É possível identificar um cão pelas fezes?


Escrito e verificado por o advogado Francisco María García
Atualmente, existe um sistema que permite identificar um cão pelas suas fezes através de análises genéticas. Cada vez mais municípios espalhados pelo mundo estão decidindo aplicá-lo no combate à poluição gerada pelo abandono de fezes caninas em espaços públicos.
A seguir, explicaremos como é possível identificar o DNA de um cão a partir de suas fezes. Também falaremos sobre os debates gerados pelo uso desse método para punir os donos.
É possível identificar um cão pelas fezes?
De forma simples, o cocô de um cachorro carrega alguns traços de suas informações genéticas. A partir de uma amostra de fezes, é possível isolar os marcadores em questão em laboratório.
Com essas informações, e depois de compará-las com uma amostra de DNA, é possível confirmar que o cocô ‘pertence’ a um determinado cão.
Além de reconhecer o “dono” do cocô, esse tipo de análise também tornou possível reconhecer a origem de inúmeras bactérias encontradas nas águas subterrâneas. Dessa forma, foi possível confirmar a presença de resíduos orgânicos das fezes caninas nos aquíferos subterrâneos.
Além de atrair insetos que podem transmitir doenças, as fezes se dissolvem com a ajuda da chuva e permitem que vários patógenos penetrem no subsolo. Após essa constatação, muitos municípios decidiram fortalecer o combate ao abandono das fezes caninas.

Análise de DNA para identificar donos que não recolhem as fezes de seus cães
Remover o cocô do cachorro em espaços públicos é uma das obrigações dos donos, mas ainda não existe uma lei que estabeleça as sanções aplicáveis ao abandono das fezes caninas.
Cada município pode tomar suas próprias decisões a esse respeito e definir o valor mais adequado para multas.
Existem vários municípios que decidiram implementar o sistema de análise genética para identificar um cão pelas suas fezes e, assim, punir seus donos no caso de não recolhê-las. A ideia é reforçar o combate ao abandono de fezes e a consequente poluição ambiental.
Basicamente, trata-se de recolher uma amostra de fezes abandonadas e então analisar os marcadores genéticos para identificar sua origem. Depois de reconhecer o cão que fez os dejetos, o dono seria penalizado por não removê-los.
Para que esse método seja viável, é necessário criar um banco com amostras genéticas dos cães registrados em cada município. Somente comparando os traços de material genético das fezes com as amostras a identidade do cão pode ser confirmada.
Consequentemente, os donos são obrigados a levar seus cães para fazer uma coleta de sangue, a partir da qual seu perfil genético será obtido. Posteriormente, cada dono recebe uma placa de identificação que permite vincular o cão às fezes, e também ajuda a reconhecê-lo em caso de perda.

Polêmicas sobre a eficácia e viabilidade da análise genética
Como esperado, a decisão de usar a genética para multar os donos tem gerado muita controvérsia desde a sua introdução em 2014. Desde então, mais de 40.000 donos foram multados por abandonar o cocô de seus cães.
Por um lado, a pesquisa de DNA para identificar um cão por suas fezes é muito cara. Além dos gastos com a própria análise, o município deve arcar com os custos relacionados às amostras de sangue e ao rastreamento do perfil genético de todos os cães registrados em seu território.
Conforme apontado pelo Colégio de Veterinários de Alicante (Icoval), trata-se de um investimento muito alto em um método com pouca eficácia comprovada. Principalmente porque o sistema levanta muitas dúvidas jurídicas sobre a custódia das amostras coletadas.
Para aumentar sua confiabilidade, seria necessário que a coleta, o transporte e o processamento das amostras fossem acompanhados por um funcionário com a competência necessária para garantir a legalidade do procedimento.
Isso implicaria um investimento ainda maior, o que se refletiria na necessidade de impor penalidades mais altas.
Além disso, de acordo com o Icoval, este sistema também não oferece vantagens para localizar animais perdidos ou roubados.
Como enfatizam, os microchips permitem identificar o cão imediatamente, depois de ler seu código, enquanto a comparação de amostras genéticas levaria pelo menos dois dias para retornar resultados confiáveis.
Atualmente, existe um sistema que permite identificar um cão pelas suas fezes através de análises genéticas. Cada vez mais municípios espalhados pelo mundo estão decidindo aplicá-lo no combate à poluição gerada pelo abandono de fezes caninas em espaços públicos.
A seguir, explicaremos como é possível identificar o DNA de um cão a partir de suas fezes. Também falaremos sobre os debates gerados pelo uso desse método para punir os donos.
É possível identificar um cão pelas fezes?
De forma simples, o cocô de um cachorro carrega alguns traços de suas informações genéticas. A partir de uma amostra de fezes, é possível isolar os marcadores em questão em laboratório.
Com essas informações, e depois de compará-las com uma amostra de DNA, é possível confirmar que o cocô ‘pertence’ a um determinado cão.
Além de reconhecer o “dono” do cocô, esse tipo de análise também tornou possível reconhecer a origem de inúmeras bactérias encontradas nas águas subterrâneas. Dessa forma, foi possível confirmar a presença de resíduos orgânicos das fezes caninas nos aquíferos subterrâneos.
Além de atrair insetos que podem transmitir doenças, as fezes se dissolvem com a ajuda da chuva e permitem que vários patógenos penetrem no subsolo. Após essa constatação, muitos municípios decidiram fortalecer o combate ao abandono das fezes caninas.

