Infecção por Campylobacter presente em cães

abril 9, 2019
A infecção por Campylobacter costuma se curar depois de 10 dias de tratamento, mas merece atenção redobrada no caso de crianças e idosos.

São muitas as doenças que podemos pegar a partir de nossos animais de estimação, por isso devemos nos informar bem sobre elas. Neste artigo falaremos sobre a infecção por Campylobacter, que está presente em cães e pode nos causar diarreia, entre outras consequências.

O que devemos saber sobre a infecção por Campylobacter

Uma das principais causas da diarreia é a infecção por Campylobacter, que faz parte das intoxicações alimentares mais comuns. Ela chega a afetar milhões de pessoas todos os anos, sobretudo bebês, adolescentes e jovens que vivem em condições precárias de higiene e limpeza.

O gênero Campylobacter é composto por várias bactérias (como JejuniColi e Fetus), e é comum em animais de fazenda e de estimação. Estes micro-organismos requerem baixos níveis de oxigênio para sobreviver e não se movem sozinhos, se alojam nos intestinos e são eliminados por meio das fezes.

O contágio ocorre pela ingestão de água ou alimentos contaminados com estas bactérias. Outra forma de se infectar é entrar em contato com restos fecais de uma pessoa doente, como quando uma mãe higieniza seu bebê.

Homem fazendo carinho em cão doente

Quais são os sintomas da infecção por Campylobacter?

Os principais sintomas de uma infecção por Campylobacter começam a partir de dois dias depois que a bactéria entra no organismo. Podemos diferenciar em dois grandes grupos as doenças causadas por ela:

1. Doenças entéricas

São provocadas por duas bactérias Campylobacter: Coli e Jejuni. Costumam se curar após cerca de 10 dias. O sintoma mais conhecido desta infecção é a diarreia. Também provoca inflamação no intestino, febre, dor abdominal, dor de cabeça, náuseas, vômitos e mal-estar geral.

2. Doenças extra-intestinais

São causadas principalmente pela Campylobacter fetus e são menos comuns, embora sejam mais graves. Podem afetar o coração e os vasos sanguíneos e provocar endocardite e pericardite.

As doenças extra-intestinais também causam um transtorno neurológico conhecido como Síndrome de Guillain Barré, infecções urinárias, pancreatite e artrite.

Diagnóstico, tratamento e prevenção da infecção por Campylobacter

Quando algum dos sintomas indicados anteriormente é identificado e temos consciência do contato com um cão ou um animal de fazenda – e principalmente com suas fezes – devemos consultar um médico rapidamente.

Alguns profissionais pedem um exame de sangue para determinar se há alterações na contagem de glóbulos brancos ou no pH sanguíneo. Também pode ser feito um exame microscópico das fezes ou uma hemocultura (do sangue).

Mulher trabalhando com o cachorro ao lado

Uma vez que a infecção por Campylobacter tenha sido diagnosticada, o próximo passo é iniciar o tratamento adequado. Como a diarreia causa desidratação, é fundamental beber água e bebidas isotônicas que repõem o líquido e os eletrólitos perdidos no organismo.

Não se aconselha seguir uma dieta sólida durante os primeiros quatro dias. A partir deste momento, é recomendado ingerir alimentos adstringentes, como batata, pão torrado, arroz, frango ou peixe grelhados, em poucas quantidades.

Em casos muito avançados é possível indicar um tratamento com antibióticos ou antimicrobianos como a azitromicina e a eritromicina.

O prognóstico da infecção por Campylobacter é bom na maioria das pacientes, que se recuperam em no máximo 10 dias. É preciso levar em conta que crianças com menos de dois anos, idosos e pessoas com imunidade reduzida compõem os grupos de risco diante deste tipo de bactéria.

Quem tem um animal de estimação em casa consegue prevenir uma infecção com estas características? É claro que sim. A higiene é fundamental, por isso é recomendável lavar bem as mãos depois de brincar com o cachorro ou de entrar em contato com suas fezes.

Também é necessário desinfetar os objetos que possam estar contaminados por fezes infectadas de nossos animais de estimação, lavar bem os alimentos que ingerimos, não beber água de rios ou córregos se estivermos de férias e evitar o consumo de laticínios não pasteurizados.