticada adequadamente. Em muitos casos, a extrema claudicação – em um ou dos dois lados – é a prova de que o gato sofre desse distúrbio.

O veterinário será responsável por avaliar as articulações do quadril e fará radiografias na área da pelve para identificar o problema. Uma vez diagnosticada, há diferentes tratamentos para aliviar os sintomas e evitar o progresso da doença.

Infelizmente, até agora, não há cura para a displasia da anca em gatos.

O tratamento pode incluir fisioterapia, restrição de atividades, uso de anti-inflamatórios orais ou injetáveis e controle do peso. Além disso, em casos mais avançados, pode ser preciso fazer uma cirurgia que pode até incluir uma artroplastia total do quadril.

  • Moraleda, L., Albiñana, J., Salcedo, M., & Gonzalez-Moran, G. (2013). Displasia del desarrollo de la cadera. Revista Espanola de Cirugia Ortopedica y Traumatologia. https://doi.org/10.1016/j.recot.2012.10.005