Osteopatia veterinária: você sabe do que se trata?

junho 19, 2019
Quando nosso animal de estimação precisa de um especialista para analisar a sua mobilidade e possível reabilitação de ossos e músculos, a osteopatia veterinária é o ramo mais apropriado.

Atualmente, a osteopatia veterinária está se tornando cada vez mais popular no tratamento das disfunções de mobilidade. Trata-se de uma das disciplinas fisioterapêuticas mais sofisticadas e eficazes dentro da medicina veterinária, pois pode tratar uma grande quantidade de doenças e otimizar a reabilitação ósseo-muscular.

A seguir, vamos explicar o que é a osteopatia veterinária e quais são as suas aplicações no contexto da medicina veterinária, bem como a sua aplicação em cavalos, cães, gatos e outros animais de estimação.

O que é a osteopatia veterinária?

A osteopatia veterinária é um ramo da medicina veterinária que se dedica ao estudo da capacidade de autorregeneração e autocorreção do organismo. Ela se concentra na avaliação e tratamento de disfunções motoras que levam a problemas de saúde e afetam a qualidade de vida do paciente.

A mobilidade é o conceito-chave da ciência osteopática, pois entende-se que a qualidade de vida, a saúde e a autonomia do indivíduo dependem, em grande parte, da sua capacidade de se movimentar livremente e de forma independente.

Desta forma, a osteopatia entende que a perda de mobilidade, tanto total quanto parcial, pode levar a um desequilíbrio no organismo.

Como consequência, não é apenas a região dolorida que é afetada, mas sim o corpo inteiro do paciente, o que pode provocar alterações no seu comportamento e danos emocionais.

Cachorro correndo na grama

Na prática, a osteopatia veterinária consiste em uma ampla variedade de técnicas não invasivas, em sua grande maioria manuais; o objetivo principal é o de estimular a autocorreção dos tecidos corporais a fim de recuperar a mobilidade adequada.

Este é um tratamento alternativo que geralmente não usa medicamentos ou substâncias químicas para aliviar as dores. Por esta razão, é necessário se certificar de procurar apenas veterinários devidamente treinados em osteopatia veterinária para tratar o nosso animal de estimação.

Os osteopatas devem ser, em primeiro lugar, veterinários capacitados para o exercício desta disciplina fisioterapêutica. A utilização das mãos para fins terapêuticos, assim como qualquer outra técnica de medicina alternativa, requer treinamento prévio e prática controlada.

Em que casos a osteopatia é recomendada?

Como podemos ver, a osteopatia veterinária estuda um grande número de problemas de saúde que levam à perda parcial ou total da mobilidade. Sua aplicação vai além de tratar ou aliviar os sintomas de patologias, condições congênitas e traumas.

Ela é muito eficaz no alívio da dor, proporcionando conforto e estimulando a regeneração dos tecidos danificados.

As práticas osteopáticas também são recomendadas para prevenir doenças degenerativas, especialmente aquelas que afetam os ossos e músculos do animal.

Em cães predispostos à displasia de quadril, como o pastor alemão, por exemplo, a osteopatia pode ajudar a controlar o processo degenerativo e a retardar o desenvolvimento dos sintomas.

Cachorro pulando para pegar bola no ar

Os animais que são atletas ou aqueles que praticam atividades de alto rendimento podem ser bastante beneficiados pela osteopatia preventiva. Além de ajudar na prevenção de lesões, ela também ajuda a melhorar o desempenho, o que evita esforço excessivo, contrações e espasmos musculares.

Além disso, a osteopatia também é a alternativa mais viável e segura diante de um diagnóstico inconclusivo. Ou seja, quando o veterinário não consegue, através de testes e exames físicos, chegar a uma conclusão sobre a causa de um problema que afeta a mobilidade do animal.

Doenças e problemas tratados pela osteopatia veterinária

Como vimos, a osteopatia veterinária é uma disciplina da medicina veterinária que trata doenças e patologias como essas:

  • Disfunções locomotoras, tais como: claudicação, cãibras, fraqueza muscular, dor na coluna, etc.
  • Doenças degenerativas musculoesqueléticas, tais como a displasia de quadril e de cotovelo.
  • Distúrbios digestivos: diarreia, vômito, gastrite, entre outros.
  • Problemas no trato urinário, tais como: infecções do trato urinário, insuficiência renal, incontinência urinária, etc.
  • Problemas respiratórios.
  • Alergias e doenças de pele.
  • Distúrbios neurológicos, como, por exemplo, a epilepsia.
  • Otite persistente.
  • Reabilitação de traumas, acidentes e intervenções cirúrgicas.

Osteopatia veterinária para tratar problemas comportamentais

A osteopatia veterinária também pode ajudar no tratamento e na prevenção de problemas comportamentais. Por um lado, suas práticas ajudam a prevenir patologias e distúrbios hormonais que podem afetar os sentidos do animal e causar dor, o que afeta negativamente o seu comportamento.

Por outro lado, a osteopatia é eficaz para aliviar os sintomas de estresse, tédio, hiperatividade, nervosismo e medo excessivo: ela transmite uma sensação de bem-estar e melhora a autoconfiança do animal.

Atualmente, a sua eficácia no tratamento de estereotipias em animais também está sendo avaliada.

  • Diego Mas. Equibalance. Osteopatía en caballos. Extraído de: http://www.equibalance.es/articulos/Salud/OSTEOPATIA%20EN%20CABALLOS.pdf
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