Hérnia umbilical em filhotes de cães

março 20, 2019
A hérnia umbilical nos filhotes é uma situação especialmente incômoda para eles, que pode chegar a ser grave. Como devemos agir nesta situação?

Quando aparece uma hérnia umbilical em filhotes de cães, eles podem não parecer estar doentes; geralmente, a aparência é como se estivessem perfeitamente saudáveis.

De fato, a maioria destas hérnias, sobretudo se forem pequenas, não constitui um perigo e são encontradas pelo veterinário em um exame básico.

No entanto, é importante detectá-las e tratá-las, já que, em alguns casos, podem representar uma ameaça séria para a saúde do nosso animal.

A seguir, veremos alguns sinais para identificar os sintomas de uma hérnia umbilical em filhotes e aplicar o tratamento adequado.

O que é uma hérnia umbilical?

Quando um cachorro ou gato tem uma pequena protuberância na parte inferior da barriga, entre as costelas e as patas traseiras, o mais provável é que se trate de uma hérnia umbilical. Trata-se de uma protuberância que se encontra no local onde antes ficava o cordão umbilical.

A presença desta protuberância é o sinal de que a ferida não se fechou de forma correta, por isso os intestinos e a gordura da barriga saem através dela. No entanto, não se trata de uma ferida aberta: está coberta pela pele do cão.

Como esta hérnia se desenvolve? No momento do nascimento, a mãe corta o cordão umbilical que a une com seu filhote com os dentes. O umbigo fica como um buraco, que normalmente se fecha em poucos dias.

Hérnia umbilical em cachorro

Unido ao umbigo, fica um pedaço de cordão que, em geral, cai em pouco tempo; quando o buraco do umbigo não se fecha de forma correta, surge a hérnia umbilical.

Sintomas de uma hérnia umbilical em filhotes

O sintoma mais claro de que um cachorro tem uma hérnia umbilical é a presença de uma pequena protuberância em sua barriga.

Em condições normais, esta região deveria ser rosada, lisa e macia. No entanto, em alguns casos há uma protuberância mais dura no lugar onde antes estava o cordão, caracterizando a hérnia.

Ao apalpar a protuberância, é possível que o cão sinta um pouco de dor. Quanto maior for a hérnia, maior será a dor. No geral, ela vai aumentando com o passar do tempo.

Se se trata de um animal recém-nascido, é possível que a hérnia desapareça por si só, ou que pelo menos não cresça.

No entanto, é importante observar a evolução da cicatriz e, caso aumente, consultar o veterinário para evitar possíveis problemas.

Sinais de alerta

A maioria das hérnias umbilicais em filhotes não são consideradas emergências, e algumas inclusive desaparecem espontaneamente. No entanto, se não for o caso, é importante solucioná-las, já que podem se estrangular.

Cachorro sendo examinado

Uma hérnia estrangulada é uma emergência, já que pode provocar a morte do cão em apenas 48 horas. É por isso que é necessário estar atento a certos sinais que indicam a sua presença.

Uma hérnia se torna perigosa quando o fornecimento de sangue até o tecido é obstruído ou se torna muito escasso. Isso é conhecido como hérnia estrangulada.

Os principais sintomas de uma hérnia estrangulada são inchaço excessivo da hérnia, febre, mal-estar, dor intensa, falta de apetite e vômito.

O tecido morto se torna tóxico e todo o organismo é afetado em pouquíssimo tempo. Por isso, diante de qualquer um dos sintomas mencionados, é necessário levar o filhote ao veterinário imediatamente.

Tratamento da hérnia umbilical em filhotes

Cada caso é um caso, e a avaliação por parte de um profissional será a única maneira de determinar qual é o procedimento mais adequado.

O tratamento de uma hérnia umbilical varia principalmente em função da gravidade da mesma e da idade do animal.

Se a hérnia for pequena e não apresentar nenhuma complicação, o veterinário provavelmente recomendará esperar até que o filhote complete seis meses para ver se fecha sozinha. Se isso não acontecer, será necessário fazer uma nova avaliação.

No caso de hérnias maiores ou persistentes, pode ser necessário fazer uma intervenção cirúrgica. Este procedimento consiste em empurrar o tecido sobressalente através do buraco e suturar. Trata-se de uma intervenção simples, e pode-se inclusive aproveitar para castrar o cão ao mesmo tempo.