O que é a erliquiose canina?

novembro 23, 2017

A  erliquiose canina também é conhecida como Pancitopenia Canina Tropical, Doença do Carrapato ou Febre Hemorrágica Canina. É uma doença infecciosa generalizada e séria. Apresenta um número crescente de casos diagnosticados na Europa, América, Ásia e África.

O aumento nos casos de erliquiose canina nos últimos anos é basicamente devido à proliferação do Rhipicefalus sanguineus, um carrapato marrom que atua como vetor. Ou seja, abriga e transporta a verdadeira causa da doença: a bactéria Ehrlichia Canis (E. Canis).

Apesar de se desenvolver mais facilmente nos corpos dos cães, as bactérias também podem afetar gatos e humanos causando sérios danos à saúde.

O que é a erliquiose canina e como é transmitida?

A erliquiose canina é um processo infeccioso generalizado causado por um espécime da família rickettsial: a bactéria Ehrlichia Canis (E. Canis). Os micro-organismos desta família também podem causar inúmeras doenças menos graves do que a erliquiose canina.

cachorro doente por erliquiose

A primeira notificação científica de uma Ehrlichia Canis ocorreu na Argélia, durante a década de 1930. No entanto, a doença se tornou mais comum durante a Guerra do Vietnã. Nesse país, um bom número de cães militares morreu muito rapidamente.

A doença na atualidade

Mas foi apenas na década de 80 que os patógenos ganharam importância em estudos médicos. Ehrlichia Canis é uma bactéria intracelular que se hospeda na saliva do carrapato Rhipicefalus sanguineus. Este pequeno parasita tem enorme capacidade de sobrevivência.

O risco de infecção não é apenas para os animais de estimação da cidade grande. Também afeta animais de grande porte em zonas rurais ou animais selvagens em áreas mais quentes.

A erliquiose canina é transmitida pela mordida de carrapatos infectados com a bactéria Ehrlichia Canis. Por isso, é importante não expor o cachorro infectado ao contato com outros cães. Isso evita a proliferação maciça da doença.

Quais são os sintomas e tratamentos da erliquiose canina?

Após a infecção, o período de incubação em cães pode durar de 2 a 6 semanas. Os primeiros sintomas específicos da erliquiose canina podem levar até dois meses para aparecer:

  • Falta de apetite e perda de peso
  • Febre frequente
  • Secreções ou hemorragias nos olhos e no nariz
  • Dificuldade para respirar ou respiração intensa
  • Edema pelo corpo
  • Equimoses ou hematomas na pele
  • Inchaço dos gânglios linfáticos

Agravamento da doença

Caso a doença não seja tratada adequadamente após o surgimento dos primeiros sintomas, ela pode evoluir. Nesse caso, os sintomas pioram e se parecem com os da meningite humana:

  • Alteração dos sentidos e percepção
  • Sensação de formigamento nos membros membros
  • Falta de coordenação de movimentos
  • Claudicação (mancar)
  • Alterações de humor
  • Perda de consciência ou demência

A intensidade dos sintomas depende de fatores específicos de cada animal. Um cão com imunidade baixa ou mais idoso pode apresentar sintomas mais rapidamente e/ou mais intensamente do que animais mais jovens e saudáveis.

Diagnosticar a tempo

O diagnóstico precoce é essencial para permitir a cura completa da erliquiose canina. No início, o tratamento consiste em administrar antibióticos por 3 a 4 semanas. Quando o cão tem anemia, transfusões de sangue também são realizadas.

Veterinária examinando um pastor alemão

Se a doença não atinge as meninges, é possível recuperar quase completamente a qualidade de vida do animal. No entanto, o dano às meninges geralmente é irreversível e leva à morte.

Muitas vezes, é difícil reconhecer os sintomas da erliquiose canina. Eles podem ser confundidos ou camuflados com sinais de distúrbios menores ou benignos. Portanto, a melhor maneira de evitar essa doença é levar periodicamente seu animal de estimação ao veterinário. Lá serão realizadas as consultas e exames de controle e rotina.

Também é indispensável evitar que os parasitas, contaminados ou não, ataquem o corpo do animal. Para isso, é aconselhável realizar o tratamento antiparasitário interno e externo periodicamente. Além disso, podem ser usados ​​sabões ou coleiras antipulga. Outra opção são os remédios naturais, que afastam parasitas através do odor.

No caso da erliquiose canina, a prevenção é melhor do que qualquer remédio. Estar atento pode ser fundamental para salvar a vida do seu pet.

Fonte da imagem principal: Mills Baker