Análise de DNA para identificar donos que não recolhem as fezes de seus cães
Remover o cocô do cachorro em espaços públicos é uma das obrigações dos donos, mas ainda não existe uma lei que estabeleça as sanções aplicáveis ao abandono das fezes caninas.
Cada município pode tomar suas próprias decisões a esse respeito e definir o valor mais adequado para multas.
Existem vários municípios que decidiram implementar o sistema de análise genética para identificar um cão pelas suas fezes e, assim, punir seus donos no caso de não recolhê-las. A ideia é reforçar o combate ao abandono de fezes e a consequente poluição ambiental.
Basicamente, trata-se de recolher uma amostra de fezes abandonadas e então analisar os marcadores genéticos para identificar sua origem. Depois de reconhecer o cão que fez os dejetos, o dono seria penalizado por não removê-los.
Para que esse método seja viável, é necessário criar um banco com amostras genéticas dos cães registrados em cada município. Somente comparando os traços de material genético das fezes com as amostras a identidade do cão pode ser confirmada.
Consequentemente, os donos são obrigados a levar seus cães para fazer uma coleta de sangue, a partir da qual seu perfil genético será obtido. Posteriormente, cada dono recebe uma placa de identificação que permite vincular o cão às fezes, e também ajuda a reconhecê-lo em caso de perda.

Polêmicas sobre a eficácia e viabilidade da análise genética
Como esperado, a decisão de usar a genética para multar os donos tem gerado muita controvérsia desde a sua introdução em 2014. Desde então, mais de 40.000 donos foram multados por abandonar o cocô de seus cães.
Por um lado, a pesquisa de DNA para identificar um cão por suas fezes é muito cara. Além dos gastos com a própria análise, o município deve arcar com os custos relacionados às amostras de sangue e ao rastreamento do perfil genético de todos os cães registrados em seu território.
Conforme apontado pelo Colégio de Veterinários de Alicante (Icoval), trata-se de um investimento muito alto em um método com pouca eficácia comprovada. Principalmente porque o sistema levanta muitas dúvidas jurídicas sobre a custódia das amostras coletadas.
Para aumentar sua confiabilidade, seria necessário que a coleta, o transporte e o processamento das amostras fossem acompanhados por um funcionário com a competência necessária para garantir a legalidade do procedimento.
Isso implicaria um investimento ainda maior, o que se refletiria na necessidade de impor penalidades mais altas.
Além disso, de acordo com o Icoval, este sistema também não oferece vantagens para localizar animais perdidos ou roubados.
Como enfatizam, os microchips permitem identificar o cão imediatamente, depois de ler seu código, enquanto a comparação de amostras genéticas levaria pelo menos dois dias para retornar resultados confiáveis.
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- animalshealth. Muestra de AND en heces de perros. Extraído de: https://www.animalshealth.es/fileuploads/user/dictamen.pdf
- Colegio oficial de veterinarios. Censo de animales a través de su ADN. Extraído de. http://covteruel.org/wp-content/uploads/2016/03/ADN-CANINO.pdf
Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.